sexta-feira, 4 de setembro de 2015

"O Campeonato Brasileiro já está manchado pela arbitragem. O Corinthians acha que vai vencer encharcando o gramado. O Atlético, acuando o adversário no Independência. Somos todos desonestos... " Levir Culpi. 492014...

"O Campeonato Brasileiro já está manchado pela arbitragem. O Corinthians acha que vai vencer encharcando o gramado. O Atlético, acuando o adversário no Independência. Somos todos desonestos... " Levir Culpi. 492014...




"O Campeonato Brasileiro de 2015 já está manchado pela arbitragem. Não me lembro de ter havido, nos últimos tempos, tamanha comoção em torno de arbitragem. Realmente causa desconfiança. Situações repetidas... E isso tira um pouco o foco. O trabalho é esse: colocar para os jogadores que tem que ganhar da melhor maneira possível e mais honesta que puder.

"Ficamos desconfiados, sim, porque vivemos num país desonesto, todos somos desonestos e deve ter havido alguma coisa. Mas temos lei e precisamos provar, como na máfia de 2005. Pegaram o cara e ele sumiu do mapa, pelo menos isso, mas acredito sim em tudo porque somos na essência um país desonesto. "Não temos uma educação dirigida para a honestidade e queremos tirar vantagem das coisas. O Corinthians acha que vai vencer os adversários encharcando o gramado. O Atlético acha que enfrentando o time no Independência os adversários vão se sentir acuados. Os gaúchos dão palestras para os gandulas. O Goiás acha que leva vantagem jogando num estádio maior. O que se espera da arbitragem, dos jogadores, dos técnicos. O problema é geral, a cultura é essa.

"Meu trabalho é colocar para os jogadores que não existe outra concepção de vitória que não seja honesta. Mas ficamos desconfiandos porque vivemos em um país desonesto. "Nós somos todos desonestos..." Levir Culpi, técnico do Atlético Mineiro. Quatro de setembro de 2015...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Fé no revezamento!

Fé no revezamento!



Olá galera. A expectativa vai aumentando para os amantes do esporte, quando lembramos que no ano que vem teremos os Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro! O Brasil se prepara pra realizar uma grande campanha, de preferência com recorde de medalhas conquistadas. Mas a ansiedade pelas Olimpíadas também cresce a cada dia, entre aqueles que vão nos representar. A Natação é um dos esportes de onde mais se espera pódios. O nome principal entre os brasileiros é César Cielo. Recentemente, ele teve que abandonar a disputa do Mundial pra tratar uma lesão, mas espera estar 100% fisicamente nas Olimpíadas. Se antes ele priorizava os 50m livre, hoje também já demonstra bastante animação pelo revezamento 4x100m livre. Claro que o foco principal estará voltado para os 50m livre, sua especialidade, mas além da esperança de que a equipe do revezamento conquiste uma medalha, ainda há a possibilidade de se preparar e brigar pelo pódio nos 100m livre. Tudo vai depender de seu desempenho nas competições, no início da próxima temporada. César Cielo reconhece que atualmente os nadadores Matheus Santana e Marcelo Chierighini, vivem um momento melhor para a prova dos 100m livre. Mas ele não descarta participar da disputa, caso consiga melhorar seu desempenho. Vamos torcer para que ele tenha uma boa recuperação e esteja pronto para a maior competição esportiva do planeta. beijim Mylena

Fonte: Esportes R7
Autor: mciribelli

O maior derrotado no Campeonato Brasileiro de 2015. O iludido Eurico Miranda. O tempo passou e só ele não viu. Pior para o Vasco, preparado para o terceiro rebaixamento em sete anos...

O maior derrotado no Campeonato Brasileiro de 2015. O iludido Eurico Miranda. O tempo passou e só ele não viu. Pior para o Vasco, preparado para o terceiro rebaixamento em sete anos...




Havia uma maneira de calar Eurico Miranda. Depois de décadas de convivência, a apaixonada torcida vascaína descobriu qual é. Ver o time que escolheu, jogador por jogador, assim como os três técnicos, não só na última colocação do Brasileiro. Mas praticamente rebaixado para a Segunda Divisão, faltando 16 rodadas. Não resta a menor dúvida. O maior derrotado do Brasileiro de 2015 é o iludido Eurico Miranda. Seu relacionamento com o Vasco começou em 1967, quando ganhou o cargo de diretor de cadastro. Nestes 48 anos, ele nunca passou por um momento esportivo tão constrangedor. Com todo poder nas mãos, mas acumulando resultados vergonhosos. O que aconteceu foi algo simples. Eurico Miranda não viu o tempo passar. Ficou completamente ultrapassado. Sua visão é a de um dirigente dos anos 70, quando gritos, truculência e aliança com o presidente da Federação Carioca tinham resultados. Eurico Miranda foi parceiro de Eduardo Viana, presidente da Federação Carioca, por 22 anos, de 1984 até 2006, quando morreu. A aliança entre os dois sempre foi muito benéfica ao Vasco. Principalmente nos torneios estaduais, na época que eles eram muito importantes.

Aos 71 anos, ele acreditou que nada havia mudado no futebol brasileiro. Se juntou a Rubens Lopes, presidente da Federação Carioca. Enfrentou Flamengo e Fluminense. Brigou publicamente pelo lugar da torcida vascaína no Maracanã. Foi, de longe, o dirigente mais empenhado em ganhar o estadual. Com o respaldo da Federação Carioca, conseguiu. Na festa pela conquista humilhou os rivais. Bateu no peito, repetiu centenas de vezes que o "respeito" havia voltado a São Januário. E que estavam expurgados os descaminhos que o time havia vivido nas incompetentes mãos de Roberto Dinamite e seus dois rebaixamentos para a Segunda Divisão. Como ele não seria assim. Foi, de longe, o mandatário que mais se iludiu com a conquista de um estadual. O campeão do Rio de Janeiro tinha tudo para ir muito bem no Brasileiro. Era uma questão de lógica. Que funcionava muito bem há 30, vinte anos. "Ouço conversas, de Vasco isso, Vasco aquilo, não quero saber de conversa, de opinião de ninguém. O Vasco está nas duas competições para ganhar. Essa é a diretriz do Vasco. Para não ter qualquer especulação, de que "ah, o Vasco vai ficar na zona da salsicha", digo o seguinte: o Vasco vai disputar o título e, se possível, ganhar o título. Essa é a orientação e a determinação nossa. Isso que queria passar para vocês. Não me importa as considerações que possam fazer, se tem condição ou não tem condição. Time vai disputar o título, futebol ninguém faz e não tem direito de fazer qualquer previsão antecipada." A análise completamente distorcida da realidade foi feita por Eurico, em maio. Quando o dirigente ainda acreditava que Doriva era a grande revelação entre os treinadores brasileiros. Ele gostava de sua juventude. Acabava sendo um sinal de modernidade. Doriva deixou o time em penúltimo lugar.

A aposta foi no conservadorismo de Celso Roth. O plano era simples. Eurico já havia percebido o quanto estava enganado. E o elenco vascaíno era fraco. E que a conquista do Campeonato Carioca o iludiu. Bastaria não cair para a Segunda Divisão. Bastaria Roth colocar em prática sua especialidade, uma equipe defensiva e pronto. Até 2016, Eurico conseguiria arrumar dinheiro para montar elenco mais forte. Só que 11 partidas depois, Roth era demitido. Deixava o Vasco na última colocação no Brasileiro. O desejo de Eurico era contratar Oswaldo de Oliveira. Mas o técnico não aceitou. A saída foi apostar em Jorginho, ex-jogador na fase vencedora do clube. O técnico conseguiu a façanha de eliminar o Flamengo da Copa do Brasil. E, de novo, Eurico acreditou que tudo melhoraria de maneira instantânea no Brasileiro. Mas vieram Goiás, Figueirense e Internacional. Três derrotas. Dez gols sofridos. Nenhum a favor. A última derrota envergonhou todo o país. Foi a maior da história vascaína em Brasileiros. 6 a 0, em Porto Alegre, na quarta-feira. A matemática indica o caminho quase inevitável à Segunda Divisão. Pela terceira vez em sete anos. A primeira foi em 2008 e a segunda em 2013, sob o comando de Roberto Dinamite. Eurico Miranda chegou a desprezar essa possibilidade. Usou a velha arrogância que marcou toda sua trajetória. Proibiu jornalistas, jogadores e treinadores de tocarem no tema. "Se soubesse que tinha uma mínima chance de queda eu ia procurar o ponto mais diante da Sibéria para me mudar. Aqui a palavra rebaixamento é proibida. Já falei." Suas frases foram ditas no mês passado. Ao apresentar Jorge Henrique e Seymour como reforços ao então técnico Celso Roth. Logo viraram piada, motivos de escárnio de rivais vascaínos. A sensação é como se finalmente Eurico olhasse no espelho. E se de repente se descobrisse velho. Mas uma velhice que vai muito além dos 71 anos que tem. Sua fragilidade não é física. Sobreviveu a um tumor na bexiga graças ao seu amor à vida, sua perseverança. E mostra energia para viver anos e anos.

A decrepitude de Eurico é como comandante de um clube. Ele não sabe o que fazer diante de um cenário assustador. O Vasco é quem mais deve no Brasil. Passou o seu rival Flamengo. Deve mais de R$ 845 milhões. Tem um estádio de muitas glórias passadas. Só que São Januário é inviável, atrasado, deficitário. Serve para o time treinar. O Vasco costuma alugar Centros de Treinamentos, não tem o seu, moderno, como o futebol atual exige. A falta de reação de Eurico diante desse quadro é sinal de fraqueza. Com o país mergulhado na recessão, o terceiro rebaixamento será um golpe pesado demais. A Caixa Econômica já avisou que mudou seu critério de patrocínios. E levará em conta o desempenho dos time. Sendo assim, a situação promete ser caótica em 2016. A campanha no Brasileiro é terrível. São 22 jogos. Três vitórias, quatro empates. 15 derrotas. Marcou oito gols e sofreu 41. Saldo de 33 negativos. Está a 12 pontos do Goiás, primeiro time fora da zona do rebaixamento. Já há uma campanha na Internet para a renúncia de Eurico Miranda. Já tem mais de cinco mil assinaturas. Não há menor possibilidade. Mas mostra concretamente o desespero da torcida vascaína. Eurico Miranda havia prometido que o respeito voltou com sua vitória na eleição de 2014. Os resultados dizem exatamente o contrário. Tudo que estava péssimo, conseguiu ficar pior. O velho dirigente está sumido, calado. Não há o que dizer. A não ser reconhecer. Seu tempo passou Eurico. E você não quis enxergar...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Ajuda ao Corinthians faz com que Atlético Mineiro e Fluminense queiram derrubar a cúpula da arbitragem. Tanta confusão no Brasileiro, em plena CPI, é excelente para Marco Polo del Nero...

Ajuda ao Corinthians faz com que Atlético Mineiro e Fluminense queiram derrubar a cúpula da arbitragem. Tanta confusão no Brasileiro, em plena CPI, é excelente para Marco Polo del Nero...




"Corinthians, Corinthians, Corinthians." Esse foi o dramático coro da torcida do Atlético Mineiro após a derrota para o Atlético Paranaense. Era pura ironia diante dos inadmissíveis erros da arbitragem no Independência. "Sérgio Corrêa, infelizmente você tem camisa. Marcelo de Lima Henrique, você é um vagabundo e ladrão. Fomos Campeões da Libertadores porque tiramos esses ratos das nossas vidas." Esses foram as mensagens que o ex-presidente Alexandre Kalil colocou no seu twitter. Acusou de forma direta. Escreveu que o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF "tem camisa" e ela não é listrada branco e preto. Reservou ao árbitro de Atlético Mineiro e Atlético Paranaense as definições que podem custam um belo processo: "vagabundo e ladrão". "Eu vou pedir perdão para vocês da imprensa, porque até vocês vão ser prejudicados, que hoje ninguém vai falar, só eu. A mordaça do futebol já está vista. Já tem três jogadores indiciados, porque são erros atrás de erros e ninguém pode falar nada, o treinador não pode falar nada. Então, se tiver que suspender alguém, vão suspender o presidente. O senhor Sérgio (Côrrea, presidente da comissão de arbitragem) não tem condições de pisar amanhã na CBF. "Ele tem que ser afastado agora, porque ele não vai conseguir acabar com o futebol. Não adianta ficar presidente de clube toda semana tentando moralizar e ajudar a Confederação Brasileira de Futebol, sem que esse senhor, que já reconheceu que os erros estão acontecendo, dentro do seu cargo, que é impossível de ser tocado, já passou o prazo de coincidência e limite de erros. O senhor Sérgio não pode entrar na CBF amanhã."

O desabafo do presidente do Atlético Mineiro, Daniel Nepomuceno, após a derrota que afastou o Atlético Mineiro sete pontos do líder Corinthians. Com direito a pênalti inexistente de Victor em Ewandro, dois impedimentos inexistentes com clara chances de gols para o time mineiro. Fora a estranha expulsão de Marcos Rocha aos 48 minutos do primeiro tempo. O juiz Marcelo de Lima Henrique escreveu os pecados que cometeu. Gesticulou. E gritou "pô, foi falta". O árbitro ainda citou que copos de água e um tênis foram arremessados ao gramado. O clube deverá ser punido e impedido de atuar em Belo Horizonte. "A arbitragem vem sendo muito tendenciosa contra o Atlético Mineiro. Além do pênalti, a expulsão e impedimentos inexistentes quando a gente estava na cara do gol", desabafou Thiago Ribeiro. Victor foi mais direto. Deixou claro que "não vê igualdade de condições na competição". Ou seja, algum clube está sendo favorecido. E outro prejudicado. "O sentimento que temos é o mesmo do torcedor, de indignação, tristeza. Não vejo igualdade de condições na competição. A expulsão do Marcos Rocha foi injusta. A expulsão se iniciou em um lance em que o Marcos sofreu uma falta que o árbitro não deu. Na sequência, achei que foi um pouco de abuso de autoridade. O Atlético-PR fazendo ante jogo, simulando situações... Isso acaba deixando a gente aborrecido, triste. Perdemos não por mérito do adversário e sim, por erros de arbitragem. "No futebol, nem todo contato é falta. A partir do momento em que vi que não chegaria na bola, eu parei no lance, travei a minha corrida. Ele acabou se jogando, o juiz entendeu como pênalti, mas a jogada ali não tinha mais sequência nenhuma. A bola já tinha saído. Na minha maneira de ver, evitei o choque com o atacante e ele se jogou em cima de mim. Foi a gota d’água."

O Atlético Mineiro vai protestar oficialmente na CBF contra a danosa arbitragem de ontem no Independência. Vai cobrar erros que, na visão da diretoria, estão desequilibrando o Brasileiro. Reclamando que está sendo impedido de brigar pelo título, o clube deixa de forma subentendida que o concorrente tem seu trabalho facilitado. No caso o Corinthians. Há vários lances envolvendo os dois clubes que estão na ponta da língua dos dirigentes atleticanos. E justo quando a briga entre mineiros e paulistas começou a se intensificar. Contra o Grêmio, na penúltima rodada do primeiro turno, Erazo cometeu pênalti em Leonardo Silva. Não foi marcado. Há também um muito mais discreto, de Thiago Silva em Galhardo, que é esquecido pela cúpula atleticana. Os gaúchos venceram a partida por 2 a 0. Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa/PA) era o juiz. Na rodada seguinte, há sim motivo para revolta. Na derrota para a Chapecoense por 2 a 1, Apodi levou a bola com o braço no gol que decidiu a partida aos catarinenses. Marcos Andre Gomes da Penha (ES) foi o árbitro. E a partida de ontem, com direito a pênalti inexistente, dois impedimentos absurdos marcados e a expulsão por um jogador gritar "Pô, não foi falta".

Do lado dos paulistas, há o pênalti claro que Leandro Vuaden não marcou para o São Paulo. Uendel evitou a derrota corintiana defendendo com o braço esquerdo chute de Wesley que daria a vitória aos comandados de Osório. Isso aconteceu na 17ª rodada. No jogo seguinte, Luiz Flávio de Oliveira, árbitro paulista, marca pênalti quando Rithely, do Sport, tenta cortar cruzamento de Guilherme Arana com um carrinho. O jogo estava 3 a 3. A bola toca no seu braço. Estranhamente, o mesmo árbitro mudou seu critério. Cruzeiro e Flamengo jogavam e Alecsandro cruzou e Pará, tentou dar um carrinho, e a bola tocou no seu braço. Em Belo Horizonte nada foi marcado. Mas no Itaquerão... O lance decidiu a vitória corintiana por 4 a 2. Depois, Avaí e Corinthians. O time de Tite venceria por 2 a 1. Mas quando o jogo estava 1 a 1, houve um gol legal do time de Santa Catarina anulado. Jeci fez o gol. Mas a auxiliar Nadine Schramm Camara Bastos (Fifa-SC) anulou. Anderson Daronco (RS) confirmou a anulação errônea. E ontem houve o gol de Cícero. O experiente jogador não poupou na sua análise do lance. "Não foi erro normal. O jogador vem três metros atrás e ainda assim é marcado impedimento. Não acreditei. Foi um erro grotesco. Não tem como errar. Se fossem milímetros, centímetros seria compreensível. Mas três metros não tem como errar..."

Por coincidência, o bandeira que anulou o gol legítimo, Fabio Pereira (Fifa-TO), já teve problemas com o Atlético Mineiro. Na fina do Campeonato Mineiro de 2014. Após Fábio anular gol legítimo de Jô, Kalil não deixou por menos. "Tem que parar de promover o bandeira do Tocantins em cima do Atlético. Com tanto bandeira livre pelo Brasil vão por um bandeira do Tocantins? Nós vamos falar em agropecuária, em agronegócio, Tocantins humilha Minas Gerais. Mas vamos falar de futebol, não dá pra falar do Tocantins, né? "Se eu botar numa final 50 bandeiras desocupados no Rio de Janeiro, 75 em São Paulo, 250 no Rio Grande do Sul, botar um bandeira para bandeirar uma final de Campeonato Mineiro com um campeão brasileiro contra o campeão da Libertadores da América, um cara de Tocantins, esse cara tá de sacanagem comigo, só isso." "Sacanagem" foi a palavra usada por outro dirigente, ontem. "O que aconteceu no jogo (contra o Corinthians) é inaceitável. Uma sacanagem com o Fluminense. O campeonato perde a graça e o futebol brasileiro fica desacreditado. É hora de uma mudança no comando da arbitragem brasileira." Esta foi a postagem no twitter do presidente do Fluminense, Peter Siemsen. Está claro que o Atlético Mineiro não estará sozinho nesta reclamação. O presidente da CBF, Marco Polo del Nero assegura desde que começou o Brasileiro. Não mandará embora Sérgio Corrêa. Jurou, independente de onde venham os protestos.
Nos bastidores, conselheiros e dirigentes corintianos dizem que não há motivo para a CBF ajudar o clube. Marco Polo é inimigo mortal de Andrés Sanchez. Só que também há o outro lado da questão. Os erros, as discussões sobre favorecimento ou não ao Corinthians, desviam o foco da CPI do Futebol. Hoje, por exemplo, em Brasília haverá o depoimento do jornalista escocês Andrew Jennings acredita que há indícios de corrupção na CBF. Suas palavras teriam um peso muito maior, sua repercussão, alcance seriam imensos. Mas os erros envolvendo o líder Corinthians tira o foco da CPI. O que é excelente para Marco Polo del Nero...




Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Complicou de vez..

Complicou de vez..



Olá galera. A cada rodada que passa, o Vasco vai se aproximando de mais um rebaixamento. Ontem, os jogadores até entraram ligados, mas bastou sair o primeiro gol pra que a equipe se perdesse em campo. O placar de seis a zero foi um duro golpe, para um time que precisará de onze vitórias em dezesseis partidas. Impossível não é. Afinal, o futebol não se cansa de aprontar surpresas. A gente sempre vai lembrar da reação do Fluminense, em 2009, quando chegou a ter 98% de chances de cair para a Série B, e ao final do campeonato conseguiu se salvar. Mas o Flu, que apesar de quase ter sofrido a queda, tinha alguns valores como Conca e Fred, que fizeram a diferença na reta final. O Vasco continua contratando jogadores. Leandrão e o holandês Emanuelson, são os mais novos reforços. Mesmo com tantas contratações, até o momento o Vasco não conseguiu acertar um time titular que seja confiável. Para piorar, Cruzeiro e Goiás venceram nesta quarta-feira e a distância pra deixar a zona da degola já é de doze pontos. Na próxima rodada, o Vasco receberá o forte Atlético Mineiro, vice-líder da competição. O duelo será neste sábado, no Maracanã. Com apenas três vitórias no Brasileirão, o time de São Januário parece não ter mais forças pra reagir. Vai precisar somar 33 pontos, em 48 possíveis. É, parece que complicou de vez... beijim Mylena

Fonte: Esportes R7
Autor: mciribelli

A festa estava perfeita no Itaquerão. 105 anos, homenagem ao Terrão. Mosaico. Derrota do Atlético. Vitória com gol do garoto Marciel. Mas Sandro Meira Ricci anulou gol legal do Fluminense. Revoltante...

A festa estava perfeita no Itaquerão. 105 anos, homenagem ao Terrão. Mosaico. Derrota do Atlético. Vitória com gol do garoto Marciel. Mas Sandro Meira Ricci anulou gol legal do Fluminense. Revoltante...




Noite perfeita para o Corinthians. Melhor impossível. O clube comemorou 105 anos com uma digna homenagem ao "Terrão", local onde a categoria de base treinava. E de onde saíram vários jogadores, como Rivellino, Casagrande, Viola, Gil. Alem de festejar, mesmo com cinco desfalques, ganhou do Fluminense por 2 a 0 Com direito a gol de Marciel, garoto vindo da base. E outro de Ralf. Enquanto os corintianos chegavam à sua 15ª vitória, o Atlético Mineiro perdia em casa para o Atlético Paranaense. A equipe de Tite disparou na liderança. São nada menos do sete importantes pontos de vantagem. 49 a 42 pontos. Para estragar a festa, o Fluminense teve um gol legal de Cícero absurdamente anulado por Sandro Meira Ricci. Empataria o jogo em 1 a 1. Revoltante... A festa do Corinthians estava maravilhosa. Os jogadores entraram em campo com uniforme inteiro laranja, imitando a terra dos campos sem grama onde os garotos treinavam nas décadas de 60, 70, 80 e 90. A torcida corintiana fez um mosaico impressionante para comemorar os 105 anos, completados ontem. Tite queria saber de vencer a partida. Sem Felipe, suspenso, Uendel, lesionado, Bruno Henrique, contundido, Renato Augusto, virose e Elias, Seleção Brasileira. Enderson Moreira também precisava dos três pontos para tentar voltar ao G4. Mesmo sem as duas estrelas do time: Fred, contundido e Ronaldinho Gaúcho, poupado para melhorar a condição física. O Corinthians em casa sempre mostra muita coragem, vibração, intensidade. Não é por acaso o melhor mandante do Brasileiro. Mesmo com tantas mudanças, o treinador foi coerente. Respeitou a forma que levou seu time à liderança do torneio. 4-1-4-1. Edu Dracena, Guilherme Arana, Ralf, Danilo e Marciel se viraram muito bem. Danilo fez excelente partida. Ele e Jadson conseguiram dominar o meio de campo. Ditaram o ritmo de jogo, com toques curtos, rápidos. Excelentes para desorientar a zaga carioca. Porque o Fluminense também foi valente. Não entrou no Itaquerão atrás, sonhando com um empate. Não. Buscou o jogo. Sem Fred e Ronaldinho Gaúcho, o time ficou mais ágil, mais leve. Marcos Júnior e Wellington Paulista não têm o mesmo talento ou efetividade, mas pelo menos corriam, abriam espaços. Os três pontos começaram a materializar logo aos quatro minutos. Jean perdeu a bola no meio de campo. Jadson tomou a bola e desceu em velocidade. Os zagueiros do Fluminense não sabiam o que ele iria fazer. Deu ótimo passe para o garoto Marciel. Ele fingiu que ia chutar com o pé esquerdo, deu um corte que enganou Edson, e chutou de direita. Indefensável para Diego Cavalieri. Corinthians 1 a 0. O gol não poderia ter sido mais simbólico, marcado por um garoto de 20 anos, vindo da base. O gol deu mais confiança no mexido time corintiano. O Fluminense continuou tentando na base da correria, vontade, empatar. E teve uma chance incrível. Aos 32 minutos, Renato cruzou da direita. E Cássio mostrou que sua maior falha são mesmo as bolas levantadas para sua área. Apesar da bola chegar na pequena área, ele não saiu. E Gerson teve o gol à sua disposição. Mas teve coragem de tocar para fora. Malcom imitou o jogador rival. Marciel serviu o companheiro. Cara a cara com Cavalieri chutou por cima. Aos 40 minutos, ele perderia outro gol feito. Love e Jadson tabelaram. O meia deixou Malcom livre. Ele chutou, desta vez acertou o alvo. Mas Cavalieri salvou.

O Corinthians voltou outra vez tocando bem a bola. Com mais consciência. O erro era usar pouco as laterais. Parecia caminhar para o segundo gol. Até que houve um escanteio aos 10 minutos para o time carioca. Scarpa cobrou escanteio. Edson desviou de cabeça. A bola chega até Cícero, livre. Ele faz o gol. Mas o bandeira Fabio Pereira anula. Lance fácil. Absurdo. Sandro Meira Ricci confirmou com convicção o erro de seu auxiliar. A injustiça só aumentou aos 25 minutos. Jadson cobra falta. E Ralf cabeceia forte 2 a 0. Vitória corintiana sacramentada. Líder disparado no Brasileiro. Festa incrível no Itaquerão. Pena o gol legal anulado que mudaria todo o cenário da partida. Outra vez o Corinthians foi ajudado pela arbitragem. São sete pontos de vantagem para o segundo colocado, o Atlético Mineiro. A luta pelo título do Brasileiro está ficando mais fácil. O time não precisava de tanta colaboração dos árbitros. Esses erros são constrangedores...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Ex-militar que perseguiu a guerrilheira Dilma, e maior patrocinador particular de clubes no país, se cansou. Quer abandonar Flamengo, Fluminense e Vasco. "Investir em futebol não vale a pena"...

Ex-militar que perseguiu a guerrilheira Dilma, e maior patrocinador particular de clubes no país, se cansou. Quer abandonar Flamengo, Fluminense e Vasco. "Investir em futebol não vale a pena"...




A notícia provocou um frio na espinha dos dirigentes de todo o Brasil. O presidente da Viton 44, Neville Proa, mandou avisar. Não quer continuar patrocinando o Fluminense. E também deseja romper o compromisso com o Vasco e com o Flamengo. "A nossa finalidade de patrocinar é aumentar nossas vendas. As vendas funcionam quando o povo tem dinheiro. Do jeito está essa situação, esses roubos, a situação brasileira está uma droga no país inteiro. "Nunca passamos tanta necessidade, em todos os setores, até no próprio futebol. As pessoas não têm dinheiro nem para pagar para assistir. Então, estamos aguardando dias melhores. Na minha cabeça hoje, nem pensar (em seguir com os patrocínios) ano que vem." A Viton 44 apareceu como uma enviada dos céus para o futebol carioca. O Flamengo havia perdido a Peugeot no final do ano passado. A empresa resolveu pagar R$ 20 milhões para estampar as costas da camisa rubro negra. Contrato até dezembro deste ano. Com o Vasco, Neville decidiu pagar R$ 15 milhões para ter também as costas da camisa. O compromisso termina em dezembro de 2016. Já o Fluminense o acordo deveria ser maior. R$ 12 milhões pelo patrocínio master até dezembro deste ano. Em 2016, o valor subiria para R$ 24 milhões.

Só que o empresário dono da marca quer desistir do futebol. Esperar terminar o ano com o Flamengo. E cancelar os contratos feitos em São Januário e nas Laranjeiras. A vontade de Neville é largar o Fluminense em outubro. Como já abandonou o Botafogo. Foram R$ 64 milhões entre 2011 e 2014. O empresário desistiu por falta de retorno. A Viton 44 está em crise. Teve de mandar embora 170 funcionários. As vendas despencaram. E ele quer largar o futebol. Neville está desiludido. E coloca a culpa governo federal, comandado pela presidente Dilma Rousseff. Aliás, ex-militar, ele garantiu que perseguiu Dilma quando ela pertencia ao grupo Vanguarda Armada Revolucionária Palmares. Tinha ordens de prendê-la durante a Ditadura Militar. "Eu sou um cara que faz tudo dentro das minhas condições. Eu vejo tanta pobreza e vejo gente roubando e fico me perguntando se não tem ninguém pra tomar uma atitude. Onde é que está nossa força? Já fizeram um monte de coisas ruins. E quem fez isso tudo foi o PT (Partido dos Trabalhadores). E quem está sofrendo é quem não deveria. Só sinto tristeza. Detesto comunismo! "Eu sou militar reformado e corri atrás dessa mulher (a presidente do Brasil, Dilma Rousseff) pra pegar ela e o José Dirceu. Nas reuniões comunistas em São Paulo, onde tinha, eu ia atrás. Isso foi na década de 70 quando eu era primeiro-tenente", disse em entrevista ao blog de Paulo Brito, da torcida do Fluminense.

O desabafo de Neville contra Dilma continuou. "A cada dia que passa, a gente está vendo uma série de problemas no mercado. É terrível. Nós estamos fazendo tudo para que isso nos fortaleça, mas está complicado. O futebol é a paixão do brasileiro, mas nem isso está dando resultado. Eu tenho medo do que vai acontecer daqui pra frente. Estou apavorado! "Tem que tirar essa mulher (Dilma Rousseff) daí urgente! Eles (o PT) que esculhambaram com tudo. O pessoal está desempregado, sofrendo pra caramba. Nunca foi tão ruim. Isso é uma agonia pra mim." Neville teve um estande de tiro no Rio de Janeiro, o primeiro com autorização no Brasil. Teve de fechá-lo porque bandidos iriam aprimorar sua pontaria por lá. Decidiu apostar no mercado de refrescos. Sua empresa deu certo. E decidiu investir no futebol. Mas se arrepende profundamente.

A crise financeira faz com que o Santos não tenha patrocínio master desde 2013! O São Paulo está há mais de um ano. O Cruzeiro, atual bicampeão brasileiro, ficou oito meses sem. Acaba de fechar com os Supermercados BH, empresa que pertence a um conselheiro do clube. Foi a resposta ao rival Atlético Mineiro. Rubens Marins, presidente da MRV Engenharia, banca a camisa do clube que ama. O Palmeiras recebe R$ 40 milhões de José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e das Faculdades da América. A Caixa Econômica Federal privilegia Flamengo, Vasco, Corinthians, Atlético Paranaense, Coritiba, Figueirense, Chapecoense, Sport, CRB, Atlético Goianiense, ABC e Vitória. Gasta mais de R$ 100 milhões com os clubes. Há uma determinação para que em 2016, os contratos sejam drasticamente reduzidos. Está claro que, sem ligações com o governo federal, conselheiros ou "amigos" milionários, os clubes deste país penam na busca de patrocínio. As declarações do ex-militar que perseguiu Dilma Rousseff repercutem. As equipes cariocas devem perder sua tábua de salvação. O que só aumenta a já enorme insegurança nos clubes em relação a 2016. As dificuldades de gestão tendem a aumentar. A recessão é maior do que parece. "Investir em futebol não vale a pena", decreta Neville. Ele deve saber o que diz. Afinal, é o maior patrocinador particular do Brasil...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

A desilusão do Fluminense com Ronaldinho Gaúcho. Sem força física, não consegue render. Atrapalha o time. Não é sombra do jogador fabuloso que foi. Precisa ter coragem. E repensar seu final de carreira...

A desilusão do Fluminense com Ronaldinho Gaúcho. Sem força física, não consegue render. Atrapalha o time. Não é sombra do jogador fabuloso que foi. Precisa ter coragem. E repensar seu final de carreira...




O Itaquerão deverá estar lotado hoje. O Corinthians lidera o Brasileiro. E tem um adversário direto na briga pelo título, o Fluminense. Mas não deixa de ser uma ducha de água fria. Para os torcedores e aos próprios jogadores corintianos. Eles queriam ver Ronaldinho Gaúcho com a camisa do rival. Mas ele ficou no Rio de Janeiro. Se recuperando fisicamente. Foi poupado. Assim como já havia sido contra Joinville e Paysandu. Bastaram seis partidas pelo Fluminense e a realidade bateu na porta do presidente Peter Siemsen. Neste país, quando a oferta é boa demais, há motivos de sobra para desconfiança. O irmão/empresário do meia e maior leiloeiro do futebol brasileiro aceitou tudo muito rápido. Um contrato de "apenas" R$ 400 mil mensais. Mais participação em publicidade e vendas de camisas com o nome Ronaldinho. Assis deixou claro que seria ótimo negócio para o clube. Só que infelizmente, a situação de Ronaldinho Gaúcho lembra muito a das últimas lutas do lendário Minotauro. O jogador, que foi duas vezes o melhor do mundo, está cansado. Aos 35 anos seu falta de movimentação é impressionante. A falta de força para arranques, dribles inacreditáveis, gols mágicos parecem ter ficado no passado. O treinador Enderson Moreira afirmou que não sabe onde escalar Ronaldinho. E admite publicamente. "Estamos fazendo um movimento para que a equipe possa se equilibrar com ele, para que ele possa, por exemplo, desequilibrar na bola parada. Estamos avaliando e tentando fazer o melhor possível para que possa se sentir à vontade e buscar a melhor condição." O grande problema de Enderson é que ele já tinha no Fluminense um jogador consagrado. Mas que também não se movimenta. Fred. Com a chegada do novo camisa 10, seriam dois atletas sem poder de recomposição, parados do meio de campo para a frente. O que Peter Siemsen acreditava ser sonho é, na verdade, pesadelo para o técnico.

A empolgação da torcida do Fluminense já se esvaiu. Como devido respeito que um dos mais espetaculares jogadores nascidos por aqui merece, Ronaldinho tem atrapalhado o time. Se limitado a bater faltas e escanteios. Não requer marcação individual. Qualquer sistema simples de volantes fechando a intermediária por setor e ele não consegue render. Não tem o fundamental no futebol moderno: velocidade. Qualquer garoto de 20 anos sem 5% de seu talento consegue chegar antes na bola. A situação é bastante complicada. Mesmo com toda boa vontade, os tricolores seguraram o quanto puderam. Mas na derrota contra o Atlético Mineiro o vaiaram, o xingaram, pediram para se aposentar. Foi uma situação constrangedora. E que ele fez questão de deixar pior. Após a derrota foi ao vestiário do seu ex-time e fez questão de tirar fotos. As imagens chegaram nas redes sociais e ele acabou sendo ainda mais xingado. Tentou justificar dizendo que sempre ia se confraternizar com times adversários, onde atuam amigos seus. Para piorar, em entrevista, confundiu o nome do clube que defende. O chamou de Flamengo. "Acho que quando encaixar tudo, o elenco todo jogando junto com todos os jogadores, o Flamengo... O Fluminense vai voltar a brigar pelo título", completou, sem graça. Ronaldinho assinou contrato com o Fluminense em julho. Estamos em setembro. E até agora não surgiram propagandas e muito menos é um sucesso a venda de camisas 10 tricolores. Pior. O principal patrocinador, Viton 44, pensa em abandonar o clube. A chegada de Ronaldinho Gaúcho foi apenas mais uma desilusão.

A decepção está sendo fulminante. Sua presença na equipe, nas atuais condições físicas, é mais do que dispensável. Já havia sido assim no Querétaro do México. Saiu de lá reserva e sem deixar saudades alguma. As farras, festas intermináveis do jogador iriam pesar. Ainda mais aos 35 anos. É mais do que normal. Ninguém é eterno. Talvez ele pensasse que fosse. Não foram necessários nem três meses. E sua rejeição no Fluminense é algo fulminante. Triste para um atleta com um passado magistral. O contrato nas Laranjeiras vai até dezembro. Mas de 2016. Pouquíssimas pessoas acreditam que ele ficará tanto tempo no clube. Pela sua insegurança nas entrevistas, nem ele. Levir Culpi não o dispensou, discretamente, do Atlético Mineiro à toa. Para o técnico, ele havia deixado de ser um jogador competitivo há muito tempo. E estava atrapalhando o rendimento de todo o time. É uma tristeza o que Ronaldinho Gaúcho está se submetendo neste final de carreira. Não precisaria estar passando por nada disso. É milionário, tem sua vida feita. A hora é de aproveitar a vida como sempre quis. Sem compromisso de treino, horário, jogos, nada. Apenas desfrutar tudo o que seu talento lhe proporcionou. O que está fazendo não é justo para o Fluminense. E muito menos para sua carreira. Ronaldo Fenômeno gordo passou por isso. Depois a amigos disse que poderia ter antecipado o fim. Seus últimos seis meses de Corinthians foram um desperdício. Que Ronaldinho e Assis tenham coragem. E sejam honestos com eles mesmos. O que acrescenta ser cobrado, vaiado por torcedores de seu clube? Criticado pela imprensa, que ainda tenta ver o jogador de 2005? Dez anos se passaram.

Mas quantos anos representaram esses dez na sua "vida louca"? Ronaldo também pensou que não houvesse sentido fora do futebol. Mas ele se mostra até mais feliz. Passou da hora de olhar no espelho. E se perguntar. É preciso ter um fim de carreira constrangedor? Vá viver, Ronaldinho. Ou então atuar em centros sem competitividade. Estados Unidos, Índia, China, Emirados Árabes.

Nos deixe ter saudade...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Romário quer chamar o homem forte da TV Globo para depor na CPI do Futebol. Marcelo Campos Pinto. Muitos duvidavam que o senador teria tamanha ousadia...

Romário quer chamar o homem forte da TV Globo para depor na CPI do Futebol. Marcelo Campos Pinto. Muitos duvidavam que o senador teria tamanha ousadia...




Em uma recente exposição que trouxe luz aos escândalos no futebol mundial, o jornalista Luiz Carlos Azenha deixou claro ao seu colega Paulo Henrique Amorim, no seu Conversa Afiada. No entender de Azenha, um ponto importantíssimo não seria tocado na CPI do Futebol. A TV Globo. Mais uma vez o monopólio do futebol brasileiro não seria discutido. Não se discutiria a maneira com que uma emissora pode ter o direito de mostrar de forma exclusiva os campeonatos nacionais. Mesmo com outras já tendo feito propostas mais altas. Para o experiente repórter, a investigação não chegaria tão longe. Mesmo sendo o jornalista Jota Hawilla intermediário, por anos da emissora. Por meio de sua empresa Traffic, contratos milionários foram fechados. Jota Hawilla foi apontado pelo FBI como o principal delator do esquema de corrupção, de distribuição de propina, que levou para a cadeia o ex-presidente da CBF, José Maria Marin.

Dentro desse cenário, até por uma questão de justiça, a Globo teria de se manifestar. Explicar que tipo de relação ela tem com a CBF. Por que a emissora controla além dos campeonatos, a Seleção Brasileira. Outro ponto importantíssimo, a absurda distribuição de cotas de transmissão. Que já é desigual agora, se tornará indecente a partir do ano que vem. Com Corinthians e Flamengo tendo total privilégio, recebendo muito a mais que seus concorrentes. O que desencadeia uma bola de neve. Mais dinheiro, mais jogos mostrados, patrocínios mais caros e incentivo à renovação de gerações de torcedores. Como a Globo conseguiu também, sem concorrência, a transmissão das Copas de 2018 e 2022? Por que este presente da Fifa, de Joseph Blatter? Tudo isso só uma pessoa poderia esclarecer. O executivo global que cuida só do futebol, Marcelo Campos Pinto. "Ele não vai ser chamado", garantiu Azenha. Apostava que a CPI iria seguir os passos da CPI de 2000. Nela, os políticos não quiseram confusão com a emissora. E a pouparam. Mas o brilhante Azenha pode ser surpreendido. Todos os depoimentos dos jornalistas na CPI deste ano levaram à Globo. O senador Romário percebeu. Não haverá como seguir adiante sem ficar transparente as negociações da emissora envolvendo futebol. Ela acaba constantemente sendo citada. E Marcelo Campos Pinto pode sim ser chamado. E abrir a caixa de Pandora. Romário há muito tempo quer entender os contratos da Globo com a CBF, com as federações e com os clubes. Seria a grande surpresa da CPI. Os políticos de forma geral no Brasil não gostam de criticar a emissora. Por medo de retaliação. Romário continua insistindo esta CPI não terminará em pizza. Com a de 2000. Ele exigiu e serão analisados todos os contratos da Federação Paulista de Futebol. Nos últimos dez anos. Gestão do atual presidente da CBF, Marco Polo del Nero. O senador promete que os contratos da CBF com os patrocinadores da entidade serão investigados. Nesta quinta-feira, presença ilustre. O jornalista escocês Andrew Jennings. Ele foi um dos primeiros repórteres que denunciou Ricardo Teixeira e João Havelange pelo recebimento de propina no valor de US$ 9,5 milhões para beneficiar a empresa ISL em contratos da Copa do Mundo. Só estará faltando Marcelo Campos Pinto. Parece que não faltará mais...




Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

terça-feira, 1 de setembro de 2015

CBF sabota o Brasileiro não parando a competição em data-Fifa. Clubes perdem jogadores fundamentais em três rodadas. Por quê tanta estupidez? Covardia dos dirigentes está acabando...

CBF sabota o Brasileiro não parando a competição em data-Fifa. Clubes perdem jogadores fundamentais em três rodadas. Por quê tanta estupidez? Covardia dos dirigentes está acabando...




Com os Campeonatos Brasileiros entrando no seu ápice, no início do segundo e decisivo turno, a CBF consegue estragar. Seu caótico calendário é incapaz de parar durante os amistosos da Seleção Brasileira. E jogadores fundamentais de 13 clubes não atuarão pelas equipes que os paga. Ficarão ausentes de três rodadas. Nove pontos importantíssimos estarão sendo disputados. Os times que se virem com os desfalques. "Eu fico incomodado com isso, sim. Gostaria de seguir ajudando o Corinthians. Temos adversários muito difíceis. Valorizo demais a Seleção Brasileira. Mas isso tinha de acabar. O jogador poderia servir tanto ao clube como a Seleção. Como acontece em todo lugar do mundo. É uma pena", desabafa Elias. A CBF caprichou. Porque serão a Seleção principal e a Olímpica que tiraram jogadores de seus clubes. Em uma façanha admirável vai atrapalhar também dois times da Série B, que lutam para retornar à Primeira Divisão. Vale a pena detalhar quais são os prejudicados. O maior é o Atlético Mineiro. Cedeu três jogadores aos dois selecionados. Douglas Santos, Eduardo Enrique e Carlos. São Paulo e Grêmio tiveram dois atletas confirmados na lista. Rodrigo Caio e Lucão e Marcelo Grohe e Luan. O Corinthians tinha dois: Elias e Luciano. Como o atacante sofreu operação no joelho, foi cortado.

O Flamengo perdeu Jorge. O Fluminense, Marlon. O Santos não terá seu principal atleta: Lucas Lima. Na Série B, dois importantes goleiros. O Botafogo não contará com Jefferson e o Bahia, Jean. Para deixar ainda tudo mais revoltante e surreal, o Flamengo não terá Guerrero. Mesmo contundido, teve de viajar com a Seleção Peruana. As partidas que cada equipe terá de atuar sem os atletas a quem paga mensalmente. Série A. O Corinthians enfrentará Fluminense em casa, Palmeiras fora e Grêmio em casa. O Atlético Mineiro: Atlético Paranaense, Vasco e Avaí, todos em casa. O Flamengo: Avaí em casa, Fluminense fora e Cruzeiro, em casa. São Paulo: Joinville casa, Internacional casa e Santos fora. Grêmio, Figueirense fora, Goiás casa e Corinthians fora. Palmeiras, Goiás fora, Corinthians, casa e Internacional fora. Santos, Chapecoense casa, Sport fora e São Paulo em casa. Fluminense, Corinthians fora, Flamengo casa e Coritiba fora. Atlético Paranaense, Atlético Mineiro fora, Joinville em casa e Figueirense fora. Internacional, Vasco em casa, São Paulo fora e Palmeiras em casa. Cruzeiro, Ponte Preta fora, Figueirense em casa e Flamengo fora. Pela Série B. Botafogo, Atlético Goianiense em casa, Vitória fora e Paraná em casa. Bahia, CRB casa, Paraná fora e Macaé em casa. Os jogos serão desequilibrados artificialmente. Com a própria CBF interferindo nos resultados. Nas campanhas dos times. Nove pontos significam muito na briga pelo título e rebaixamento.

Os presidentes dos clubes começam a querer escapar da própria covardia. O mandatário do Grêmio, Romildo Bolsan, tentou comandar um boicote à Seleção Olímpica. Não teve adesão. Tomou uma leve enquadrada da CBF. E entendeu que deveria recuar. O medo é não ter mais seus atletas convocados. Passar pela Seleção Brasileira traz uma valorização enorme aos atletas. Mas o boicote não apenas morreu no nascedouro. A estupidez dos campeonatos seguirem durante data Fifa foi muito discutido. Na reunião para tentar peitar a CBF e conseguir que a Copa Sul-Minas aconteça, já em 2016. Mesmo não estando no calendário. Na semana passada estiveram juntos Grêmio, Internacional, Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Coritiba, Atlético Paranaense, Figueirense, Criciúma, Joinville, Avaí, Chapecoense. E o tema das convocações foi novamente tocado. O presidente do Grêmio deixou bem claro que não lutará sozinho. E que a única postura que a CBF entenderá é a postura conjunta, de todos os clubes da Série A e B. Há o medo de retaliações. Os representantes concordaram. E prometeram estudar o tema com mais afinco. Até porque em 2016, com Copa América, Eliminatórias e Olimpíadas, tudo ficará ainda muito pior. Depois os executivos da TV Globo reclamam. Se revoltam diante necessidade em vender barato o Brasileiro ao Exterior. De nada adiantou mudar o nome de Brasileirão para Brazilian League. Quem compra uma competição tão maltratada pela própria organizadora? A CBF sabota o que produz. Este país é surreal...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Como a corrupção chegou até a Fifa. O futuro de Marin. De Marco Polo. Da CBF. Uma aula sobre os sujos bastidores do futebol mundial. Exclusiva com Jamil Chade, setorista do Estadão na Suíça...

Como a corrupção chegou até a Fifa. O futuro de Marin. De Marco Polo. Da CBF. Uma aula sobre os sujos bastidores do futebol mundial. Exclusiva com Jamil Chade, setorista do Estadão na Suíça...




Nenhum brasileiro teve acesso às transformações do futebol mundial. A decadência moral de Joseph Blatter, a desmoralização da cúpula da Fifa, a democratização da entidade. A investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos levou à prisão oito membros importantíssimos no organograma da entidade. Entre eles, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, preso desde maio. São denúncias de, de 1991 até o momento, autoridades da Fifa se envolveram em vários crimes, incluindo fraude, subornos e lavagem de dinheiro. A Justiça afirma que duas gerações de dirigentes usaram suas posições para fazer parcerias com executivos de marketing esportivo que impediam outros de ter acesso a contratos e mantinham os negócios para eles por meio do pagamento de propinas. A maior parte dos esquemas, de acordo com o departamento de Justiça, envolve recebimento de propina de executivos de marketing para comercialização de direitos de mídia e marketing de diversas competições esportivas - entre eles Copa América, Libertadores e Copa do Brasil. Jamil Chade, correspondente do jornal Estado de São Paulo tem uma visão privilegiada. Morando na Suíça há 15 anos, ele não só conhece, como já entrevistou várias vezes esses atormentados personagens. E tem toda a condição de fazer uma análise profunda deste intrincado caso. A exclusiva de Jamil ao blog é oportunidade rara de compreender que o futebol não é lugar para ingênuos. Muito pelo contrário. Não é entrevista. É uma aula... O quanto você foi surpreendido com tudo o que aconteceu com a Fifa? As prisões foram surpreendentes. Não me surpreendi com as acusações do FBI. Muito do que estava no indiciamento de 166 páginas do Departamento de Justiça dos EUA era conhecido de quem cobre os temas da Fifa. A compra de votos e os esquemas de corrupção. Mas, até aquele dia 27 de maio, eram apenas supostas acusações de « jornalistas irresponsáveis ». Agora não. É a constatação do FBI. O que sim surpreendeu foi o fato de isso ter resultado em prisões. Lembro-me de estar do lado de fora do hotel Baur au Lac quando as prisões ocorreram, com vários outros jornalistas. O comentário que mais se escutava naquela calçada era o de que « até que enfim » tudo o que nós denunciávamos havia resultado em uma ação real. Obviamente, o que surpreendeu a todos foi a operação de prisões e como ela ocorreu, em plena sede da Fifa. Havia algum indício? Eu sabia que o FBI estava investigando a Fifa. E isso vinha ocorrendo desde o final de 2014. Mas não imaginava que a operação resultaria numa prisao como aquela. Por anos, a Fifa não apenas construiu um império, mas também se aliou de forma estratégica à polícia. Não podemos esquecer que a entidade deu US$ 10 milhões para a Interpol e achava que, com as alianças políticas que forjou, havia comprado sua proteção.

Porque a situação chegou a este ponto de corrupção? O império desses cartolas não foi construído da noite para o dia. E isso é o que eu tentarei mostrar em meu novo livro que saie m outubro no Brasil. O que ocorreu foi a convergência de 3 fatores que, em 30 anos, transformaram o futebol mundial. Ele passou a ser transmitido pela TV e patrocinadores entenderam que a Copa do Mundo seria a maior plataforma de marketing do planeta. Ao mesmo tempo, Africa e Asia passaram nos anos 70 por um período de descolonização. Assim, enquanto a Fifa enchia seus cofres com a TV e multinacionais, os dirigentes no poder incentivaram cada novo país a formar uma seleção nacional. Em um espaço de 30 anos, a entidade que tinha apenas 13 funcionários quando Joseph Blatter foi contratado para trabalhar em Zurique passou a monopolizar o esporte mais popular do planeta. E com dezenas de países pelo mundo que passaram a ser aliados incondicionais daquela estrutura. O resultado foi o sequestro do futebol por um grupo de oligarcas da bola que entenderam que ficariam milionários com o futebol. Você acredita que a origem das investigações nasceu quando os Estados Unidos ficaram da disputa para sediar novos mundiais? Essa é a tese de Blatter, que insiste que essa foi uma revanche dos EUA por ter pedido a Copa de 2022 para o Catar. Mas tenho sérias dúvidas de que isso possa ser a explicação para o terremoto que ocorreu. Em primeiro lugar, o Catar é um aliado fundamental dos EUA no Oriente Médio. A Casa Branca não teria interesse em minar o poder do emir, retirando dele agora a Copa do Mundo. Isso desestabilizaria o país e um dos poucos governos que apoiam os americanos no Golfo. Em segundo lugar, algumas das maiores empresas afetadas pela crise são justamente as americanas, entre elas a Coca-Cola, McDonalds e Visa, que patrocinam a Fifa e os Mundiais. Para completar, os crimes existiam. Não foram criados. Se você é a polícia e precisa prender pessoas de uma entidade internacional, você duas alternativas: enviar um pedido de prisão para cada um dos países ou esperar que eles estejam todos no mesmo lugar e fazer um só pedido. Ou seja, por questões logísticas, a prisão em Zurique era a mais eficiente. Não vejo um complô. Mas uma bela estratégia. Existe um outro aspecto que me faz duvidar dessa tese. Em 2026, os americanos querem sediar a Copa do Mundo. Se eles quisessem uma revanche, o resultado é que certamente perderiam o Mundial em dez anos. Mesmo aqueles que não foram presos na Fifa serão os cartolas que votarão pelas novas sedes e, pelo que eu tenho visto, o que existe é um sentimento anti-americano profundo hoje na entidade.

Como você viu a reação do Blatter diante de tudo o que aconteceu? Ele ficou desorientado. Eu estive com ele no final de agosto e me surpreendeu como ele havia envelhecido em três meses. Ao me dar a mão, ela tremia. Sua voz, sua energia é outra. Ele sofreu de fato um sério golpe. Depois das prisões, ele insistiu em ser eleito. Mas, quatro dias depois, renunciou. Ele deu provas de que estava desorientado e que a pressão por sua saída foi imensa. Sua vida se confundia com a da Fifa. Ele era o equivalente do monarca que diria : « o futebol sou eu ». Por isso, uma de suas reações mais frequentes em entrevistas é a de dizer que a « Fifa foi atacada ». Ele torna coletivo um problema que é pessoal. Para você onde tudo isso vai parar? Aliás, porque o processo foi interrompido? Ele não foi interrompido. Mas a Justiça tem seu ritmo. Nos EUA, o ex-vice-presidente da Fifa, Jeff Webb, já começa a responder pelo processo. O mesmo ocorre com Aaron Davidson, o executivo da Traffic. Outros seis dirigentes presos em Zurique tentam impedir na Justiça a extradição. O processo não está parado. Mas, justamente para não sr um julgamento injusto, todas as etapas do estado de direito tem sido seguido. Ninguém entende como Ricardo Teixeira e Marco Polo não foram indiciados ainda. Serão? Ambos estão sendo investigados pelo FBI. O que os americanos estão fazendo é um processo por etapas, num estilo muito parecido ao Lava Jato. O que o FBI quer é que o grupo preso agora de informações e pistas sobre como funcionou o esquema e denuncie mais pessoas. Como disse o Departamento de Justiça dos EUA, esse foi o início do caso. O próprio Blatter declarou : « mais notícias ruins virão ». Você acredita que o Marco Polo está certo em não sair do Brasil? Existe sim o risco de uma prisão, pelo menos para questionamento. Se ele deixar o Brasil, não seria surpreendente uma prisão. Como está a representatividade brasileira sem a presença física do presidente da CBF nas importantes reuniões da Fifa? O Brasil desapareceu da gestão do futebol mundial. Decisões fundamentais para o futuro do esporte estão sendo tomadas sem a presença ou a voz do Brasil. A Fifa criou um grupo de trabalho para reformar a entidade. E nenhum brasileiro foi convidado para fazer parte da inicitiva. Nos tornamos insignificantes na administração do futebol.

Por que o Marin foi preso? O FBI indicou duas suspeitas principais : ter recebido dinheiro de propina para a Copa do Brasil e na Copa América. Em ambos os casos, as suspeitas apontam para uma espécie de pedágio que ele cobrava de empresas que quisessem ter contratos com a CBF. No caso da Copa América, havia até mesmo uma tabela de propinas, dependendo do tamanho do país. E como é a sua rotina na cadeia? De verdade... Os suíços, como é de constume aqui, têm preservado a privacidade de Marin e dos demais. Até hoje não divulgaram nem mesmo a prisão onde ele está. O que se sabe é que a ideia inicial de pedir uma prisão domiciliar na Suíça foi abandonada depois que outro dirigente – Eugênio Figueredo – teve sua demanda rejeitada. Marin tem direito a uma televisão, sei que um trabalho lhe foi oferecido dentro da prisão e que ele não tem recebido visitas de familiares. Como você vê o futuro de Marin? Será extraditado para os Estados Unidos e morrerá na cadeia? A decisão sobre uma extradição será tomada em meados de setembro. Mas Marin terá o direito de recorrer. Isso arrastará o caso até o final do ano. Caso ele va aos EUA, minha impressão é de que ele não ficará muito tempo preso. Os americanos estão dispostos a fazer um acordo. Em troca de uma multa milionária ou de informações, eles permitirão que Marin passe o final de seus dias em seu apartamento em Nova Iorque. O que talvez jamais voltará a ocorrer é uma viagem de Marin ao Brasil.

Você como jornalista tem a sensação que a corrupção dominava a Fifa? Ainda domina? Sim. Um grupo de não mais de 20 pessoas dominava o esporte mais popular do mundo. Isso os transformou em verdadeiros monarcas. Tudo o que precisava ser decidido passava por eles. Contratos milionários, a sede do Mundial, o calendário internacional. Cobrar propinas parece ter se transformado no « modus operandi » da entidade. Para qualquer iniciativa ou pedido que se fizesse, alguém teria de sair ganhando. É por isso que eu insisto com uma explicação relativamente simples para o que ocorre : um grupo de pessoas sequestrou o futebol e passou a lucrar de forma impressionante com o sentimento de milhões de torcedores no mundo. Vocês verão no livro que eu mostro como o torcedor é que permite o enriquecimento desses oligarcas ao comprar um ingresso, ao comprar uma camisa, ao dar a bola oficial da Copa ao filho, ao ver uma partida pela TV. Se saber, o torcedor é quem paga pelas mansões dessas pessoas. Isso não significa que devemos abandonar o futebol. Muito pelo contrário, precisamos reconquista-lo e romper com esse monopólio. A nós jornalistas, nossa missão não é apenas a de informar o torcedor a escalação de seu time. Mas o mostrar como ele estava sendo roubado. Sem saber. O que mudará com um novo presidente da Fifa? Nada. Mudar apenas a presidência não resolverá. A Fifa precisa passar por uma forma completa. Publicar salários, abrir contratos para licitação, divulgar os critérios para acordos e, acima de tudo, mudar a forma pela qual a Copa é escolhida. O Catar e a Rússia eram as duas piores candidaturas para 2022 e 2018. E venceram. Platini é o favorito disparado. Sua eleição agradaria a que grupos políticos, econômicos? Ele agrada a grupos políticos e econômicos da Europa. Mas tenho sérias dúvidas se ele seria um presidente que atenderia aos interesses do futebol sul-americano. Ao final da Copa de 2014, encontrei com ele na ala VIP e, depois de me dar um forte abraço, disse com todo orgulho : a Europa domina o futebol mundial. Isso, no fundo, é perigoso para o Brasil. A Europa quer um número menor de datas para amistosos, a Europa quer dar mais poder aos grandes clubes , a Europa não gosta do torneio olímpico de futebol, a Europa não ve problemas na importação de garotos de todo o mundo para seu continente. E o que mais me preocupa é que, por enquanto, não ouvi Platini falar de seu programa de governo para a Fifa e como ele atenderia aos interesses do futebol brasileiro.

A candidatura de Zico é apenas simbólica?

Zico tem uma grande desvantagem : ele não circula entre os dirigentes que votam para presidente, ao contrário de Platini que por mais de dez anos tem selado alianças. Tenho a impressão de que uma pessoa de fora do esquema terá sérias dificuldades em conseguir apoio suficiente. E isso não tem qualquer relação com sua capacidade para ser presidente. Mas, infelizmente, essa eleição será disputada por pessoas que já estão dentro da estrutura.

Os patrocinadores da Fifa não estão incomodados com tantas denúncias de corrupção e prisões?

Foram os patrocinadores que empurraram Blatter para fora. Foram os patrocinadores que deram um sinal claro de que a Fifa precisa ser reformada. O problema é que, por anos, foram esses mesmos patrocinadores que bancaram uma entidade que tinha como princípio o enriquecimento ilícito de sua cúpula. É positivo que haja hoje essa pressão por parte dos patrocinadores e, numa recente carta, a Coca-Cola deixou claro : basta de tanta corrupção. Isso está afetando nossos negócios. Mas não vamos ser ingênuos. Foram essas mesmas empresas que chancelaram o sistema por anos.

Você já fez centenas de denúncias nestes anos todos de Suíça. Qual foi a mais relevante?

Acredito que tenha sido a revelação dos contratos secretos da CBF, em maio deste ano. No fundo, eles mostraram que a seleção canta o hino nacional, veste nossas cores e nós somos ensinados a torcer por ela, pois ela nos representa. Nos termos do contrato, porém, é uma empresa que não passa de uma caixa postal nas Ilhas Cayman que detém todos os direitos. O que vemos pela televisão não é a seleção do Brasil. É a seleção da CBF.


Como foi participar da CPI?

Juizes falam por meio de seus autos. Nós, jornalistas, por meio de nossas reportagens. Ainda assim, acho que cumpri um dever de cidadão ao aceitar o convite para depor como testemunha na CPI. Apresentei todos os documentos que tinha sobre a CBF e o resultado foi a quebra do sigilo bancário de cartolas. Gostaria de acreditar que dei minha contribuição para trazer transparência ao futebol. Mas apenas o tempo dirá de que forma a CPI terá a capacidade de se confrontar com o poder político da CBF.

Qual a sua impressão, ela levará a alguma coisa? Qual a força do Romário?

Eu espero que sim. Não gostaria de adotar um tom de ceticismo em relação aos poderes da República, antes mesmo de saber o resultado. Mas ela terá sérios desafios e Romário enfrentará muita pressão. No fundo, essa CPI vai testar a força política da CBF. Há 15 anos, uma CPI investigou o contrato da Nike. Hoje, é o FBI quem investiga o mesmo caso. Espero que a atual CPI não tenha de esperar pelo FBI para poder trazer resultados concretos.

Por que a CBF é tão inatingível?

Ela mantém um time que se confunde com nossa identidade nacional, ela detém o monopólio sobre o esporte que nos define para o mundo como nação. Mas, ao mesmo tempo, ela financia candidaturas de políticos e escolhe que cidades recebem a seleção. No meu livro, vou mostrar como a Copa do Mundo foi um projeto político de cartolas e partidos. E quem pagou por tudo foi o povo. O evento foi provavelmente o saque do século.


O quanto os bastidores do futebol são sujos?

Nesses 15 anos na Europa, descobri que o futebol e o crime organizado andam de mãos dadas. E não apenas no Brasil. Transferências pela Europa são fábricas de lavagem de dinheiro, as apostas ilegais ganham força, os clubes endividados estão prontos a fazer qualquer negõcio e, em diversos países, a máfia passou a ter voz ativa no jogo. O futebol é sedutor demais para ser excluido da vida pública. E o problema é que ele passou a ser manipulado por esses grupos.

Você tem orgulho da Copa do Mundo organizada no Brasil?

O Brasil perdeu a Copa do Mundo antes mesmo que ela fosse disputada e que soubéssemos do 7 x 1 contra a Alemanha. A maior humilhação não foi em campo.
Nelson Rodrigues insistia em apontar que a vitória do Brasil na Copa de 1958 deu um desfecho a longos anos em que vivemos um “complexo de vira-lata”, um período de Jeca Tatu. “O brasileiro se punha de cócoras diante do mundo. Isso aconteceu no curto período entre 1500 e 1958, de Cabral a Garrincha”, escreveu. Para 2014, os governantes colocaram esse fim do complexo de vira-lata uma vez mais como objetivo. Desta vez, para mostrar ao mundo que o Brasil fazia parte das nações civilizadas e que era capaz de organizar grandes eventos. De fato, a Copa foi um teste da imagem internacional do Brasil. Mas não como os dirigentes nos apresentaram. Os monumentos construídos com nosso dinheiro se transformaram em monumentos que testemunham uma oportunidade perdida.

Assim que a Copa de 2014 terminou, a Fifa fez suas malas e partiu para seu próximo empreendimento. E nos restou contar os lucros, os mortos e feridos. Mas a revolta que começou nas ruas brasileiras contra a entidade seria o início de um processo muito mais amplo contra a organização. De uma forma indireta e inesperada, foram os protestos no Brasil que acenderam as luzes entre dirigentes estrangeiros de que não havia mais lugar para tolerar um esquema corrupto. Que democracias não poderiam mais se aliar ao futebol sem prestar contas aos torcedores-cidadãos. O sentimento de indignação seria confirmado menos de um ano depois do fim do Mundial de 2014. No dia 27 de maio de 2015, uma operação da polícia suíça e americana contra dirigentes fez desmoronar um império.


Porque o Mundial foi o mais lucrativo da história da Fifa?

Por que fomos saqueados. A Fifa montou um plano perfeito. A Constituição brasileira e até sua soberania foram violadas para permitir que a entidade pudesse lucrar. Em troca de dar o direito exclusivo a empresas e televisões para explorar comercialmente o Mundial, a Fifa prometeu leis draconianas para proteger suas marcas. Ao mesmo tempo, o evento ocorria no país do futebol e não seria uma surpresa o fato de todos os jogos praticamente terem sido um sucesso absoluto de público. Se não bastasse, a Fifa conseguiu uma isenção fiscal de R$ 1,1 bilhão. Uso uma analogia para explicar o que ocorreu na Copa. O Brasil pediu à Fifa para organizar a maior festa do futebol. A Fifa disse sim, com a condição de que não pagasse pelo aluguél da sala, a comida, a bebida, os seguranças e nem pela limpeza ao final. Quando a festa terminou, ficou com a renda de bilheteria e todos os lucros. Mas os custos foram arcados por quem ficou. Assim, até eu saio bilionário de um empreendimento.

O quanto o vexame brasileiro na Copa repercutiu na Europa?

Uns meses depois da Copa do Mundo, eu fui entrevistar a atriz italiana Sophia Loren, um mito. Quando entrei em sua sala e me apresentaram como brasileiro, ela me fez uma cara de tristeza e me disse : « como é que vocês deixaram a Alemanha ganhar daquele jeito, e na casa de voces ? ». Acho que ainda não entendemos bem o impacto que aquele 7 x 1 teve. Mas minha impressão é de que ele foi o fim de uma era de sonho do que o Brasil representava no mundo do futebol. Por mais que a seleção não estivesse bem em alguns momentos, jamais éramos humilhados. Mas aquele jogo, mesmo que tenha sido o acidente, marcou uma espécie de fim da ilusão do mundo com o Brasil.

Qual a visão dos europeus do atual momento da Seleção Brasileira?

O Brasil se transformou em uma seleção ordinária. Há um enorme respeito pelo passado e elogios a alguns craques. Mas a seleção como um todo levará anos para recuperar o lustre do uniforme. Essa é a realidade e acho estranho quando um jogador da seleção da declarações de que aquele 7x 1 « já é coisa do passado » e que « estamos muito mais maduros agora ».

Como o seu livro vai abordar a corrupção no mundo do futebol?

O livro é um trabalho de dez anos de pesquisas, investigação e apuração e com o objetivo de mostrar que o futebol passou a ser infiltrado por grupos que se apoderaram do esporte para seu enriquecimento pessoal. Oferecem ao mundo um sonho, emoção e gols. Mas lucram milhões com isso e em total obscuridade.

Como ela começou?

Ela começou quando os dirigentes se deram conta que poderiam vender caro o sonho do futebol. Vender para multinacionais o direito de ter seus nomes ligados aos eventos, vender aos políticos o direito de sediar a Copa e vender às televisões a exclusividade sobre uma mina de ouro.

Há solução ou o futebol é um esporte marcado pela sujeira?

Certamente existe uma solução. Ela se chama “transparência”. Tornar todas as decisões públicas, abrir a caixa preta da CBF, da Fifa e de dezenas de entidades pelo mundo. Nos últimos dez anos, universidades tem formado certamente a melhor geração de dirigentes de futebol da história. Essa nova geração é uma esperança de profissionalizar a gestão do esporte.

Qual será o nome do livro?

Ele será lançado em outubro e terá o nome “Política, propina e futebol”. Com muitas histórias de bastidores, dos escândalos e dos saques, o livro também um chamado à ação para que torcedores torcedores, autoridades, dirigentes e até a polícia resgatem o futebol do sequestro que ele foi alvo.

Como é que o futebol europeu está tratando essa delicada questão da imigração ilegal?

Os estádios são caixas de ressonância de uma sociedade. Portanto, temos a xenofobia europeia cada vez mais presente também nos estádios. Ironicamente, esse é o momento de maior internacionalização do futebol europeu, com dezenas de nacionalidades e religiões em campo. Mas existem também sinais de humanidade nesses locais. No fim de semana, torcidas organizadas da Alemanha levaram aos estádios cartazes dando as boas vindas aos refugiados, um gesto que rompe com a imagem que os alemãs normalmente tem pelo mundo. O futebol não é de direita ou de esquerda. Ele não é xeonofobo ou solidário. O futebol é o instrumento que pode ser usado por todos.

O quanto você tem orgulho se um jornalista brasileiro cobrindo a Fifa? Qual a sensação de ser testemunha de fatos que estão mudando a história do futebol mundial?

Nåo é uma queståo de orgulho. É um privilégio. Ser correspondente de um dos países que definiu a história do futebol no momento que a história está sendo rescrita é uma oportunidade que todo jornalista apenas pode sonhar em ter. Por isso, também me cobro diariamente por trazer ao torcedor e mesmo àqueles que não gostam de futebol o que de fato ocorre atras das cortinas do espetáculo. Já dizia o cronista e dramaturgo Nelson Rodrigues que “o pior cego é o míope, e pior que o míope é quem enxerga bem, mas não entende o que enxerga”.


Qual a sua relação pessoal com Blatter?

Blatter é um animal político, Ele não teme perguntas, gosta do confronto e sabe que tem balha na agulha para vencer desafios. Apesar de saber o tom de minhas críticas, ele jamais deixou de me saudar, com respeito e até um certo sorriso. Na semana passada, em sua cidade natal, uma vez mais ele veio até mim para dizer bom dia em português e dar sua mão. Mas, cobrindo seu mandato por 15 anos, eu aprendi a conhecer suas fragilidades. Ele fala sempre com convicção e aparentemente convence o interlocutor. Mas basta recuperar outros discursos dele sobre o mesmo assunto para perceber que ele não hesita em ignorar a realidade, mudar a versão das coisas e omitir sempre que precisar para se fortalecer politicamente. Com 79 anos, Blatter considera que ele é o futebol e esse é seu maior erro.

Como você, de fora, vê a força da CBF no mundo?

Atuando como correspondente, percorri mais de setenta países, viajei com papas, chefes de estado, secretários-gerais das Nações Unidas (onu), visitei campos de refugiados, acompanhei resgates de vítimas da guerra, apertei a mão de criminosos de guerra e heróis. Mas em praticamente todas essas ocasiões em que me encontrei, nas diferentes culturas, religiões e línguas, cada vez que eu me apresentava como brasileiro, meu interlocutor abria um sorriso e fazia um comentário sobre a camisa amarela mais conhecida do planeta. Lembro-me de estar no interior da Tanzânia, um país da África Oriental, numa reportagem sobre o fato de que remédios essenciais não chegavam a uma população negligenciada de seus direitos. Mas, num bar miserável, um pôster estava colocado na parede com um orgulho surreal: a imagem de Cafu levantando a taça da Copa de 2002. Como é que aquele pôster tinha chegado ali, se nem mesmo existiam voos ou estradas asfaltadas até o local? Em outra ocasião, fui até a fronteira entre a Jordânia e o Iraque, no Oriente Médio, em plena guerra pela derrubada de Saddam Hussein em 2003.

Famílias inteiras haviam deixado o país diante dos bombardeios e estavam presas agora numa terra de ninguém. A areia deixava o ar, e tudo o que se poderia tocar, com uma impressão de sujeira. Até que vi, entre uma tenda de refugiado e outra, um garoto de no máximo quatro anos vestido inteiramente com o uniforme da seleção brasileira. De onde havia surgido aquilo? Seu pai, ao saber que eu era brasileiro, veio me apresentar o menino. “Esse é meu filho, Ahmadinho”. Nesse périplo pelo mundo, um fato sempre me surpreendeu: como nós, brasileiros, somos identificados por uma seleção.

Sim, trata-se de uma visão simplória, injusta, estereotipada. O Brasil é muito mais que isso, certamente. Mas também é uma realidade que revela que aquela camisa amarela faz parte de nossa identidade e, além de ser um time de futebol, faz parte de quem somos no mundo. Gostemos ou não. O problema é que esse bem cultural, essa seleção que se diz “nacional”, que usa nossas cores, canta o nosso hino e diz nos representar, foi apropriada por um grupo privado – a CBF - que se enriqueceu baseado em nossa emoção. Em nossa identidade.

Na fronteira entre meu trabalho diário de repórter e uma curiosidade intelectual, me coloquei como objetivo o de entender para além do que eu e milhões de torcedores enxergamos em campo. Para além do que sentimos. E o que descobri é que nossas paixões foram sequestradas por um grupo privado. Hoje, seu poder e reputação estão no momento mais baixo.




Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

O Cruzeiro finalmente se livrou do decadente Vanderlei Luxemburgo. Sua oitava demissão consecutiva. Quem será o próximo ingênuo a acreditar nos fracassados projetos do 'professor'?

O Cruzeiro finalmente se livrou do decadente Vanderlei Luxemburgo. Sua oitava demissão consecutiva. Quem será o próximo ingênuo a acreditar nos fracassados projetos do 'professor'?




Desde 2004 nunca mais ganhou títulos nacionais. Venceu quatro insignificantes estaduais até 2010. Desde então são cinco anos sem uma mísera conquista. Em compensação é o campeão brasileiro entre os "treinadores da elite" em um quesito: demissão. É o oitavo clube seguido que o dispensa. Apenas 19 partidas e dez derrotas deixaram claro a Gilvan Tavares. Foi uma enorme bobagem contratar Vanderlei Luxemburgo. O mandou embora sem a menor dor na consciência. Nas explicações que deu, só faltou pedir desculpas para a torcida do Cruzeiro da heresia que cometeu. Despachou o bicampeão brasileiro Marcelo Oliveira para contratar o ultrapassado técnico. O Cruzeiro foi um arremedo de time. Em campo, um bando de jogadores desordenados, sem estratégia definida. Uma equipe de dar pena. Principalmente comparada a que foi bicampeã deste país. Gilvan Tavares acabou sendo mais um presidente a se deixar enganar com o famigerado projeto. Vanderlei tem um modus operandi que virou sua marca registrada. Chega a um clube combalido, geralmente depois de derrotas importantes, e promete uma revolução. Anima os jogadores, os faz acreditar que é o treinador de 1993, 1994 ou até o de 1998. Estuda adversário, fica até altas horas discutindo sistema de jogo, motivando os atletas. Os atletas se sente diante da combinação de Guardiola com a reencarnação de Rinus Michels, treinador da Holanda de 1974. Luxemburgo prega o futebol total. Profundo conhecedor de neurolinguística, ele consegue fazer os jogadores se superarem. Dar o coração em campo. Só que o efeito dura cada vez menos. O Cruzeiro ganhou três partidas seguidas. Flamengo, Atlético Mineiro e Vasco. E depois travou. Atrás de toda pose, o estrategista que trabalha com um afinco impressionante não existe mais. Aos 63 anos, Vanderlei está cansado. Não conseguiu se reinventar. Seus gritos, cobranças ficaram as mesmas. Ele mesmo não entende mais como suas palavras não dão mais efeitos. Não consegue enxergar que hoje, um time de elite precisa ter dois, três esquemas muito bem treinados e colocá-los em prática durante uma partida.


Seus passeios em Atibaia se transformaram em desperdício de dinheiro e energia dos clubes que treina. Os setoristas, jornalistas que cobrem o dia-a-dia do Cruzeiro, revelam. Ele se tornou um técnico inseguro. Não tem mais convicção. Seus esquemas são mudados sem nenhuma lógica. Suas substituições precipitadas, infantis. Os dirigentes do Cruzeiro queriam sua demissão há pelo menos um mês. O arrependimento de sua contratação não era segredo para ninguém. Mas Gilvan Tavares não poderia passar recibo. Deixar clara a péssima escolha que fez. O presidente do Cruzeiro foi acordado da pior maneira do devaneio. Só acreditou que Luxemburgo não era mais o homem de 2003, o da Tríplice Coroa, de um jeito constrangedor. Quando o Palmeiras eliminou o clube da Copa do Brasil, em pleno Mineirão, começaram não só as vaias e pedidos para o técnico ir bem longe da Toca da Raposa. Torcedores passaram a xingar e ameaçar Gilvan. O presidente não entendia tamanho ódio da torcida do Cruzeiro. Mas as derrotas para o Corinthians por 3 a 0 e ontem, o 1 a 0, para o Santos foram a gota d"água. Finalmente Gilvan percebeu que o time caminhava firme para o rebaixamento. Junto com Vanderlei Luxemburgo, o presidente mandou embora o diretor de futebol, Isaias Tinoco. O dirigente é amigo íntimo, parceiro do treinador. Ele chegou do Rio a pedido do técnico. E não bastasse o clima péssimo com as derrotas, ele ainda comete o desatino de dizer que a torcida cruzeirense é menor que a atleticana em Minas Gerais. Pronto aí foi o caos. Esses pequenos atos ainda têm um peso enorme neste país. Luxemburgo conseguiu a façanha de ser mandado embora por dois clubes no mesmo campeonato. Do Flamengo e do Cruzeiro. Isso porque foram disputadas apenas 22 rodadas. Ainda há tempo para ser contratado e demitido de pelo menos mais três clubes.

Gilvan passou um enorme constrangimento com Vanderlei. O cassino Wynn Las Vegas entrou com processo na justiça brasileira. Ele exige o pagamento de 129 mil dólares, cerca de R$ 466 mil. O cassino tem como prova documento de Luxemburgo se comprometendo a pagar a dívida. Em fevereiro de 2014! Nesta época ele estava desempregado. A revista ESPN publicou, em 2010, uma matéria mostrando que o pôquer seria um dos motivos de sua decadência como técnico. O presidente do Cruzeiro ficou profundamente contrariado quando soube desse vexame público. Além de péssimo trabalho em campo, o técnico expunha o clube por problemas particulares.

A grande pergunta que fica é como grandes ainda acreditam em Luxemburgo? Ele tem dado enorme prejuízo por onde passa. Seu trabalho é cada vez pior. Ele se mostra um homem confuso, inseguro, sem firmeza. Por onde passa deixa terra devastada. Desvaloriza jogadores, patrimônios que custaram milhões. Tudo em nome de uma arrogância sem conteúdo. Seus projetos não são levados mais a sério. Mesmo assim dirigentes o contratam porque sabe que ele atrai mídia. Tira o foco de atitudes lamentáveis. Como a de Gilvan. Desmanchar um elenco poderoso, pouco antes da Libertadores da América, é imperdoável. Lastimável. Demitir Marcelo Oliveira para contratar Vanderlei Luxemburgo foi um atentado ao clube que preside. O Cruzeiro tem o mesmo número de pontos que Goiás e Curitiba, times na zona do rebaixamento.

Assessores do demitido técnico fazem chegar a jornalistas a "informação" que ele pode ir para a China. Treinar uma equipe da Segunda Divisão. E ganhar R$ 30 milhões. Pois que vá. Talvez só mesmo os chineses para acreditar no seu projeto. O futebol brasileiro se cansou de Vanderlei Luxemburgo. Ele, Leão, Joel Santana não perderam espaço por acaso. Ficaram ultrapassados. Tomara que Vanderlei vá para a Segunda Divisão Chinesa. Encerre sua carreira por lá. Apenas reserve uma parte do dinheiro. E pague o cassino de Las Vegas. Tomara que a empresa tenha mais sorte que Edmundo. O ex-jogador emprestou R$ 400 mil ao treinador. Em 1999. Teve de brigar na justiça para reaver a quantia. "Demorou, mas vou receber o meu dinheiro", comemorou o agora comentarista. Ele fez festa apenas no dia 27 de fevereiro de 2015. 16 anos depois do empréstimo. Triste futebol brasileiro...




Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli