domingo, 5 de outubro de 2014

Suárez faz dois gols em amistoso do Barça

Suárez faz dois gols em amistoso do Barça



O uruguaio Luis Suárez mostrou que o faro de gols continua intacto ao marcar dois na goleada de 6 a 0 do time B do Barcelona sobre uma equipe sub-19 da Indonésia, em um amistoso disputado nesta quarta-feira.


Fonte: Futebol Yahoo

CBF quer jogo contra a Alemanha para 'exorcizar' 7 a 1

CBF quer jogo contra a Alemanha para 'exorcizar' 7 a 1



A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quer uma "revanche" contra a Alemanha para "exorcizar" a humilhação da derrota por 7 a 1 nas semifinais da última Copa do Mundo.


Fonte: Futebol Yahoo

Sem Ronaldinho Gaúcho, Querétaro perde para o Tigres e eliminado da Copa MX

Sem Ronaldinho Gaúcho, Querétaro perde para o Tigres e eliminado da Copa MX



O presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, disse nesta segunda-feira que "é muito difícil" que Iker Casillas deixe o clube em dezembro e afirmou que "a ideia é que ele se aposente no Real Madrid".


Fonte: Futebol Yahoo

Sem um bom futebol, Portuguesa e Náutico empatam no Canindé

Sem um bom futebol, Portuguesa e Náutico empatam no Canindé



0 a 0 mostrou o que foi a partida


Fonte: Futebol Yahoo

Arsenal e Everton fora da Copa da Liga inglesa, Liverpool avança no sufoco

Arsenal e Everton fora da Copa da Liga inglesa, Liverpool avança no sufoco



O Arsenal e o Everton foram eliminados da Copa da Liga ao serem derrotados por Southampton (2-1) e Swansea, respectivamente, enquanto o Liverpool se classificou nos pênaltis após empatar com o Middlesbrough.


Fonte: Futebol Yahoo

Liverpool avança depois de 30 pênaltis; Arsenal cai contra o Southampton

Liverpool avança depois de 30 pênaltis; Arsenal cai contra o Southampton



O Arsenal investiu pesado para esta temporada, mas já está eliminado de uma competição.


Fonte: Futebol Yahoo

Bayern dá choque de realidade no Paderborn e se isola na liderança

Bayern dá choque de realidade no Paderborn e se isola na liderança



Depois de um início de temporada surpreendente, o modesto Paderborn não foi páreo para o atual bicampeão Bayern de Munique e perdeu a invencibilidade ao ser atropelado por 4 a 0, deixando os bávaros na liderança, nesta terça-feira, pela quinta rodada da Bundesliga.


Fonte: Futebol Yahoo

sábado, 4 de outubro de 2014

Vice-presidente do Palmeiras detona goleiros do clube: ‘São horrorosos’

Vice-presidente do Palmeiras detona goleiros do clube: ‘São horrorosos’



Terceiro vice de Paulo Nobre, Antonino Jesse Ribeiro, pede que palmeirenses rezem pela volta rápida de Fernando Prass


Fonte: Futebol Yahoo

Impressionante a garra do São Paulo. Venceu o Grêmio de Felipão em Porto Alegre por 1 a 0. Está mais perto da Libertadores. Manteve o sonho do título do Brasileiro...

Impressionante a garra do São Paulo. Venceu o Grêmio de Felipão em Porto Alegre por 1 a 0. Está mais perto da Libertadores. Manteve o sonho do título do Brasileiro...



O São Paulo conseguiu uma vitória heroica, vibrante, importantíssima. O time teve raça suficiente para travar o ímpeto do Grêmio dentro da sua arena, em Porto Alegre. A equipe de Milton Cruz não trocou a técnica pelo coração e marcação. Kaká, Alan Kardec, Ganso e Pato tiveram de mudar suas características e priorizar a marcação. Deu resultado. Vitória por 1 a 0, gol de Rogério Ceni, cobrando pênalti. Os gaúchos voltavam a perder depois de nove partidas. Foi um resultado que fez bem para a alma são paulina. "O grande mérito do nosso time foi a dedicação e a superação. Corremos os 90 minutos, brigamos e oportunidade nós criamos sempre. Aproveitamos o pênalti e ganhamos três pontos contra um adversário direto", destacava, feliz, Kaká. Os três pontos renovam até a esperança do time de Milton Cruz até de título. Mas consolida a postura entre os que lutam pela Libertadores. A vitória teve um peso psicológico importante. O time teve nervos para superar a pressão de uma equipe muito competitiva apoiada por 50 mil torcedores. Desde os primeiros minutos ficou claro o cenário da partida. Mesmo sem ser brilhante, o Grêmio partiu para a pressão. Felipão soube organizar muito bem a marcação na saída de bola paulista. A estratégia era não deixar o São Paulo com seus técnicos jogadores tocarem a bola. Além disso, o interesse era tentar impor um ritmo veloz na partida. Milton Cruz foi muito feliz. Ele colocou Hudson na lateral e Maicon no meio de campo. Os dois foram muito aplicados na marcação. Principalmente no primeiro tempo, quando a pressão foi maior. Mas quem teve uma atuação impressionante foi Souza. Firme demais nas duas intermediárias. A convocação para a Seleção o deixou empolgado. Foi muito firme atrás e corajoso na frente. Kaká e Ganso atuaram mais atrás do que estão acostumados. Tinham de preencher o meio de campo. Não permitir que os gaúchos se impusessem. Alan Kardec e Pato fechavam as laterais.

Felipão colocou seu time todo à frente assim que a partida começou. Foi uma blitz. Wallace, Ramiro e Felipe Bastos atuavam mais à frente. Eles empurravam Luan, Dudu e Barcos. Pará e Zé Roberto também estavam abertos como pontas. A obsessão gremista era marcar logo o primeiro gol. Na vibração, na raça, na força. E quase conseguiu. Aos dois minutos, Hudson deu sua única bobeada na partida. Ele perdeu a bola para Wallace na entrada da área. O gremista invadiu a área e chutou, Rogério Ceni fez sensacional defesa. No rebote, novo chute e Paulo Miranda tirou em cima da risca. O jogo seguiu eletrizante. Com os gaúchos compensando a falta de técnica com uma vontade impressionante. Encurralado, o São Paulo tinha pouquíssimo espaço para contragolpear. Mas mesmo assim, deu a resposta em dois lances em um minuto, aos 21. Pato foi ágil, partiu pela esquerda, tabelou com Kardec, e deu um chute fortíssimo. Marcelo Grohe fez uma defesa sensacional. Em seguida, Kaká cobrou escanteio no travessão. Mas os lances foram exceção. O Grêmio sufocou durante todo a primeira etapa. Teve outra chance claríssima de gol. Felipe Bastos teve uma rara chance de bater para o gol, desmarcado. Foi uma pancada que obrigou Rogério Ceni a se desdobrar para espalmar. Mas outro lance agudo quase faz a arena do Grêmio vir abaixo. Zé Roberto surgiu de surpresa na grande área e bateu muito forte na bola. Ela desviou em Paulo Miranda, encobriu Rogério Ceni e Edson Silva tirou em cima da linha. O São Paulo teve muita sorte em não ir para o intervalo perdendo a partida. O clima era de confiança total em uma vitória por parte do Grêmio e de sua torcida. Mas essa expectativa duraria sete minutos apenas. O time de Milton Cruz partiu um contragolpe veloz, pegando a defesa gremista mal colocada. Kaká tocou para Maicon que descobriu Alan Kardec na grande área. Rhodolfo, precipitado, cometeu pênalti desnecessário no atacante. Pará estava na cobertura. Muita firmeza do árbitro Felipe Gomes da Silva. Ele não titubeou. O toque do gremista foi no pé de apoio de Kardec. Marcelo Grohe estava há oito partidas sem sofrer gols. Mas Rogério Ceni cobrou com convicção, fazendo o gol importantíssimo. Felipão ficou descontrolado. Passou a reclamar cada lance. Incendiava os seus jogadores e a torcida contra o juiz. Acabou expulso aos 13 minutos. O clima da partida mudou completamente. Tudo virou uma guerra. Os gremistas estavam nitidamente afetados psicologicamente com o gol que sofreram. Passaram a se preocupar em reclamar com o juiz e simular faltas. Melhor para o São Paulo, ainda mais recuado. A pressão gaúcha era estéril, improdutiva. Milton Cruz trocou Maicon por Reinaldo. Michel Bastos virou volante. Osvaldo entrou no lugar de Kaká para correr na frente, sozinho. Porque Kaká, Ganso e Kardec estavam na intermediária marcando, dando carrinho, dividindo. O São Paulo mostrou raça, coração, alma do primeiro ao último minuto. Mereceu esta vitória importantíssima, que fez bem para a alma. E o recoloca no sonho pelo título. E o fortalece na briga pela Libertadores. O Grêmio de Felipão valorizou demais o triunfo do São Paulo. Mostrou todo o seu poderio físico, sua determinação. Mas faltou técnica no meio de campo. E tranquilidade depois que tomou o gol. Essa consciência deveria ter partido de Scolari. A sua expulsão foi extremamente desnecessária e prejudicial. Mas a campanha dos gaúchos com elenco que possuem é animadora. E faz de todos os jogos em sua arena uma tortura para os rivais. Por isso o São Paulo tem razão sim em comemorar muito a vitória de hoje...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Há cinco anos, Flamengo vencia jogo polêmico contra o Corinthians e superava o São Paulo na disputa pelo Brasileirão

Há cinco anos, Flamengo vencia jogo polêmico contra o Corinthians e superava o São Paulo na disputa pelo Brasileirão



A partida ocorreu em Campinas e foi marcada pelas lesões de Edu e Ronaldo, além das falhas do goleiro Felipe


Fonte: Futebol Yahoo

Corinthians começa a negociar renovação do contrato de Guerrero

Corinthians começa a negociar renovação do contrato de Guerrero



Timão planeja estender o vínculo do atacante peruano até maio de 2016


Fonte: Futebol Yahoo

Argentina inclui Otamendi em lista de convocados contra o Brasil

Argentina inclui Otamendi em lista de convocados contra o Brasil



O técnico da Argentina, Gerardo Martino, somou nesta terça-feira o nome zagueiro do Nicolás Otamendi, do Valencia, à lista de convocados para jogar amistosos contra Brasil e Hong Kong, em outubro.


Fonte: Futebol Yahoo

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Kaká não deverá nem estar jogando na Copa de 2018. Dunga só pode ter feito uma homenagem. Pelo meia ter atuado machucado na África, em 2010. Chamar Ganso seria muito mais racional...

Kaká não deverá nem estar jogando na Copa de 2018. Dunga só pode ter feito uma homenagem. Pelo meia ter atuado machucado na África, em 2010. Chamar Ganso seria muito mais racional...




Kaká terá 36 anos na Copa de 2018, na Rússia. Nem ele espera estar jogando futebol até lá. O meia acertou o que espera ser seu último contrato como jogador de futebol com o Orlando City dos Estados Unidos. Assinou até 2017. Ganhará R$ 17,3 milhões por ano. Será o maior salário da liga norte-americana. Sua passagem até o final do ano no São Paulo foi programada para ser a despedida do clube que ama. Depois de uma operação delicada no joelho esquerdo em 2010 e um tratamento intenso no púbis, o meia nunca mais foi o mesmo. Suas arrancadas, dribles em velocidade, ficaram no passado. Nos tempos que foi escolhido, com todos os méritos, como o melhor do mundo em 2007. Mesmo assim, nutria alguma esperança de ser chamado por Felipão para a Copa das Confederações ou mesmo para a Copa. Foi deixado de lado. Felipão e Parreira haviam chegado à uma triste conclusão. Kaká não tem mais físico para suportar o intenso ritmo do futebol da elite mundial. Tanto era verdade que o Real Madrid não criou problema algum para ele ir atuar no Milan. E muito menos o clube italiano quando ele acertou sua ida para os Estados Unidos. Kaká está na fase final de sua brilhante carreira, o que não é nenhum demérito. Voltou ao São Paulo empolgado. Se sentia na obrigação de cumprir a palavra. Ao ser vendido em 2003 jurou que retornaria. Seria um agradecimento ao clube que o lançou para o mundo. Tentaria fazer o time campeão. Se não conseguisse, pelo menos a vaga para a Libertadores de 2015. Em dezembro, malas arrumadas para começar a viver nos Estados Unidos, país que sempre admirou. E só.

Não esperava de jeito algum que Dunga o chamasse para a Seleção Brasileira. Ainda mais agora quando a promessa do treinador é começar a montar um novo time para 2018. A convocação de hoje pela manhã, graças à dispensa de Ricardo Goulart, contundido, mostra que o treinador fala uma coisa e age completamente diferente. Já havia convocado o rodado Robinho. Aos 30 anos e sem a mesma mobilidade e velocidade do passado, o atacante santista faz a festa por aqui, no futebol brasileiro. Tanto que não desperta mais a cobiça dos grandes clubes europeus. Kaká, nem isso. Ele tem tido grandes dificuldades para se impor no Campeonato Brasileiro. É mais um componente no tal "quadrado mágico" criado por jornais tentando sair da crise. Seu futebol tem alternado entre bom e regular. Nada demais. Tem mostrado muito esforço, amor à camisa, vibração. Mas não é mais o mesmo jogador. Ou Dunga resolveu fazer uma homenagem a Kaká, por seu sacrifício na Copa da África, ou então não o está vendo atuar. O chamou pelo nome. Para ser mais uma atração nos confrontos contra a Argentina e Japão. Descabida, fora de hora a convocação do veterano meia. Para a Seleção de Felipão ele poderia ter sido útil com sua experiência, vivência. Um reserva, homem de grupo. Alguém para acalmar, servir de referência para o inexperiente grupo. Nada além disso. Não tem cabimento se Dunga decidir fazer agora isso com o meia do São Paulo. São apenas duas partidas amistosas. Se o chamou é porque o quer ver em campo. Ter um atleta que está longe de seu auge e não chegará a 2018, incoerência absoluta. O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, reclama, critica a CBF. Perderá seu meia em jogos do Brasileiro, que não irão parar enquanto a Seleção fará os dois amistosos. Lamenta não ter o experiente meia. De nada adianta para o clube a chamada. O atleta é do Orlando, a valorização, se houver será para o clube norte-americano.

Seria muito mais coerente, Dunga dar uma chance para Paulo Henrique Ganso. Atleta de 24 anos e com potencial para chegar no auge na Rússia, com 28 anos. Só que o treinador brasileiro escolheu o veterano Kaká. Perde uma chance de ouro em nome de algo incompreensível. Apenas terá cabimento se for mesmo um agradecimento pelo jogador ter atuado toda a Copa de 2010 com dores incríveis no joelho. Toda a festa da mídia com a convocação de Kaká é por causa do seu carisma. Do talento competitivo que mostrou até 2010. Agora, infelizmente para o futebol brasileiro, ele se tornou um jogador que caminha para o final de carreira. E que suporta sequer o calendário da CBF. A alegria por imaginar de novo Kaká com a camisa da Seleção se esvai. Basta uma pergunta simples: para quê?





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Botafogo rescinde contrato de Sheik, Edilson, Bolivar e Júlio César. Motivo: cobrar três meses de atrasos salariais e sete em direito de imagem. O clube já deve R$ 800 milhões. Vergonha que o ministro dos Esportes finge não enxergar...

Botafogo rescinde contrato de Sheik, Edilson, Bolivar e Júlio César. Motivo: cobrar três meses de atrasos salariais e sete em direito de imagem. O clube já deve R$ 800 milhões. Vergonha que o ministro dos Esportes finge não enxergar...




Se não usasse seu cargo apenas para fazer política, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo estaria hoje no Botafogo. O clube está a quatro dias de completar três meses de atrasos de salários dos jogadores. E sete, sim, sete de direito de imagem. As dívidas já ultrapassam R$ 800 milhões. Sheik, Julio César, Edilson e Bolívar acabam de ser afastados. Pela diretoria, não jogam mais no clube. Os dirigentes querem a rescisão de contrato. Eles estariam, junto com Jefferson, organizando protestos contra a diretoria. Já na partida de amanhã contra o Vitória, em Salvador. A ordem partiu do presidente Mauricio Assumpção. O técnico Vagner Mancini colocou o cargo à disposição. Mas o presidente implorou para ele continuar. Um vexame histórico. A situação do Botafogo é exemplar. Mostra o quanto há de irresponsabilidade no futebol brasileiro. Se existisse uma lei que punisse os clubes por calotes com jogadores e funcionários, a equipe estaria rebaixado há muito tempo. É uma vergonha o que os dirigentes estão fazendo por anos e anos. Assumpção já disse chorando à própria presidente Dilma que talvez o Botafogo tivesse de abandonar o Brasileiro. Não conseguiria chegar ao fim do torneio, tamanha as suas dívidas. E confessou também que está sem pagar os impostos do clube desde o início do ano. Apostava na aprovação do Proforte, projeto absurdo governamental que está em estudo para liberar R$ 4 bilhões em dívidas dos clubes brasileiros.

Enquanto não há a aprovação do Proforte, a direção do clube tem repetido o que já faz há anos e anos. Usado brechas na legislação para fazer seu time sofrer. O mês passou a ter 90 dias literalmente. Como a lei prevê que o atleta pode se considerar sem vínculo se ficar três meses sem receber, o Botafogo é cruel. Paga cada mês na véspera de completar 90 dias. E atrasa o quanto for melhor os direitos de imagem, maior fatia salarial dos jogadores. Atletas com a vida financeira definida como Sheik emprestavam dinheiro aos companheiros. Emerson já falou a ex-companheiros do Corinthians que já viu jogadores botafoguenses chorando, desesperados. Sem ter como pagar a escola do filho, colocar gasolina no carro, com medo de serem presos por não pagar pensão alimentícia a ex-mulheres. Sem poder pagar o aluguel. O dinheiro que Emerson tem direito chega diretamente do Corinthians para sua conta. Ele não confiou que a direção botafoguense conseguiria pagar. No que estava muito certo. Seedorf já havia feito a mesma coisa no ano passado. Assim também como o técnico Oswaldo de Oliveira. Mesmo com todas as dificuldades, o Botafogo conseguiu ser campeão invicto em 2013. A falta de pagamento foi uma constante. Mesmo assim, o clube chegou em quarto no Brasileiro do ano passado. Se classificou para a Libertadores.

Oswaldo de Oliveira abriu mão da maior competição da América do Sul para ir trabalhar no Santos. E receber em dia. Seedorf resolveu apostar na carreira de treinador do Milan. Ele também estava muito irritado com as insinuações que queria virar dono dos atletas a quem emprestava dinheiro. A previsão que a crise ficaria insustentável no Botafogo vem desde janeiro deste ano. Tudo piorou ainda mais com uma revelação chocante. A empresa do pai do presidente do clube e de sua madrasta tem um contrato desde 2010 com o Botafogo. E lhe garante 5% do acordo de patrocínio com a Viton 44. A oposição tentou se unir para pedir a destituição imediata de Assumpção.

Divulgou uma carta aberta para os torcedores do clube e imprensa. Este é só um trecho do documento. "Em uma demonstração de que o fundo do poço a que estamos sendo levados por esta administração ainda não foi atingido e que nada está tão ruim que não possa piorar, matéria publicada ontem nos informa que "Empresa de familiares de Assumpção recebe 5% de patrocínio do Botafogo”, o que foi confirmado pelo próprio sr Maurício, o qual, além de tudo, não vê nenhum problema nisto, achando normal remunerar a referida empresa, desde 2010, com mais de um milhão de reais por ano." Mauricio rebateu dizendo não haver qualquer irregularidade. E a vida continuou dessa maneira trágica no clube. Com os atrasos constantes. Jogadores se cansaram de implorar por seus salários em dia. Resolveram escancarar a situação entrando com uma faixa no clássico contra o Flamengo. Era mais um pedido de socorro do que um protesto. "Estamos aqui porque somos profissionais. E por vocês torcedores." Estava estampado também um resumo da situação dos atletas. Cinco meses de atrasos no direito de imagem. Três meses de salário. E a falta de depósito do FGTS.

Exercesse a plenitude de seu cargo, Aldo Rebelo já teria interferido a favor dos atletas no Botafogo há muito tempo. Os atrasos fizeram com que os atletas abolissem a concentração. E até se negassem a atuar em amistosos. A situação é calamitosa. Os dirigentes souberam que haveria novo protesto em Salvador. E apuraram que Emerson Sheik, Júlio César, Edilson, Bolívar e Jefferson seriam os articuladores. Como os contratos dos quatro primeiros terminam no final do ano, veio a decisão da rescisão. O goleiro da Seleção Brasileira, não. O clube ainda espera vendê-lo e fazer dinheiro em uma negociação. No final da manhã, o presidente deu uma coletiva. E assumiu todo o caos que o clube vive. "Os quatro terão seus contratos rescindidos. A decisão é minha. Se o Botafogo for rebaixado, a culpa também será minha. O Mancini não tem culpa alguma no que está acontecendo. Ele colocou o cargo à disposição, mas não aceito. Ele continuará sendo o nosso treinador. Se o clube cair, a culpa é minha." Mauricio só não assumiu a incompetência dele como presidente de um grande clube como o Botafogo. A situação lastimável, vergonhosa, que chegou. Culpa também dos conselheiros, apáticos diante de tantas decisões equivocadas. E absurdas. Como não pagar jogadores e funcionários, não depositar o fundo de garantia. Deixar acumular os impostos. Inacreditável. Fosse o Botafogo uma empresa, estaria falida, lacrada. Sem prejudicar seus funcionários. Com os responsáveis tendo de se virar para pagar o que devem. Justificar os R$ 800 milhões em dívidas. Se o Brasil tivesse um ministro dos Esportes ativo, tomaria alguma providência. Como não tem, é só mais um escândalo...




Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

O ego de Daniel Alves é tão imenso que o impede de enxergar. Felipão o preservou mais do que deveria. Criticar a preparação para a Copa agora é fácil. Quando teve a chance de reclamar, preferiu discursos ufanistas e selfies...

O ego de Daniel Alves é tão imenso que o impede de enxergar. Felipão o preservou mais do que deveria. Criticar a preparação para a Copa agora é fácil. Quando teve a chance de reclamar, preferiu discursos ufanistas e selfies...




Por um triz Daniel Alves não saiu do Barcelona. Depois de seis anos como titular absoluto, ídolo da torcida catalã e frequente assíduo em criativas propagandas da Adidas, perdeu grande parte da moral. Só não foi como contrapeso para o Paris Saint Germain na troca com Marquinhos porque não houve acerto com o zagueiro. A chegada do novo técnico Luiz Henrique foi fundamental paras que o brasileiro permanecesse. Mas jornalistas espanhóis garantem que ele não emplaca a temporada 2014/2015. Vai sair de qualquer maneira. A contratação de Douglas já é um indício que não deve ser desprezado. Por que o lateral sofreu tanto desprestígio? Por causa da Copa do Mundo. Ele chegou ao país como uma das estrelas de Luiz Felipe Scolari. Fez propagandas, mostrou seu guarda-roupa excêntrico, sua coleção de óculos escuros e tatuagens. Um superstar. Sabia que não deveria ter concorrência. Maicon estava abaixo fisicamente. Deveria ser apenas uma opção que entraria no último caso. Porém o lateral do Barcelona foi titular até o jogo contra o Chile. Depois foi para o banco de reservas e de lá não mais saiu. Assistiu a Seleção ganhar da Colômbia, ser humilhada pela Alemanha e Holanda. Mesmo depois de mais de três meses, a mágoa não passou. Ele ainda não se conforma. Não pelos vexames da Seleção. Mas pela maneira com que foi tratado por Luiz Felipe Scolari. Os dois têm o mesmo assessor de imprensa. Sempre foram muito próximos. Daniel Alves fez vários discursos ufanistas defendendo a Pátria e de reverência a Felipão durante toda a Copa das Confederações e nas partidas da Copa que jogou. Nas que ficou de fora, preferiu quase não se manifestar. Mas a mágoa continua forte. "Não entendo por que eu saí do time. Estava jogando bem. Ninguém me explicou porque eu saí, mas eu respeito. Sou um jogador de grupo. Fui educado para ser importante coletivamente. E não individualmente. (...) Falam que a culpa era minha, mas estava tentando me portar da melhor maneira possível contra as críticas. Mesmo porque se você analisa comentários na Espanha e no Brasil, eles são opostos. No Brasil tinha toda aquela polêmica de que eu tinha de sair. Já aqui na Espanha todos achavam diferente. Eles também não entenderam porque eu deixei o time.

(...)Acho que o problema é que os brasileiros não estão acostumados a ver alguém dando a cara para bater. As pessoas gostam de quem se esconde. E eu não faço isso.(...) Quando vejo que querem enfraquecer o meu grupo, um companheiro, não fico calado. Sou assim, faço as coisas coletivamente, compro brigas e defendo meus companheiros. E de repente, por fazer isso, acabei criando uma polêmica e uma campanha "Fora, Daniel". Acharam que sem a minha presença no time não teria polêmica. E, talvez, tenham conseguido me tirar. (...)Tínhamos jogadores qualificados, mas não nos preparamos para o jogo contra a Alemanha. (...)Aprovo o meu desempenho no Mundial. Fui bem. Só não posso dar uma nota muito alta porque não participei ativamente dos jogos mais importantes. (...)Sonho acordado com a Seleção. Enquanto for atleta, continuo querendo a Seleção. (...) Eu estou à disposição. Não acredito que a minha ausência nessas convocações tenha a ver com o meu desempenho na Copa." Daniel Alves foi muito esperto. Foi até onde quis ir. Mostrou o que o já é muito conhecido: seu ego é tão forte que até lhe cega. Faz de tudo para não admitir o quanto estava jogando mal, principalmente na marcação. Deixando um corredor que adversários mais fracos como a Croácia, México, Camarões e Chile se aproveitaram. Era um calcanhar de Aquiles escancarado. Mas não consegue ainda admitir. Se defende citando as sutilmente os vexames, sem ele, contra a Alemanha e Holanda. Quem viu todos os treinos e jogos sabe que se Daniel continuasse como titular, tudo poderia ser muito pior. Neste depoimento dado ao Lance! escancarou a mágoa com Luiz Felipe Scolari. Não percebe que o técnico o defendeu com unhas e dentes. Foi no seu limite para protegê-lo. Mesmo abaixo fisicamente, Maicon rendia mais em todo treinamento. Era gritante a diferença. Se Felipão realmente tivesse ouvido a imprensa, ele já sairia do time depois da estreia do Brasil contra a Croácia.

Seu discurso é ralo, como quando tentava ser ufanista. Defendia que a imprensa brasileira tinha de ser como a espanhola, proteger sua seleção. Apesar de ter um veterano assessor, não aprendeu que função de jornalista é cobrir, mostrar o que acontece. Não servir de escudo para time algum. E analisando friamente, demonstrando o que está mal feito, errado, contribuiu muito mais. Tive a chance de escancarar a falta de privacidade da Seleção na Granja Comary. Se a Costa Rica fazia treinos secretos, o Brasil tinha de fazer os seus. Não fez por causa do medo de Marin da TV Globo. E pagou caríssimo por isso. Cansei de perguntar isso para todos os atletas, Felipão. Inclusive para Daniel Alves. Na Copa, todos negaram que a exposição atrapalhasse. Agora Daniel fala o que realmente sempre pensou sobre a situação. "A imprensa não permitia a gente trabalhar com tranquilidade. (...) Tinha que ser separado. Não é menosprezar a imprensa brasileira, mas precisávamos ter privacidade. Você vê outros times, são 15 minutos de treino aberto. Isso é criar uma educação para a imprensa. Você não vê igual como no Brasil, 24 horas por dia, mostrando a Seleção. (...) Para mim, esse foi o grande problema da Seleção. Essa superexposição." Nada como um dia após o outro. Daniel Alves sabe que, aos 31 anos, não faz parte dos planos de Dunga. E que seu desempenho foi tão fraco que, mesmo de fora das três últimas partidas do Brasil na Copa, é considerado um dos culpados dos vexames. Em vez de estar tão magoado, deveria é ser agradecido a Felipão. O treinador preservou a amizade até o limite. Se desse bola para os jornalistas, como se engana o lateral, ele já o teria sacado contra o México.

Fica mais uma lição. Quando o jogador da Seleção for perguntado, que tenha coragem de aproveitar todos os microfones voltados para sua boca. Ainda mais quando posa de ufanista. Em nome do sucesso do Brasil varonil na Copa, Daniel Alves deveria ter criticado, pedido privacidade. Não posado para fotos com Mumuzinho em plena concentração, cansado de fazer selfies narcisistas. E mostrado a Felipão que o Brasil não se preparava taticamente para enfrentar grandes seleções. Que o esquema no Mundial era o mesmo da Copa das Confederações. Que não havia plano B para uma eventual saída de Neymar. Apesar de ser um dos mais velhos, mais vividos, não fez nada disso. Agora tenta se enganar e iludir quem não prestou atenção de verdade ao que aconteceu. Na mais vergonhosa participação do Brasil em uma Copa, seu papel foi nulo. Pelo futebol, por seus discursos vazios e pela omissão do que realmente importava. Talvez o ego nunca permita que Daniel Alves entenda o quanto foi deprimente a sua participação na Copa de 2014. Melhor posar para outro self...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Palmeiras consegue virada empolgante. Venceu na raça a Chapecoense. Saiu da zona do rebaixamento. A liberação de Valdivia no STJD foi fundamental...

Palmeiras consegue virada empolgante. Venceu na raça a Chapecoense. Saiu da zona do rebaixamento. A liberação de Valdivia no STJD foi fundamental...




A noite parecia que seria trágica no Pacaembu. A Chapecoense virou o primeiro tempo vencendo o Palmeiras por 1 a 0. E perdeu dois gol incríveis no começo da segunda etapa. A tensão dominava a torcida. Mas bastaram 24 minutos e o time de Dorival Júnior já vencia por 4 a 2. Henrique marcou três gols. Foi a primeira goleada no Brasileiro. E que dá moral para a briga pela sobrevivência. A vitória palmeirense começou durante a manhã. Quando o departamento jurídico conseguiu junto ao STJD o efeito suspensivo para Valdivia. O clube paulista mostrou força política. Na hora certa. Já havia livrado seu melhor e mais irresponsável jogador de uma punição dura. De possíveis 12 partidas por pisar em Amaral do Flamengo, conseguiu a branda pena de dois jogos. Mas seus advogados agiram rápido e nem isso. Na prática só ficou de fora uma vez. E ele seria fundamental no Pacaembu. Os catarinenses foram muito bem no primeiro tempo. Mantiveram os nervos no lugar. Jorginho montou seu time surpreendentemente aberto. Comprava a briga pela vitória com os palmeirenses. Foi uma equipe leal, que não apelava para as faltas. Queria jogar. A iniciativa foi do time de Dorival. Mas de maneira tosca, afobada. O time estava mal distribuído, o que facilitou a marcação da Chapecoense. A equipe de Jorginho tinha duas grandes desvantagens. Seu time era pior tecnicamente. E muito menos atlético. Todas divididas acabavam sendo palmeirenses, na força. Com Wesley no meio de campo, as jogadas fluíam melhor. Eram objetivas. Dorival Júnior quase tem um enfarto ao 13 minutos. Valdivia descobriu livre Diogo, o meia serviu Henrique, livre, sem goleiro. Ele teve a coragem de chutar fraco e no meio do gol, onde estava o lateral Rodrigo Biro. O Palmeiras era nervosismo puro. Todos sabiam da necessidade de vencer e partiam para o ataque. Tocando bola, a Chapecoense foi criando chances em contragolpes. A defesa do Palmeiras é muito fraca, lenta, eternamente desarrumada. Ricardo Conceição deixou livre o atacante Leandro. Ele chutou cruzado, na saída de Deola. 1 a 0 Chapecoense aos 40 minutos. O placar foi mantido até o intervalo. Era tudo o que Dorival não queria. Terminar o primeiro tempo perdendo. Sabia que a pressão psicológica seria ainda maior. Mas não havia saída, a não ser comprar a briga. Jorginho recuou seu time para buscar os contragolpes. E os catarinenses terão muitos motivos para não esquecer esse jogo e chorar. A Chapecoense perdeu dois gols fáceis. Poderia abrir 3 a 0 contra o Palmeiras. O primeiro desperdício foi quando Leandro invadiu a área pela esquerda e cruzou. Do outro lado Fabinho, sem goleiro, conseguiu chutar para fora. Este lance foi aos dois minutos. Aos seis, outra vez Fabinho ficou cara a cara com Deola, tentou encobri-lo, o goleiro defendeu. Os lances animaram os torcedores. O castigo demorou um minuto apenas. Valdivia foi tocar a bola para Wesley na entrada da área. A bola resvalou na zaga e caiu perfeita para o volante. Ele virou rápido e surpreendeu o bom goleiro Danilo. 1 a 1, aos sete minutos. O gol de empate incendiou o Palmeiras. E paralisou a Chapecoense.

O Palmeiras passou a marcar ainda mais forte a saída de bola. E aos 12 minutos veio a virada. Wesley cobra escanteio, Valdivia desvia de cabeça e Henrique completou para as redes: 2 a 1. Falha absurda de posicionamento da zaga de Santa Catarina. Em seguida, dois pênaltis para o time de Dorival. No primeiro, discutível, Juninho cruza e a bola bate no braço esquerdo de Fabiano. Ele havia tentado interceptar a bola com um carrinho. Leandro Vuaden marcou. Cristaldo ficou histérico para cobrar. Até o cobrador oficial Henrique havia permitido. Mas Dorival Júnior mandou avisar que seria Henrique. O argentino ficou raivoso. Parecia que o Pacaembu veria outro jogador desrespeitar Dorival por causa de um pênalti. O fantasma de Neymar passou pelo estádio. Com a ordem vinda do banco, Henrique cobrou e marcou. 3 a 1, Palmeiras aos 20 minutos. A equipe de Jorginho já estava entregue. Aos 23 minutos, Rodrigo Biro derruba Henrique na área. Outro pênalti. Henrique bate com talento, marcando 4 a 1. Era a segunda vez que o Palmeiras marcava quatro gols em um jogo no ano. O Palmeiras só deixou o tempo passar. Ainda houve tempo para Leandro descontar, aos 46 minutos, na pior defesa do Brasileiro. 4 a 2 resume bem o placar. O Palmeiras está fora da zona do rebaixamento. E terá seis dias para se preparar. Terá um embate decisivo contra o Botafogo no Maracanã. Depois o Grêmio e o Santos no Pacaembu. Não terá vida fácil. Mas seus jogadores respirarão sossegados por seis dias. Pelo menos seis dias. Contarão com os reforços de Washington, reserva do Joinville e o goleiro Jaílson, reserva no Ceará. A luta contra a Segunda Divisão segue. E é bom sempre contar com advogados preparados para desfrutar das brechas legais que só o STJD sabe oferecer. Principalmente para os clubes grandes...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Não adianta os presidentes de clubes comemorarem. O infiltrado do ABC na torcida do América só prova o acerto da lei. As equipes continuarão a pagar pelo vandalismo de seus torcedores. É o caminho para a civilidade nos estádios...

Não adianta os presidentes de clubes comemorarem. O infiltrado do ABC na torcida do América só prova o acerto da lei. As equipes continuarão a pagar pelo vandalismo de seus torcedores. É o caminho para a civilidade nos estádios...




Aconteceu o que muitos presidentes de clubes grandes do Brasil sonhavam. Emanuel Victor Pinheiro de Lima atirou uma garrafa de água das arquibancadas da Arena Dunas. Ela caiu perto do bandeira Kleber Lúcio Gil. Ela foi jogada do meio das organizadas do América do Rio Grande do Norte, que enfrentava ontem o Flamengo. Mas acontece que Emanuel pertence à Gang Alvinegra, do ABC, maior rival do América. Aconteceu o sonho dourado de Mario Gobbi, Alexandre Kalil, Paulo Nobre, Gilvan Tavares, Roberto Dinamite, Fabio Koff. E outros dirigentes que já se manifestaram tentando isentar o clube das atitudes de suas organizadas. À primeira vista seria a consagração de quem defende essa tese. Mas é justamente o contrário. Emanuel só foi detido porque torcedores do América ficaram revoltados por sua atitude. Sabiam que iria prejudicar o clube. O seguraram e chamaram os seguranças do estádio. Diante de policias, quando foi lavrado o Boletim de Ocorrência, ele confessou ser membro da Gang Alvinegra. E que só foi à partida com a intenção de jogar a garrafa de água para prejudicar o clube que ele odeia. Se os atos da torcida não prejudicasse o América, Emanuel poderia ficar tranquilamente nas arquibancadas. E se resolvesse jogar outra garrafa ou até o sorveteiro em direção ao gramado, tudo bem. O princípio de os clubes pagarem pelo que seus torcedores fazem nos estádios nasceu na Europa. E funciona bem há anos. Todos torcem juntos, mas se policiam. Além disso, com as novas arenas construídas por causa da Copa, não há mais desculpa para as autoridades. O circuito de câmeras mapeia as arquibancadas. É fácil identificar o transgressor. Desde que os seguranças e os policiais resolvam trabalhar. O vândalo precisa ser identificado e preso de verdade. Os estádios não são terra sem lei no Brasil.

Agora caberá aos auditores do STJD terem discernimento no julgamento do América. Héber Roberto Lopes fez o relatório destacando a garrafa de água atirada em direção ao campo. Foi sua obrigação. Agora cabe ao tribunal perceber a sabotagem amadora de Emanoel. A punição ao dono da casa seria descabida. A sociedade é que precisa cobrar uma pena ao infiltrado. O próprio América deve processá-lo. O Rio Grande do Norte está virando o paraíso dos infiltrados. Torcedores do ABC se misturaram aos do Ceará. No dia 26 de outubro de 2013. Provocaram uma briga violenta no acanhado estádio José Nazareno do Nascimento, em Goianinha. Saldo do confronto: 22 detidos e quatro baleados. Cocaína e maconha foram encontradas com os membros de organizadas dos dois lados. A polícia potiguar trabalhou bem tanto no ano passado como ontem. Prendeu e identificou os infiltrados. A ajuda de torcedores normais, vigiando a ação de quem está sentado ao seu lado no estádio, também foi fundamental. Portanto, os presidentes de grandes clubes brasileiros podem perder a esperança. Seus clubes continuarão a pagar por atitudes de seus torcedores.

Uma lastimável prova de quanto as equipes estão ligadas às organizadas aconteceu no ano passado. O Ministério Público de São Paulo implorou para que as diretorias de Santos, Palmeiras, São Paulo e Corinthians assinassem um Termo de Ajuste de Conduta. Se comprometeriam a não ajudar financeiramente os torcedores. Se fosse descoberta qualquer ajuda, os clubes poderiam ser multados. Depois de prometer assinar, os presidentes mudaram de ideia. E esse documento foi esquecido. Embora neguem publicamente, a esmagadora maioria dos clubes brasileiros têm ligação com suas organizadas. Por isso a festa dos dirigentes pelo infiltrado do ABC no meio da torcida do América é inútil. Os presidentes da CBF, José Maria Marin e Marco Polo del Nero juram que a legislação não será alterada. As equipes continuarão a pagar pelos atos de seus torcedores. Até que enfim, Marin e Marco Polo tomaram uma decisão que faz bem ao futebol deste país...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Com a mão na vaga

Com a mão na vaga



Olá galera. A Arena das Dunas, uma das utilizadas na Copa do Mundo, estava lotada pra assistir América-RN e Flamengo. A torcida local fez um lindo mosaico, mas não conseguiu ajudar a equipe a vencer o duelo. Com a vitória, o Rubro-Negro carioca ficou a um empate da semifinal da Copa do Brasil. Se em determinados momentos falta talento, força de vontade não. Se a imensa torcida do Fla não tem em campo um belo time pra torcer ou um grande craque pra apreciar, não pode se queixar da entrega dos jogadores. Quando Ney Franco foi demitido e Vanderlei Luxemburgo assumiu o comando do time, muitos achavam que a escolha pelo experiente treinador não tinha sido boa. Mas com Luxa, o Flamengo conseguiu se afastar da zona de rebaixamento e ontem ficou bem próximo de mais uma semifinal de Copa do Brasil. Vale lembrar que o mesmo América-RN eliminou o Fluminense no Maracanã vencendo por 5 a 2, após perder por 3 a 0, em casa. A principal missão de Luxemburgo será não deixar os jogadores acharem que a vaga está garantida. Com o apoio do torcedor no jogo de volta, o Flamengo tem tudo pra se classificar para a próxima fase. beijim Mylena

Fonte: Esportes R7
Autor: mciribelli

Mano Menezes, o envelhecido John Travolta do Itaquerão, dançou, feliz. Foi uma resposta para os críticos, as organizadas que o querem fora do Corinthians. E principalmente para Roberto de Andrade, maior defensor da volta de Tite...

Mano Menezes, o envelhecido John Travolta do Itaquerão, dançou, feliz. Foi uma resposta para os críticos, as organizadas que o querem fora do Corinthians. E principalmente para Roberto de Andrade, maior defensor da volta de Tite...




Logo depois que Luciano marcou o segundo gol corintiano, Mano Menezes se voltou aos torcedores no Itaquerão. Mais especificamente para os que o xingavam. E resolveu dançar. Levantou as mãos para o alto e arriscou alguns passos. Digna de um John Travolta careca, envelhecido, gaúcho. Não queria nem saber da irregularidade no gol, quando Luciano empurrou Leandro Donizete antes de fazer 2 a 0. Isso não o preocupava... O treinador corintiano saboreava a vitória diante do Atlético Mineiro. Ironizava os torcedores que pediram sua demissão. Aqueles que protestaram por ter colocado Luciano em campo. E também, seu maior inimigo declarado no Parque São Jorge, Roberto de Andrade. "Sou assim mesmo, autêntico. Tem horas que sou como fui, acho que o momento era adequado para ser assim. Todas as danças que aprendi foram no Sul. E a gente não pode ser boçal, tem de evoluir, aceitar a modernidade. E de vez em quando extravasar. Vida de técnico não é fácil para o coração. Tem de colocar para fora. Já estou com 5.2, quilometragem alta tenho de extravasar", justificava. "Até porque é surpreendente uma vitória dessa maneira para um time que só joga atrás." E Mano precisa mesmo aliviar o coração. Não esperava encontrar no Corinthians um ambiente tão hostil. Ao voltar ao Parque São Jorge depois de fracassar na Seleção e Flamengo, acreditava estar "voltando" para casa. Seria um lugar que teria o aconchego de Andrés Sanchez e seu pupilo Mario Gobbi. Não imaginava que os dois estavam para romper, virar inimigos políticos. O plano era simples. Ouviu dos dirigentes que teria de reformular a equipe campeã do mundo e da Libertadores, deixada por Tite. Ela estaria envelhecida e mimada. O recado foi para não se preocupar com títulos. A pressão seria menor porque o foco da mídia em 2014 estaria na Copa do Mundo. Obrigação apenas com a Libertadores de 2015, competição mais rentável, ainda mais jogando no Itaquerão.

Mas o rompimento de Andrés e Gobbi sabotou o seu escudo. Políticos corintianos que detestam a sua postura, como Roberto de Andrade, se sentiram livres para dizer que não gostariam de trabalhar com o treinador. Mano é considerada uma pessoa muito arrogante no Parque São Jorge. Não permite aproximação dos jogadores, conselheiros, funcionários, torcedores. A postura foi um choque depois da saída do carinhoso Tite. Logo ele e seu empresário Carlos Leite se viram muito criticados. Principalmente pela ala com maior chance de vitória na eleição de fevereiro de 2015: a de Roberto de Andrade, indicado por Andrés Sanchez. Depois com o rompimento com seu mentor e ex-presidente, Gobbi está cada vez mais isolado politicamente. Candidatos até evitam seu apoio político. Mano se viu protegido por um presidente fraco e em final de mandato. Enquanto isso, Mano reformulava o time de Tite. Alessandro parou. Paulo André, Guilherme, Edenílson, Douglas, Romarinho, Alexandre Pato, Cléber foram embora. A mando de Gobbi passou a dar chances para atletas da base. Era sempre tranquilizado pelo dirigente. Teria apoio para seguir trabalhando em 2015. Mano rapidamente percebeu o quanto era vazio o discurso. Por mais que até queira, o presidente não tem força para garantir o que fala. Mano passou a se defender, lembrando que não teve R$ 60 milhões para reforços como Tite teve em 2013. Só se esqueceu de citar que esse dinheiro todo veio porque o ex-técnico corintiano venceu a Libertadores e o Mundial em 2012. Grande esteio de Andrés é a torcida. As organizadas o acompanham cegamente para onde for. Ao se afastar do clube não preservou o ex-pupilo. Fez críticas ao seu trabalho. Elas foram entendidas como recado para as organizadas. As decepcionantes partidas do time foram a desculpa. E os ataques a Mano e a Gobbi se intensificaram.

Depois da boa vitória corintiana ontem, Mano reverteu a situação. Se aproveitou para dizer que a pressão que está sofrendo acontece só com a aproximação das eleições. Se esqueceu do irregular futebol corintiano, despencando no Brasileiro. "Algumas coisas sabemos que tem interesse peculiar, está ficando assim pela maneira como se disputam eleições atualmente, a parte política. Vamos ter que conviver com isso." A rejeição a Mano Menezes por parte de Roberto de Andrade é escancarada no Parque São Jorge. O dirigente deverá lançar a sua candidatura oficialmente nas próximas semanas. Ma ele já foi perguntado várias e várias vezes por conselheiros sobre a volta de Tite. A reação é sempre a mesma. Sorri e disfarça. "Vamos ganhar as eleições, primeiro." Mas não é segredo o apreço de Andrade ao técnico. Ele é muito grato ao treinador. Sabe que se não fossem as conquistas da Libertadores e do Mundial, a situação econômica corintiana estaria caótica. Além disso, a sua ligação nunca negada a Andrés o prejudicou demais em relação à Seleção.

Para fortalecer sua vontade de trazer Tite de volta, há a frieza de Mano. Foi Andrade quem acertou detalhes da volta ao Parque São Jorge. Mas o técnico nunca fez questão de se entrosar com ele. Preferia falar com Gobbi, que era responsável pelo futebol nos tempos de Andrés. Quando Roberto começou a se desentender com o atual presidente, Mano teria tomado partido. Ficado com quem manda mais. Daí nasceu a rejeição de Andrade à continuidade de Mano. O técnico sabe que se Roberto vencer a eleição, o que tem muita chance de ocorrer, ele não continuará no Corinthians em 2015. Mas o vaidoso técnico quer atender ao único pedido de Gobbi. Colocar de qualquer maneira o time na próxima Libertadores. Tanto faz o caminho. Conquistando a Copa do Brasil ou terminando o Brasileiro nas primeiras colocações. A vibração de ontem do Corinthians contra o Atlético Mineiro não foi por acaso. Mano sabia o quanto precisava da vitória. As derrotas contra Figueirense e Atlético Parananense tiraram o time do G4 no Brasileiro. A marcação sob pressão no Itaquerão foi fortíssima. Refletia a raiva do técnico pelos protestos dos torcedores organizados, que estão do lado de Roberto de Andrade, de Andrés. Por isso a dança irônica assim que Luciano marcou 2 a 0. Era o desabafo de Mano Menezes. Ele sentia que a possibilidade de o Corinthians chegar à semifinal da Copa do Brasil aumentava muito. E o técnico não deseja apenas entregar o clube classificado para a Libertadores. Seu desejo é não esperar ser dispensado. Mas anunciar seu acerto com outro time em 2015. Carlos Leite é muito inteligente e não está parado. Por tudo isso, a felicidade do John Travolta envelhecido no Itaquerão...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Robinho herói e vilão. Decidiu o jogo contra o Botafogo para o Santos. Mas depois conseguiu ser expulso de forma infantil no Maracanã. O cartão vermelho deixou vivo o time de Vagner Mancini...

Robinho herói e vilão. Decidiu o jogo contra o Botafogo para o Santos. Mas depois conseguiu ser expulso de forma infantil no Maracanã. O cartão vermelho deixou vivo o time de Vagner Mancini...




Robinho deu a vantagem ao Santos. Mas também é o responsável pela confiança que os jogadores do Botafogo têm de chegarem às semifinais da Copa do Brasil. O rodado atacante foi o centro das atenções na vitória santista por 3 a 2 no Maracanã. Marcou dois gols, era o atleta mais talentoso no gramado. Só que conseguiu ser expulso infantilmente. Fez um favor aos rivais, não estará na partida de volta na Vila Belmiro, que decidirá a vaga. "Nós não podemos perder tantos gols. Éramos para ter conseguido marcar quatro, cinco. Mas faltou caprichar no último toque. Nós perdoamos. Os adversários não nos perdoam", desabafava, irritado, Edu Dracena. E com razão, enquanto Robinho teve fôlego, o time criou inúmeras chances para golear o Botafogo. Mesmo com Enderson Moreira sendo fiel ao maior motivo de ser contratado pelo Santos, tentar recuperar Leandro Damião. O lento atacante foi escalado de maneira injusta para atuar ao lado de Robinho. O ideal seria o menino Gabriel. Mas Enderson insiste em não perceber o óbvio. Ou fazer de conta que não vê. Birra inaceitável. Pior para o Santos. Poderia ter dado decidido a vaga logo nessa primeira partida. Na casa do adversário. Mergulhando em uma profunda crise financeira, o Botafogo tinha seus limitados jogadores. Guerreiros, capazes de enfrentar meses que duram 90 dias. Encaram a Copa do Brasil como grande chance de tentar ganhar dinheiro. Vagner Mancini montou sua equipe aberta, buscando vencer em casa. Comprou a briga, como franco atirador. Sua maior esperança era o potencial do veterano Sheik. Não eram Pelé, Coutinho, Zito, Didi, Garrincha, Nilton Santos. Mas quem assistiu a Santos e Botafogo não tem do que reclamar. Foi uma partida aberta, divertida, interessante. A técnica deixava a desejar. Mas a compensação vinha na correria, na vontade de vencer dos dois times. Principalmente os botafoguenses. Não demorou muito para Vagner Mancini gemer de saudades de Doria. Jefferson foi sair jogando pela entrada da área com Gabriel. O jogador não teve a visão de deixar a bola passar e sair jogando. Ao tentar dominá-la, errou. Robinho roubou a bola, tocou para Leandro Damião e a recebeu de volta. Marcou como quis, aos 24 minutos do primeiro tempo. O gol dado por Gabriel desesperou o time carioca. Mas o futebol é irônico. Coube a Gabriel no minuto seguinte fazer um gol de muita beleza plástica. Ele bateu da entrada da área, encobrindo Vladimir, substituto do contundido Aranha. O empate animou ainda mais a partida. Só que rapidamente, o Santos marcaria seu segundo gol. Robinho, sempre ele, tabelou com Cicinho. E ganhou dividida com Dankler. Afobado o zagueiro botafoguense chutou a bola em cima do atacante santista. Experiente, ele amorteceu o chutão e invadiu a área para fazer 2 a 1, aos 28 minutos.

O Botafogo queria empatar e se esqueceu das suas limitações. Vagner Mancini preferiu caprichar na marcação de Lucas Lima. Deixou livre Robinho. O jogador encontrava em Geovânio alguém para entender seu raciocínio. Leandro Damião também. Mas não tinha arranque, velocidade para chegar bem nas tabelas e conclusões. Mesmo assim, o Santos criava e desperdiçava chances. O Botafogo perdia seu melhor jogador. Sheik sentia contusão e pediu substituição. Antes que deixasse o campo, assistiu Geovânio invadir pela esquerda e chutar forte. Jefferson saltou para a bola defensável, mas falhou. Além de tomar o 3 a 1, sofreu uma luxação no dedo mínimo esquerdo. Aos 42 minutos, os cariocas perdiam seus dois principais jogadores. Para o segundo tempo, o Santos já não tinha tanta velocidade ou domínio do jogo. Havia dois motivos. O cansaço de Robinho que, cada vez menos suporta 90 minutos de bom futebol, e a covardia tática de Enderson Moreira. O time paulista entrou recuado, tentando explorar os contragolpes. Pensamento pequeno do técnico. Vagner Mancini adiantou a marcação de sua equipe, buscando sufocar os santistas. Não foi preciso esperar muito tempo. A zaga santista é muito indecisa. David Braz e Edu Dracena complicavam lances fáceis. Principalmente mal posicionados. Foi assim que Zebbalos se antecipou a Cicinho e marcou, aos 11 minutos. A partida ficou frenética, com muita correria. O Botafogo adiantava todo o seu meio de campo. Um pouco mais de coragem e o Santos se aproveitaria da escancarada postura do adversário. Robinho era procurado em todos contragolpes. Foi cansando. E reclamando demais com o árbitro Dewson Freitas da Silva. Tomou o cartão amarelo aos 34 minutos. Cinco minutos depois, foi simular uma falta. Recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Era a melhor notícia para Vagner Mancini. O Santos perdia o seu melhor jogador para a partida decisiva de maneira estúpida. Lucas Lima deixou livre Allan Santos para marcar 4 a 2, só que ele teve a coragem de chutar fora, por cima. O Botafogo lutou até o final da partida. Mas não conseguiu o empate. Além da derrota, ficou o sentimento de inveja nos seus jogadores. Os santistas receberam o mês de atraso nos seus salários...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Polícia Militar e a Arena Minas serviram como bode expiatórios. O STJD fez um carinho no Cruzeiro e no Atlético. A selvageria de suas organizadas no Mineirão custou apenas um jogo de suspensão. A sentença só incentiva violência nos estádios...

A Polícia Militar e a Arena Minas serviram como bode expiatórios. O STJD fez um carinho no Cruzeiro e no Atlético. A selvageria de suas organizadas no Mineirão custou apenas um jogo de suspensão. A sentença só incentiva violência nos estádios...




As diretorias do Cruzeiro e do Atlético Mineiro têm mesmo motivo para comemorar. O STJD foi brando demais pela selvageria das suas organizadas no clássico do dia 21 de setembro. Diante da troca de disparos de rojão, roubo, tentativa de invasão do setor adversário, cenas de vandalismo em lanchonete, a punição foi um carinho. Pena de apenas perda de um jogo de mando e multa de R$ 50 mil. A Polícia Militar mineira e a Minas Arena foram os bodes expiatórios perfeitos. Os advogados dos dois clubes seguiram o mesmo caminho. Acusaram a polícia de soltar bombas. E a Minas Arena pela absurda revista que permitiu a entrada de rojões, sinalizadores e até soco inglês. Foram firmes. Contaram com depoimentos contundentes de dois rivais históricos. Gilvan Tavares e Alexandre Kalil se uniram para atacar as suas próprias organizadas. Além do trabalho da PM e da administradora do estádio. Fizeram um ótimo trabalho, livrando seus clubes.

"Torcida organizada, hoje, pelos bandidos que se infiltram nela, virou caso de polícia. Eles só estão ali pelas receitas que ela gera. Por isso mandamos parar de usar símbolos do Cruzeiro. Mais que isso não dá para fazer. Estamos fazendo o máximo para que as organizadas não atrapalhem o espetáculo." Gilvan Tavares reafirmou que o seu Cruzeiro não tem e não quer mais o mínimo contato com seus torcedores. Disse que cortou qualquer auxílio financeiro como aluguel de ônibus e distribuição de ingressos. E até proibiu judicialmente que usem camisas com os símbolos cruzeirenses. O rompimento definitivo aconteceu quando brigas e arrastões que começaram nas organizadas impediram a festa de comemoração do Brasileiro de 2014. "Eles não soltam só bomba não, fumam maconha, usam crack. Mas é crianças que são impedidas de entrar com jogadores. As organizadas continuam lá, isso é que eu não entendo." Alexandre Kalil foi direto. Acusou o uso de drogas por torcedores. E já avisou que o Atlético Mineiro abrirá mão dos 10% de ingressos que teria direito nos próximos clássicos com o Cruzeiro. Advogados e dirigentes dos dois clubes seguiram pelo mesmo caminho. Não negaram por um instante sequer a confusão durante o jogo. Com direito até ao técnico Levir Culpi deixar o banco de reserva atleticano. E implorar para os torcedores do seu clube não jogarem mais rojões nas organizadas cruzeirenses.

A punição tinha de ser mais pesada. Está bem claro pela legislação que, no futebol brasileiro, os clubes pagam por atos de suas torcidas. O que aconteceu no Mineirão foi deprimente. Barbárie pura que começou tiros atingindo quatro torcedores atleticanos que estavam parados em um ponto de ônibus. Por pura sorte nenhum deles foi morto. A polícia mineira prendeu um integrante da Máfia Azul, torcida organizada cruzeirense como um dos autores dos disparos. Chegou até ele pelas câmeras de segurança, que filmaram o seu Gol vermelho. A notícia se espalhou. Chegou aos torcedores organizados que estavam no Mineirão. E aí foi a briga, o ódio entre os dois lados. E um trabalho bizarro, amador. Tanto dos seguranças da Minas Arena, omissos. E com a PM jogando bombas de efeitos moral para conter os torcedores. Essas bombas serviram como tábua de salvação para Cruzeiro e Atlético Mineiro. Serviram para os advogados desmoralizarem a súmula do árbitro Marcelo de Lima Henrique, claríssima sobre o que aconteceu. "Interrompi a partida aos 41 minutos do primeiro tempo, após ouvir estouros de artefatos explosivos que vinham da divisa das duas torcidas. Solicitei a administração do estádio e ao policiamento encarregado, que tomassem as devidas providências para o prosseguimento da mesma. (...) Ao final da partida fui informado pelo sargento PM Bárcaro, comandante do policiamento interno do estádio, que os artefatos explosivos foram lançados pelas torcidas Galoucura do Clube Atlético Mineiro e Pavilhão Independente do Cruzeiro Esporte Clube, uma contra a outra, não sabendo precisar quem iniciou o citado confronto." Como a PM assumiu ter jogado bombas contra os torcedores, foi aceito que pelo STJD que foram elas que foram ouvidas. Foi desprezado o fato de a PM ter apreendido vários rojões com as organizadas. Havia ainda sinalizador e soco inglês, de ferro.

Mesmo diante de tantas evidências, o Cruzeiro enfrentará o Palmeiras mais de cem quilômetros longe do Mineirão. E o Atlético jogará com o São Paulo também longe do Independência. E vida que segue. A promotoria do STJD não se conformou com a sentença tão branda e promete recorrer. Mas normalmente as sentenças não são mudadas. Tudo deve ficar como está. O Ministério Público de Minas Gerais baniu por seis meses as organizadas Máfia Azul, Pavilhão Independente (do Cruzeiro) e Galoucura do Atlético Mineiro. Seus membros poderão entrar nos estádios. Mas sem camisetas, faixas ou nada que representem as torcidas. As organizadas prometem recorrer na justiça contra a decisão do MP. Talvez, se seus advogados colocarem a culpa na PM e na Minas Arena, consigam reverter a sentença. E possam respirar aliviadas como as diretorias do Cruzeiro e Atlético fazem agora, agraciadas com uma punição branda demais. O julgamento deveria ser exemplar. Servir como alerta para as torcidas de todo o país. A chance de travar os vândalos nos estádios brasileiros foi jogada na lata do lixo pelo complacente STJD...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli