quinta-feira, 8 de setembro de 2016

São Paulo namora rebaixamento. Leco perdido, indeciso, não sabe para quem dar o futebol, depois da demissão de Gustavo. Ao inimigo Marco Aurélio Cunha ou a Edmílson. E Michel Bastos quer sair...

São Paulo namora rebaixamento. Leco perdido, indeciso, não sabe para quem dar o futebol, depois da demissão de Gustavo. Ao inimigo Marco Aurélio Cunha ou a Edmílson. E Michel Bastos quer sair...




Marco Aurélio Cunha e Carlos Augusto Barros e Silva mal se toleram. Nunca foram amigos. E disputaram o comando do futebol nos tempos de Juvenal Juvêncio. Os dois tinham o mesmo sonho. Ganhar força e popularidade no futebol para chegar à presidência. Marco foi genro de Juvenal. Seu casamento acabou. Assim como a parceria entre os dois. A ponto de quando Carlos Miguel Aidar articulou uma mais do que discutível mudança nos estatutos, e deu um terceiro mandato seguido a Juvenal, Marco Aurélio protestou. Foi exilado. Leco seguiu fiel e acreditou na promessa que seria o sucessor de Juvêncio. Só que Juvenal entregou a presidência a Aidar, como retribuição à mudança dos estatutos. Carlos Miguel teria dois mandatos tranquilos, caso não se envolvesse em negociações questionáveis, com seu vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro. Teve de renunciar. O cargo caiu no colo de Leco. Juvenal sempre questionava a conselheiros a insegurança de Carlos Augusto Barros e Silva. A falta de firmeza nas suas determinações como dirigente. O tempo passou, Marcelo Portugal e Juvenal faleceram. Aidar perdeu todo seu poder. Leco está isolado, perdido. E sua falta de direção, de rumo, mergulhou o São Paulo em uma crise profunda no futebol. Dirigentes, conselheiros e torcedores estão realmente preocupados. Sem convicção, Leco segue acumulando erros amadores que sabotam o time. E o coloca sim, como candidato, ao rebaixamento no Brasileiro. A miopia política é tão grande que agora está sendo forçado a buscar seu inimigo histórico, Marco Aurélio Cunha, para corrigir erros primários. Como a maneira questionável que escolheu pagar Gustavo Vieira. O presidente do clube disse que não poderia pagar um salário muito alto e que decidiu dar 3% no lucro nas vendas de jogadores do São Paulo. Dirigentes ficaram revoltados. A situação sempre foi descabida. Gustavo tinha o controle de compra e venda de atletas. Poderia, na teoria, negociar atletas pensando no seu lucro e não no clube.

Conselheiros fizeram questão de vazar seu salário para jornalistas e membros das principais organizadas. R$ 120 mil mensais. E, desde novembro de 2015, ao assumir, Gustavo não teve paz. Por conta da forma de pagamento escolhida por Leco. Gustavo fez apostas importantes e duvidosas, como envolver cerca de R$ 30 milhões na contratação de Maicon. Leco se defende, alegando que foi convencido que o São Paulo ganharia a Libertadores, com a chegada do zagueiro. O executivo acabou sendo também responsabilizado pela contratação de Cueva, que teve como reflexo a demissão sumária do vice de futebol Luiz Antônio da Cunha. Eles simplesmente não tinha ideia da busca pelo peruano. Leco tentou usar Gustavo como escudo. Não só na perda da Libertadores. Mas na saída de Bauza para a Argentina. Para conselheiros, o dirigente garantia que o executivo tinha a certeza que Edgardo não seria chamado. Por isso contratou atletas da total confiança do treinador argentino, como Buffarini e Chávez. Alegou que o executivo havia afirmado ser bom negócio ter Calleri até o final da Libertadores. E que também Gustavo deu seu aval para a venda de Ganso para o Sevilla. O elenco, na visão do ex-executivo, seria suficiente para conseguir uma vaga à Libertadores de 2017. Conduzido por Ricardo Gomes, o treinador que Leco escolheu, mas também teve a aprovação de Gustavo. Ou seja, o filho de Sócrates passou a ser o culpado por todas as opções que não estão dando certo no São Paulo. O que não é uma postura verdadeira. A última palavra no Morumbi é a do seu presidente, por mais que Leco afirme ter dado autonomia a Gustavo.

A gota d"água foi a invasão dos torcedores ao CT. Mais de 500 membros de organizadas tiveram acesso ao treinamento dos jogadores. O protesto havia sido marcado de forma pública. Pelas redes sociais. A lógica indicava levar os atletas e Ricardo Gomes ao Morumbi. Mas a diretoria resolveu manter para a Barra Funda. Foi um caos. Com direito a ameças de morte e agressões a Wesley, Michel Bastos e Carlinhos. Enquanto a invasão acontecia, Leco estava em Cotia, inaugurando um busto de Juvenal Juvêncio. Há entrevistas de Leco negando e admitindo ter relações com as principais organizadas do São Paulo. Inclusive ajudando financeiramente os torcedores. O dirigente se contradiz sem o menor constrangimento. Nesta semana, o Conselho Deliberativo arquivou o caso Jack. Um dos maiores escândalos envolvendo o clube. Um empresário receberia R$ 18 milhões de comissão por levar a Under Armour como nova fornecedora de material esportivo do clube. Tudo aconteceu sob a presidência de Carlos Miguel Aidar. Aidar foi pressionado pelo valor absurdamente alto que o São Paulo não receberia. De repente, o intermediário, resolveu abrir mão do dinheiro. Algo nunca explicado. Mas o Comitê de Ética resolveu esquecer a questão e tudo foi arquivado. O incrível escândalo foi abafado oficialmente. Leco havia prometido ao assumir a presidência que o clube resolveria seus problemas internamente. Não ficaria mais exposto. O "caso Jack" é uma prova real de que não estava mentindo. Gustavo foi demitido ontem. Para não ficar mal para a opinião pública, há agora a divulgação da saída "em comum acordo". Leco está sendo pressionado, forçado a buscar Marco Aurélio Cunha. Transformar seu inimigo em diretor-executivo, gerente de futebol. Nomenclaturas para esconder sua função. Escudo dos jogadores, da diretoria. Como fazia no início do século. Marco Aurélio tem muita penetração nos veículos de comunicação. Esperto, sabe como tirar o foco de crises. É muito mais comunicativo que Gustavo. O vice José Alexandre Medicis da Silveira é desconhecido da imprensa e dos torcedores. Assim como o diretor de futebol, José Jacobson Neto. Leco tentou utilizar o bilionário diretor de marketing, Vinícius Pinotti, para desviar o foco. Fez com que o dono de Centurión anunciasse que espera que a camisa do clube traga R$ 35 milhões,em 2017. Foi um furo n"água. Ninguém está interessado em promessas financeiras, com o time seriamente ameaçado pelo rebaixamento. Michel Bastos está deprimido. Não quer ficar mais no São Paulo. Foi afastado ontem do jogo por não ter condições psicológicas de enfrentar o Palmeiras. O auxiliar Pintado garantiu ontem que não atuou por estar mal tecnicamente. E o expôs outra vez aos torcedores. "Foi uma decisão técnica. O Michel está com dificuldade de encontrar o ritmo. Num momento como este, temos de seguir com os guerreiros, não podemos usar aquele que não tem condições. Quem está em campo tem de lutar." Palavras que são puro veneno para quem acaba de ser agredido por vândalos. Exatamente por não vibrar em campo, não lutar pelo time. Há até a possibilidade de um acordo e o contrato do jogador ser rescindido.

Ricardo Gomes, que já sofreu dois AVCs, e que estava comandando o Botafogo na zona do rebaixamento, está absolutamente pressionado. Terá o Figueirense, em alta, no domingo, no Morumbi, às 11 horas. Tem a obrigação de fazer o time ganhar. Depois enfrentará Cruzeiro, também no Morumbi, Atlético Paranaense, em Curitiba, Vitória, em Salvador, e Flamengo, no Morumbi. Esses próximos cinco jogos serão fundamentais para o futuro do São Paulo no Brasileiro. Leco considera considera esse período de alto risco. O medo é a equipe mergulhar na zona de rebaixamento. A pressão seria terrível. Os jogos, dramáticos. Em 2013, quando o São Paulo esteve ameaçado pelo rebaixamento, Muricy foi contratado. Sua chegada trouxe otimismo e a situação foi resolvida. Atualmente não há no mercado ninguém parecido. Por isso, Leco está disposto a esquecer velhos ressentimentos. E trazer Marco Aurélio Cunha para o lugar do demitido Gustavo. A última vez que os dois se encontraram foi no enterro de Juvenal. Não se fala outra coisa no Morumbi, desde ontem à noite.

Alguns conselheiros sugeriram o ex-jogador Edmílson como opção. Poderia também chamar a atenção da imprensa e dos torcedores. Sem ter de ceder ao inimigo Marco Aurélio Cunha. Leco, no entanto, segue sendo fiel ao seu estilo. Completamente indeciso, já ouviu mais de dez conselheiros de confiança. Até o meio-dia, ainda não havia ligado para Marco Aurélio. Nem para Edmílson.

O tempo vai sendo desperdiçado.

Característica marcante no Morumbi.

Desde que Leco assumiu a presidência do São Paulo...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Não deu na técnica. O Palmeiras apelou para a altura de Mina, impedido, e Vitor Hugo. Duas bolas paradas, duas cabeçadas. Vitória por 2 a 1. São Paulo mergulha na crise...

Não deu na técnica. O Palmeiras apelou para a altura de Mina, impedido, e Vitor Hugo. Duas bolas paradas, duas cabeçadas. Vitória por 2 a 1. São Paulo mergulha na crise...




O Palmeiras montou um esquema cinematográfico para trazer Gabriel Jesus. Paulo Nobre cedeu seu jatinho particular para trazer o mais talentoso jogador do clube, que estava na Seleção, em Manaus. Mas não foi o talento, mas a força física, a altura de sua dupla de zagueiros que decidiu o emocionante clássico contra o São Paulo. O líder perdia por 1 a 0, gol de Chávez. Quando 1m95 de Yerry Mina e 1m89 de Vitor Hugo desequilibraram. Duas bolas paradas, duas cabeçadas. 2 a 1. Mina estava impedido no primeiro gol. A bandeira Nadine Schramm Camara Bastos não marcou a posição avançada. E sabotou a arbitragem de Sandro Meira Ricci. Embora milimétrico o impedimento, o gol de empate foi ilegal. Mudou o destino, o resultado da partida. Da luta pelo título do Brasileiro. O Palmeiras está ainda mais líder, com 46 pontos. O São Paulo, segue mergulhado na crise. Agora apenas dois pontos o separam da zona do rebaixamento. O diretor de futebol, Gustavo Vieira, filho de Sócrates, foi demitido. Michel Bastos está deprimido e sem condições psicológicas de jogar depois da invasão dos torcedores. Tem muito medo. A situação está saindo do controle no Morumbi. Conselheiros estão tentando forçar Leco a aceitar Marco Aurélio Cunha como o responsável pelo futebol. A relação dos dois é péssima. Mas há a possibilidade de que ambos se aceitem. Para tentar exorcizar a ameaça de rebaixamento para a Segunda Divisão. "Nossa equipe jogou muito bem. Jogamos contra o líder do campeonato. Fizemos 1 a 0, tivemos chance de fazer um ou dois gols no contra-ataque. Mas, infelizmente, na bola parada, eles foram felizes e fizeram dois gols. A equipe estava bem centrada, os gols acabaram complicando nossa equipe. Não tem crise, momento emocional", tentava disfarçar, o óbvio, Maicon. "Nosso time lutou, foi guerreiro, correu muito. Procurou sempre o gol. Temos uma bola parada muito boa. Fomos felizes. Aconteceu exatamente como treinamos. Essa vitória foi importantíssima na nossa briga pelo título", comemorava, Dudu. A partida foi eletrizante. Os 39.944 palmeirenses que lotaram a arena esperavam um jogo fácil. Uma vitória tranquila do líder atuando em casa contra uma equipe decadente no Brasileiro. Namorando com a zona de rebaixamento. E que deveria estar muito abalada depois da selvagem invasão de vândalos ao seu centro de treinamento. Só que o clássico não foi assim. Muito pelo contrário. O time de Ricardo Gomes surpreendeu. Se desdobrou em campo. Teve atitude. Mesmo contra um adversário superior e com toda torcida a favor, o São Paulo conseguiu equilibrar o jogo. Ricardo foi muito inteligente. Apelou para o 4-5-1, com três volantes. Embolou as intermediárias. Dificultou a troca de bola em velocidade do rival. E ainda fechou as laterais. O plano era deixar a posse de bola com os palmeirenses, mas longe do gol de Denis. Cuca partiu para a pressão desde o primeiro minuto de jogo. A postura da sua equipe era francamente ofensiva. Cauteloso, o treinador fez questão de guardar Gabriel Jesus para o segundo tempo. Começou a partida com o argentino Allione. Mas deixou engatilhada a substituição na etapa final. Iniciou o jogo buscando a vitória, em um clássico 4-4-2. Incrível a dedicação, a tentativa de superação do São Paulo. Cada dividida, cada centímetro eram disputados com gana, raça, coração. O Palmeiras era mais técnico, mais racional. Ditava o ritmo de jogo, só que não conseguia se infiltrar na área são paulina. A marcação era muito bem feita. As linhas se mostravam apertadas. Cuca disfarça, mas o Palmeiras segue ainda com seu crônico problema de falta de meias talentosos. Chega a ser irritante um elenco tão vasto e sem articuladores efetivos. Moisés e Allione deixavam a desejar. Se perdiam diante do superlotado meio de campo são paulino. Dudu, que tinha mais iniciativa, buscava a bola na intermediária. Era o palmeirense mais lúcido.



Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Neymar, o craque mudo. Resolve castigar a imprensa brasileira com seu silêncio. Como a amargurada Greta Garbo. Perfeito. Se continuar a honrar a camisa da Seleção Brasileira, que siga assim...

Neymar, o craque mudo. Resolve castigar a imprensa brasileira com seu silêncio. Como a amargurada Greta Garbo. Perfeito. Se continuar a honrar a camisa da Seleção Brasileira, que siga assim...




Agachado entre todos os jogadores convocados por Tite. Braços abertos. No centro de todos. Sorriso provocador. Legenda da foto. "Objetivo alcançado! Parabéns, rapaziada." Mochila nas costas, boné na cabeça. A foto no Instagram, nesta madrugada, resume tudo o que Neymar queria declarar após as vitórias do Brasil contra o Equador e Bolívia. O melhor jogador do Brasil escolheu o caminho do silêncio. Nada de falar com os jornalistas brasileiros que tanto o criticaram no início da Olimpíada. E também os que lembraram seu ataque em pleno Maracanã, após a conquista da medalha de ouro. Quando, ao dar a volta olímpica, foi em direção de dois torcedores que o cobraram durante a partida contra a Alemanha. Ele os xingou de todos os palavrões possíveis. E não satisfeito, derrubou com um tapa o copo de cerveja que um tomava. Neymar estava protegido por seguranças. E com a faixa 100% Jesus Cristo na testa. Depois declarou para as câmeras da TV Globo a frase "Vocês vão ter de me engolir." Não se referia à população do país. Mas à imprensa nacional.

A sua birra começou ao ser criticado pela expulsão contra os colombianos na Copa América do Chile. Após o jogo ter terminado. Mesmo capitão do time, preferiu abandonar a Seleção e foi farrear. Pegou quatro partidas de suspensão. Depois, na Copa América Centenário, foi poupado. Mas fez questão de aparecer com Justin Bieber e Jamie Foxx nas tribunas. Quando o time de Dunga teve a patética eliminação, Neymar, seguia suas farras nos Estados Unidos. Não foi apoiar pessoalmente a equipe e nem o treinador que o idolatrava. Não. Preferiu atacar a imprensa no seu Instagram. "Ninguém sabe o que vocês sofrem pra estar aí e defender a seleção, vestir essa camisa é um orgulho e vocês fazer isso com AMOR.. Agora, vai aparecer um monte de babaca pra falar merda, foda se .. Faz parte, futebol é isso !!! SOU BRASILEIRO E TO FECHADO COM VOCÊS." Veio a Olimpíada e mais clima ruim. Ele detestou ouvir de jornalistas não ter comprometimento algum com a Seleção. Não a ponto de ser capitão da Seleção. Se calou depois do empate vexatório contra o Iraque por 0 a 0. Piorou quando viu torcedores com a camisa 10 do Brasil. Com seu nome riscado. E escrito Marta, à mão. Ficou muito ofendido, magoado.

Só falou quando ganhou a medalha de ouro. E o que quis, não levou em consideração as perguntas. Abandonou a faixa de capitão da Seleção. Antes de seu primeiro jogo como treinador do Brasil, Tite foi avisado. Neymar não queria mais. Dispensava essa honraria. Não queria as cobranças que a faixa trazia. Como explicar derrotas, maus resultados, cartões, expulsões, discussões suas com adversários e juízes. Quando tudo dava certo, Neymar gostava de falar. Foi assim que se acostumou. Desde a partida da Alemanha, Neymar se calou. Foi assim antes, durante e depois dos jogos contra Equador e Colômbia. Nenhuma entrevista, declaração. Só foi duplado depois do gol da vitória ontem em Manaus. Apontou para o gramado, encarou os torcedores e disse "Eu estou aqui". O mesmo que havia feito no Maracanã, quando marcou gol de falta contra a Alemanha, na decisão da medalha de ouro.

Gesto que foi consagrado por Cristiano Ronaldo, a quem idolatra. E imita. Nos gestos, na exposição e até nas sobrancelhas feitas. O gol além de garantir tranquilidade para o Brasil nas Eliminatórias, o igualou a Zico. Aos 24 anos, o jogador do Barcelona atingiu a marca de 48 gols pela Seleção, ao lado do maior ídolo do Flamengo. Já é o quarto maior artilheiro da história do selecionado. Caça o primeiro, Pelé, que fez 77. Ronaldo fez 62. Romário, 55. O jogador poderia falar aos milhões de fãs sobre esta marca. Ou dar a sua versão para o renascimento da Seleção sob o comando de Tite. Explicar o sucesso do time. Mas prefere nesta hora de alegria, mostrar seu rancor com quem ousou criticá-lo, questioná-lo. Publicar seus problemas com os Fiscos brasileiros e espanhóis. A decepção dos dirigentes santistas com ele. As farras que viram a noite, nas folgas com a Seleção. "Em campo, Neymar está cada vez mais genial. Mas fora, pegou o que é pior de Messi, Cristiano Ronaldo. Ele mostra muito rancor com a imprensa brasileira. Ele vai no mesmo caminho do argentino e do português. "Os dois são questionados na Espanha. E gostariam de ter refúgio nos jornalistas argentinos e portugueses. Queriam que se comportassem como fãs. Confundem as coisas. E quando também os criticam, se sentem traídos. Neymar está no mesmo caminho. "Isso não leva a nada. A não ser um distanciamento dos torcedores. Esses grandes jogadores pensam que estão atingindo os jornalistas. Acreditam que suas palavras são ouro. Mas todos os dias os portais publicam matérias, os jornais vão para as bancas, os programas de televisão e de rádio estão no ar. "Quem perde de verdade com esse comportamento de Greta Garbo são eles mesmos. Desperdiçam momentos importantes de alegria. Como a medalha de ouro que o Neymar ganhou. Ele não repartiu com os brasileiros. Mandou os jornalistas o engolirem. Em vez de falar como líder de uma conquista histórica. Suas palavras ficariam para sempre aos torcedores. O que ficou? "Vocês vão ter de me engolir?"

O desabafo é de um jornalista europeu que acompanhava a Olimpíada. Trabalha em um grande veículo. E que pediu para suas declarações serem mantidas "em off", para não se queimar de vez com Messi, Cristiano e Neymar. Neymar está absolutamente certo. Fazendo o que deseja. Nem a CBF ou Tite têm como obrigá-lo a dar entrevista. A tradição obriga o capitão da Seleção a se posicionar. Como ele abandonou a tarja, perfeito. Miranda, Daniel Alves, Renato Augusto, Paulinho que falem. O melhor jogador deste país, um dos mais talentosos do mundo que se manifeste em campo. E isso Neymar tem feito com consciência, talento. Se submeteu taticamente ao esquema vitorioso e moderno de Tite. Foi fundamental nas vitórias contra Equador e Colômbia. Na última temporada, no Barcelona, Messi deu uma entrevista coletiva. Assim como Cristiano Ronaldo. Aliás, o argentino tem um trato com os jornais. Um dia no ano, ele posa para fotos. Faz poses vitoriosas, pensativo. Segura taças, bolas. Sorri. E as fotografias são usadas durante o ano, de acordo com a conveniência dos periódicos. Nada de entrevistas exclusivas. Eles que se virem com as fotos. Neymar está seguindo este exemplo. Até mesmo a sua grande parceira, a TV Globo, está com dificuldades em entrevistá-lo. O desprezo tem sido democrático com jornalistas esportivos. A emissora pensa em apelar para apresentadores como Luciano Huck e Faustão, com quem ele se dá bem, nas próximas tentativas de exclusivas. Amenas, sem questionamentos profundos, algo para agradar seu ego.
Greta Garbo é a maior atriz sueca de todos os tempos. Uma lenda da sétima arte.

A grande musa do cinema mudo.

Morreu aos 85 anos.

Deu exatamente 14 entrevistas durante toda a sua vida.

Ela parou de falar com jornalistas em 1941.

Não admitiu ser criticada no filme Duas Vezes Meu.

Não levou em consideração o quanto foi elogiada no passado.

E quantos fãs sonhavam em ouvir uma palavra sua.

Não se importou.

Queria punir a imprensa que atreveu a criticá-la.

Se tornou uma reclusa.

Morreu em 1990, amargurada, calada.

Os jornalistas que Greta desprezou, escreveram seu epitáfio...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

A confiança está de volta

A confiança está de volta



Olá galera. Há menos de um mês o Brasil era sexto colocado nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, fora da zona de classificação, e ainda não tinha conquistado a medalha de ouro, em Olimpíadas. Em tão pouco tempo, tudo mudou. Finalmente nos tornamos campeões olímpicos no futebol e já estamos na vice-liderança, na corrida para o Mundial da Rússia. Os últimos resultados da Seleção Brasileira foram excelentes, mas nem sempre eles refletem a realidade. No caso do Brasil, na conquista do ouro na Rio 2016, e na reação nas Eliminatórias, sim. Nos Jogos Olímpicos não começamos bem, mas os jogadores absorveram as críticas de forma positiva e arrancaram para o título. Tite então assumiu o time principal e em duas partidas pulamos da sexta para a segunda posição. Além da boa colocação na tabela, vimos a equipe jogando muito bem. Com posse de bola inteligente, troca rápida de passes e marcação forte sobre o adversário, a Seleção Brasileira retomou a confiança em campo e devolveu a alegria ao torcedor. Depois de superar o Equador na altitude de Quito por três a zero, ontem foi a vez de derrotar a Colômbia de James Rodríguez. A partida não foi simples, mas o Brasil impôs seu jogo e saiu com uma merecida vitória por dois a um, gols de Miranda, Marquinhos (contra), e Neymar. Os próximos compromissos serão contra Bolívia e Venezuela. Com todo respeito, acho que vem liderança por aí. beijim Mylena

Fonte: Esportes R7
Autor: mciribelli

Foi um sufoco. Mas o Brasil de Tite conseguiu sua segunda vitória seguida. A Seleção saltou de sexto para segundo lugar nas Eliminatórias. Neymar decidiu em Manaus...

Foi um sufoco. Mas o Brasil de Tite conseguiu sua segunda vitória seguida. A Seleção saltou de sexto para segundo lugar nas Eliminatórias. Neymar decidiu em Manaus...




O Brasil de Tite passou pelo seu segundo e mais difícil teste. Venceu a Colômbia por 2 a 1, em Manaus. Foi uma partida sofrida, equilibrada, tensa. Pela primeira vez nas Eliminatórias, a Seleção venceu dois jogos em seguida. Os seis pontos tiraram o Brasil da sexta colocação e o fez alcançar a segunda colocação nas Eliminatórias. Neymar decidiu a partida com um belo gol aos 28 minutos, com um chute cruzado, indefensável para o ótimo Ospina. "Eu estou aqui", comemorava o camisa 10 da Seleção. Ele mostrou que a melhor vingança contra os pontapés colombianos era jogar bem, decidir a partida a favor do Brasil. Foi o que fez. Controlou seus nervos. Seu ego. O que foi fundamental para a vitória da Seleção. Embora atuasse "em casa", o time de Tite teve de se desdobrar para conseguir vencer. A começar pela estúpida escolha do local da partida. Manaus tem exatamente as mesmas características de Barranquilla, cidade onde a Colômbia manda seus jogos nas Eliminatórias. A escolha do ex-coordenador de Seleções e do ex-técnico Dunga, com o aval de Marco Polo del Nero, foi caótica. A umidade relativa do ar estava em assustadores 83% durante o jogo. O que provocou um desgaste absolutamente desnecessário. E que prejudicava o time interessado em vencer. Não empatar. Mas Tite conseguiu igualar Telê Santana que, em 1981, foi o último treinador a ganhar seus dois primeiros jogos, dirigindo o Brasil em uma eliminatória para a Copa do Mundo. A vitória foi dificultada por vários motivos. O primeiro deles, o óbvio. A qualidade do time colombiano, um dos times que seguem firmes para o Mundial da Rússia. O segundo, o fim do fator surpresa. O inteligente José Peckerman sabia que teria um adversário atuando de maneira moderna, forte, vibrante. Explorando o potencial do esquema o 4-1-4-1. Isso já era enorme diferencial em relação à festa que foi em Quito, com direito a 3 a 0. Tite aproveitou ao máximo os três dias que teve para treinar para o confronto de hoje. Repetiria a equipe. Esperto,ele inovou. Pediu e a administração do estádio de Manaus permitiu que a Seleção treinasse todos os dias no gramado onde seria disputada a partida. Os atletas ficaram com referências importantes em relação ao campo de jogo. O treinador sabia que Peckerman não daria espaços. Faria a Colômbia embolar as intermediárias e contragolpear pelos lados de campo. Velha estratégia para derrotar equipes que insistem no 4-1-4-1. Só que os treinamentos de Tite atrapalharam literalmente Peckerman. Logo a um minuto e 19 segundos, Neymar cobrou escanteio. E Miranda se antecipou, cabeceando certeiro, confiante. Brasil 1 a 0.

O gol mudou com toda a dinâmica do jogo. A Seleção ficou confiante. Ficou com a falsa impressão que a Colômbia repetiria a ingênua postura do Equador. E na vontade de empatar, acabaria desguarnecida. Nada disso. A Colômbia seguiu seu plano de jogo. Marcar forte, mesmo perdendo, e só tentar os contragolpes em velocidade. Um esquema simples, que seu bom time conseguiu usa muito bem fora de Barranquilla. O Brasil seguia com o mesmo esquema. Mas com atletas tendo rendimento abaixo da partida contra equatorianos. Gabriel Jesus esteve muito bem marcado. Se limitando a exercer o pivô do que buscar finalizações. Paulinho irritadiço e improdutivo. Willian, burocrático. Neymar esteve no primeiro tempo nervoso. Discutindo, tenso. Atuar contra colombianos não traz boas lembranças. O jogador foi tirado da Copa do Mundo no Brasil, depois de uma covarde agressão de Zuñiga. Daniel Alves vigiado, Marcelo conseguia fazer ótimas tabelas com Neymar pela esquerda. No primeiro tempo, o Brasil criou chances para matar o jogo. Ospina fez grandes defesas em chutes de Renato Augusto e Neymar. Mas o goleiro colombiano estava excelente noite. Só que a situação ficaria pior. Além de Seleção não conseguir ampliar, a Colômbia empatou. Na primeira oportunidade do jogo. James Rodrigues cobrou falta da lateral direita. Marquinhos desviou e mandou a bola para o fundo do gol de Alisson. 1 a 1, aos 35 minutos. O Brasil de Tite passava pelo primeiro grande teste. Sofrer o primeiro gol, via a vitória virar empate. E diante dos colombianos, especialistas em contragolpe. Os jogadores brasileiros perderam confiança ao cederem a igualdade. Para piorar as coisas, no último lance da primeira etapa, Neymar deu um pontapé desnecessário em Óscar Murillo. E tomou o cartão amarelo do instável árbitro Patricio Lousteau. O segundo tempo começou com a Colômbia dando as cartas. Péckerman percebeu o bom momento e adiantou sua marcação. E os colombianos conseguiram acuar a Seleção Brasileira. E obrigar a zaga e Alisson a participar do jogo. Tite percebia que o jogo não fluía. Paulinho estava muito adiantado. Não era homem de surpresa, como deveria ser. Atuava ao lado de Gabriel Jesus. Parecia que o Brasil tinha dois centroavantes. As laterais estavam bem travadas pelos colombianos. A estratégia estava sendo utilizada ao máximo. Era chegada a hora de o talento decidir. E foi o que aconteceu. Philippe Coutinho entrou outra vez muito bem no jogo. Assim como em Quito. O meia atacante do Liverpool conseguiu descobrir Neymar livre, depois de uma grande disputa na intermediária. O passe foi perfeito para o pé esquerdo. E foi assim que saiu o chute forte, cruzado, sem defesa para Ospina. 2 a 1, Brasil, aos 28 minutos. Neymar comemorou com muita raiva. Falou vários palavrões até acabar com a frase: "Eu estou aqui, p..."

Com o Brasil vencendo a partida, Tite reforçou a marcação. Mas é preciso destacar novamente a excepcional partida de Casemiro. Foi a grande muralha de Marquinhos e Miranda. O sistema de marcação brasileiro funcionou. Esta é uma especialidade de Tite. E a Seleção, sofrendo, conseguiu segurar a importantíssima vitória. Tite saiu entusiasmado. Nunca irá confessar, nem torturado. Mas ele ficaria satisfeito. Bastaria que o Brasil somasse quatro pontos nos dois jogos. Contra Equador e Colômbia. Seis conquistados foi algo mais do que especial. "O grupo todo de trabalho se mobilizou. Fui convencido de uma ideia e em um curto espaço de tempo tentar implantar. Tiveram algumas falhas, mas foram consistentes. Saímos de um jogo onde estávamos perto do segundo gol e sofremos o empate. E soubemos reagir", comemorava Tite, feliz. A Seleção deixou o gramado da arena de Manaus ouvindo um refrão simples, direto. Mas que conseguiu arrancar um sorriso enorme de Tite. "O campeão voltou. O campeão voltou..."


Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Cássico cheio de estrelas e tensão!

Cássico cheio de estrelas e tensão!



Olá galera. O futebol é um esporte emocionante e um dos motivos são os clássicos. Aqui no Brasil temos alguns especiais como Fla x Flu, Corinthians x Palmeiras, Grêmio x Internacional, Atlético Mineiro x Cruzeiro, Atlético Paranaense x Coritiba, Bahia x Vitória, Ceará x Fortaleza, entre muitos outros. Na Europa não é diferente, e lá também tem jogos com bastante rivalidade. Na Espanha, o país praticamente para pra ver os duelos entre Barcelona e Real Madrid. Na Itália, Juventus x Internazionale costuma ser o clássico mais tenso. No futebol inglês, teremos uma partida no próximo sábado que promete ser tensa. Manchester United e Manchester City vão se enfrentar e no banco de cada equipe, um treinador com bagagem de sobra. Será o reencontro entre Guardiola (técnico do City) e Mourinho (técnico do United), que já foram adversários na época em que trabalharam no Barcelona e Real Madrid, respectivamente. A partida será no Old Trafford, casa do Manchester United. Existe grande preocupação porque em maio houve um exercício de evacuação do estádio e o teste não foi bem sucedido. Até o momento foram disputada apenas três rodadas no campeonato. Com nove pontos, as duas equipes dividem a liderança com o Chelsea, que visitará o Swansea, no domingo. Além dos dois treinadores, em campo grandes jogadores como Aguero, Yaya Touré, De Bruyne, Ibrahimovic, Pogba e Rooney. Tomara que seja um grande jogo, com muitos gols, e principalmente, sem violência. Dentro e fora de campo. beijim Mylena

Fonte: Esportes R7
Autor: mciribelli

Exclusivo. Palmeiras não aceita perder Cuca para a China. E articula projeto, digno do futebol europeu, para mantê-lo por pelo menos mais dois anos. Paulo Nobre não quer outro treinador em 2017, ano que o clube terá como prioridade ganhar a Libertadores...

Exclusivo. Palmeiras não aceita perder Cuca para a China. E articula projeto, digno do futebol europeu, para mantê-lo por pelo menos mais dois anos. Paulo Nobre não quer outro treinador em 2017, ano que o clube terá como prioridade ganhar a Libertadores...




Se foi sua intenção, se mostrou um gênio da autopromoção. Mas mesmo se não foi, Cuca não esperava uma reação tão intensa à perspectiva que troque o Palmeiras pela China em 2017. Paulo Nobre e seu candidato e favoritíssimo à sucessão, Mauricio Galiotte, exigem sua presença no clube no próximo ano. Para concorrer com uma oferta milionária chinesa, Cuca recebia R$ 1,5 milhão no Shandong Luneng em 2014 e no ano passado, a aposta é oferecer dois anos de contrato. Não equiparar esse dinheiro. Mas bancar grande aumento nos R$ 400 mil que recebe a cada 30 dias. Bônus ainda mais altos do que os R$ 250 mil que recebe a cada conquista. E multa pesadíssima em caso de demissão. Além da parte financeira, se aceitar, terá o domínio total do futebol do clube. Inclusive na base. Fora a certeza de um elenco ainda mais forte. Com o objetivo declarado de vencer a Libertadores da América, depois de 18 anos. Vencer sem dar chance aos concorrentes. Seguir usando a arena como moderno caldeirão. E brigar pelo Mundial. Parar de ter de recorrer a 1951. Será apresentado a Cuca um projeto digno de Europa. Com a possibilidade até de permanência, em caso de uma eventual reeleição de Galiotte. Aí, em vez de dois, seriam mais quatro anos de trabalho altamente remunerado. Oferecem a segurança que os emergentes chineses não podem. O técnico já foi demitido no meio do trabalho no Shandong Luneng e sentiu na pele a falta de paciência dos orientais. Não há a vontade dos dirigentes em buscar outro treinador no Brasil ou no Exterior. O trabalho de Alexi Stival é considerado o melhor disparado entre os que trabalharam no clube nos últimos anos. Como o blog antecipou, Paulo Nobre seguirá na diretoria, caso Galiotte seja eleito. Dando suporte financeiro. Segurando a Crefisa de seu amigo particular José Roberto Lamacchia. E buscando novos parceiros dispostos a investir no clube, graças à sua bilionária influência.

Nobre e Galiotte, primeiro vice palmeirense, são amigos e discutem há tempos as questões do futebol. E os dois sabem que, para Cuca ficar, além de dinheiro, planejamento, o executivo de futebol, Alexandre Mattos, tem um peso decisivo nesta questão. Ambos sabem que seu contrato também termina em dezembro. E já há a sombra sobre ele. Zezé Perrella. O senador já assumiu a decisão de concorrer à presidência do Cruzeiro. Se for ele eleito, o nome de Mattos o interessa. Foi o executivo quem montou o time bicampeão brasileiro de 2013 e 2014. Nobre e Galiotte querem a renovação de Alexandre Mattos. Manter o trabalho que está dando certo no futebol. Até por um motivo muito simples, os resultados. Os jogadores estão perfeitamente adaptados a Cuca e Mattos. Tanto que ficaram chocados ao saber que Cuca deixou escapar que pretende voltar para a China no próximo ano. Foi uma comoção no elenco. O técnico foi obrigado a falar repetidas vezes que não está ainda nada certo. E é o que deverá falar para os jornalistas na próxima coletiva. Representantes importantes da ala que sustenta Paulo Nobre no clube, comandada por Mustafá Contursi, conversaram com o presidente. E deixaram bem claro acreditar ser ingenuidade não deixar um acordo feito com Cuca após as eleições, que deverão ocorrer em dezembro. Nobre afirmou no aniversário do clube que não seria ético falar antes, já que seu mandato termina este ano. Só que é hipocrisia não assumir com a praticamente garantida eleição de Galiotte. Conselheiros repetem que este discurso ético seria uma "bobagem" e só espantaria Cuca. O deixaria livre para procurar outro lugar para trabalhar. Daí, ter surgido a China. Nobre e Galiotte já se convenceram que seria um enorme vexame, em caso de o Palmeiras ser campeão brasileiro, perder o comandante do trabalho, para um centro menos desenvolvido como o chinês, apenas por dinheiro. Por isso articulam o projeto de dois anos ao técnico.

Presidente e primeiro vice precisam que as coisas corram bem no futebol no próximo ano. Porque ambos vão trabalhar pela mudança do estatuto palmeirense. Em vez de dois anos, a ala conservadora defende três anos para quem se tornar presidente, a partir da eleição de 2018. Para tudo continuar dando certo, Nobre precisa da permanência de Cuca. O treinador já percebeu a vontade do clube de mantê-lo. Mas ainda não recebeu a proposta. Para encorajar ainda mais o atual presidente, membros da oposição têm se mostrado desanimados, certos de que é "impossível" enfrentar o poderio econômico de Nobre. E a boa campanha do time no Brasileiro também é um "veneno" para quem defende a mudança de comando em qualquer clube. Ainda mais no Palmeiras.

A lógica mostra: Galiotte será eleito. Mesmo se surgir uma chapa alternativa. Genaro Marino já recebe sondagens. Mas o segundo vice sabe que não há como brigar com Nobre. A declaração de Cuca sobre a China teve efeitos colaterais. Acelerou decisões eleitorais. O treinador terá um projeto racional e inédito à disposição. Escolherá entre o dinheiro imediato dos chineses. Ou o projeto muito mais profundo no time paulista. O futuro estará nas suas mãos...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Embolado, como costuma ser!

Embolado, como costuma ser!



Olá galera. Neste fim de semana foram disputadas as duas partidas atrasadas do Campeonato Brasileiro, por causa das Olimpíadas. Fluminense e Botafogo tiveram que adiar jogos na Cidade Maravilhosa, no período da Rio 2016. Agora todos os clubes atuaram por vinte e duas rodadas, e a classificação do Brasileirão está embolada, como costuma ser. No sábado, o Fluminense derrotou o Figueirense em jogo bastante emocionante. Depois de abrir dois a zero no placar, o Tricolor das Laranjeiras permitiu o empate. Mas deu tempo de Magno Alves entrar e garantir o triunfo do Flu. O Botafogo venceu o Grêmio ontem por dois a um, com menos dificuldade. Destaque para o golaço de Camilo, de bicicleta. O Palmeiras segue líder, mas já não tem a mesma tranquilidade de antes. Como trunfo, terá Gabriel Jesus até o fim do Brasileirão. Flamengo e Atlético Mineiro estão logo atrás e são as equipes que têm demonstrado mais força pra brigar com o Verdão. Mas nessa disputa não dá pra descartar Corinthians, Santos e Grêmio. Por um lugar no G-4, além dos seis primeiros colocados, Ponte Preta, Fluminense e Atlético Paranaense, estão nessa briga. Há outros times que ainda podem crescer e aparecer nesse grupo. Mas no momento, Chapecoense, Botafogo, São Paulo, Cruzeiro e Sport, precisam pensar primeiro em se afastar da zona de rebaixamento. Da fuga da Série B, o América Mineiro dificilmente conseguirá escapar, mas ainda dá tempo. O Santa Cruz também tem situação bastante preocupante. Figueirense, Internacional, Coritiba e Vitória, estão no sufoco e precisam reagir o quanto antes. Como em quase todos os anos, o Brasileirão segue extremamente equilibrado e com muita água pra rolar. beijim Mylena

Fonte: Esportes R7
Autor: mciribelli

O principal medo de Tite contra a Colômbia. O temor não está no talento reconhecido do time de José Péckerman. Mas na reação de Neymar. Seu ego não pode sabotar a Seleção...

O principal medo de Tite contra a Colômbia. O temor não está no talento reconhecido do time de José Péckerman. Mas na reação de Neymar. Seu ego não pode sabotar a Seleção...




A depressiva irritação se tornou incrível euforia. Em Manaus, a Seleção Brasileira vive o lado bom da bipolaridade dos jornalista, da torcida. Bastaram a conquista da medalha de ouro olímpica e a convincente vitória diante do Equador, em Quito, por 3 a 0. Torcedores amazonenses lembram a cidade suíça Weggis, de triste memória, invadindo o gramado para abraçar Neymar. O atacante resolve fazer um vídeo dançando com seus companheiros, como se fossem adolescentes, Tite cumpre a sua obrigação. E se preocupa. Muito. E não só com o talento reconhecido dos colombianos. A partida contra o time do argentino José Pékerman traz um componente sério, grave e que todos comentam aos sussurros. O medo de como o principal jogador brasileiro irá se comportar diante da emergente seleção sul-americana. Para contextualizar a situação é preciso entender o outro lado. Para a imprensa e jogadores colombianos, Neymar não é e nunca foi uma vítima. Está mais para vilão. Por isso não há o menor ressentimento, pena, constrangimento quando ele recebe pontapés, entradas duras. No país do genial Gabriel García Marquez não há espaço para pena do camisa 10 do Brasil. Na famosa partida na Copa do Mundo de 2014, Zuñiga acertou uma desleal joelhada na costas do brasileiro. A entrada desleal fraturou a terceira vértebra de Neymar, que não pôde seguir no Mundial. A atitude é considerada uma agressão traiçoeira mesmo na Colômbia. Mas, ao contrário do drama que se fez no Brasil, há uma explicação que a torna compreensível.

O Brasil vencia a partida por 2 a 1 e Neymar fazia tudo para o tempo passar. Passava o pé em cima da bola, provocava os colombianos, queria sofrer falta. Especialmente Zuñiga, seu marcador. O xingou várias vezes, o queria tirar da partida, por expulsão. Até que conseguiu perturbar o jogador a ponto da entrada covarde por trás. Ninguém em Bogotá aplaudiu Zuñiga, mas ele foi compreendido. No reencontro, na partida pela Copa América do Chile, os colombianos fizeram um rodízio de pontapés em Neymar. Principalmente Zuñiga. O brasileiro estava completamente sem controle psicológico. Começou a revidar, provocar, xingar. Se esqueceu de jogar. Calado, Dunga assistiu aos chiliques de seu principal jogador. Com direito a chutar a bola em Armero, após a partida acabada. Provocou um conflito generalizado. Neymar conseguiu ser expulso após o jogo terminado. Não satisfeito, ainda foi xingar o árbitro chileno Enrique Osses de filho da p... e dizer que ele queria aparece em cima do brasileiro. Neymar tomou quatro partidas de suspensão. Não atuou mais na Copa América e ainda ficou fora dos dois primeiros jogos da Eliminatória: contra o Chile e Venezuela. Com o vexame, para a opinião pública colombiana ficou provado que a principal estrela brasileira nunca mereceu ser canonizada. Terceiro ato. Times olímpicos do Brasil e Colômbia se enfrentam em Itaquera. Tivesse uma dose a mais de testosterona, o árbitro turco Cuneyt Cakir teria expulsado Neymar e a medalha de ouro poderia nem ter chegado às mãos dos brasileiros. Carlos Restrepo não conseguiu seus jogadores. Eles entraram tensos, apesar de talentosos, acreditavam que venceriam o Brasil intimidando, brigando, provocando o time de Micale. E o alvo preferido foi Neymar. Entradas duras, palavrões, pontapés. Tiraram a sua concentração. A ponto de em uma jogada tosca, a não devolução da bola do time colombiano, Neymar decidiu cobrar a falta de fair play dando pontapé por trás, desleal, em Roa. Qualquer árbitro o teria colocado para fora. Menos o acovardado Cuneyet Cakir.
A proteção injustificada ao brasileiro só o tornou figura ainda mais detestada na Colômbia. Há reverência ao talento. Mas não há a menor simpatia por Neymar. Ele é visto como um jogador provocador, que simula sofrer faltas o tempo todo e é protegido pelos árbitros, por ser estrela do Barcelona. Tite, Edu Gaspar, Silvinho e Cleber Xavier decoraram os três confrontos contra os rivais. E chegaram à conclusão que o time precisará de um Neymar diferente. Tranquilo, ágil e, principalmente, lúcido. Não há a menor dúvida que será provocado, xingado, tomará pontapés. A preocupação é como ele reagirá. E não o treinador da Seleção teve de agir de sua maneira tradicional. A que lhe dá mais confiança, mais resultados. Longa conversa com Neymar. Em Quito, ela aconteceu e o brasileiro percebeu que seria fundamental à Seleção, desde que atuasse como no Barcelona. Sendo mais uma peça importante e não o responsável por todo o esquema. Em Manaus, Tite acredita que mais uma vitória nas Eliminatórias passa pela paz de espírito de Neymar. O quer jogando sério durante os 90 minutos. Driblando verticalmente, em busca do gol. Provocações não serão deixadas de lado pelos colombianos. Eles seguem com Neymar atravessado na garganta. O treinador brasileiro quer que os jogadores mais experientes como Renato Augusto, Daniel Alves e Paulinho mantenha Neymar tranquilo em campo. O protegendo, pressionando a arbitragem em lances mais duros. E, principalmente, o deixando longe das discussões. O volante Pérez demonstra como o futebol colombiano vê o camisa 10 do Brasil. "Todos sabemos que o Neymar, quando se dedica a jogar bola, é um dos melhores do mundo, mas acho que, muitas vezes, ele acaba sendo criticado por querer segurar a partida e os adversários. Nós sabemos que ele faz para mexer um pouco com nosso orgulho e não gostamos disso, gostamos de sair para jogar, apertá-los. Obviamente temos jogadores que vão forte na hora do ataque, e quando o Neymar começa a simular muito, nós continuamos em cima e pode causar confusão." Tite não tem a menor dúvida. Domar Neymar será fundamental para vencer amanhã. O jogador tem se mostrado tranquilo. Colocado no ar vídeo de dança com companheiros. Só que não é garantia de nada. Quando ele está no gramado com colombianos... O resultado é imprevisível. Pode ser até pior do que vê-lo dançando...



Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Edmundo. A primeira grande perda da crise financeira da Band no futebol. O ídolo do Palmeiras e Vasco deixa a emissora paulista que perdeu o Brasileiro, a Champions, a Copa do Brasil, os Mundiais. E acerta ida para Fox Sports...

Edmundo. A primeira grande perda da crise financeira da Band no futebol. O ídolo do Palmeiras e Vasco deixa a emissora paulista que perdeu o Brasileiro, a Champions, a Copa do Brasil, os Mundiais. E acerta ida para Fox Sports...




"Caros amigos, Com aperto no coração, gostaria de comunicar a todos que, depois de seis anos e oitos meses, não farei mais parte do quadro de funcionários da Band. Quero agradecer aos colegas, desde a presidência, que sempre manteve as portas abertas, até o mais simples funcionário pelo companheirismo, carinho, união, e ensinamentos durante todo este tempo. Apesar dos esforços da Band para que renovássemos, as mudanças na programação da emissora deixando de transmitir campeonatos, o momento econômico do país, impossibilitaram que isso ocorresse. Foram anos de muito aprendizado, um privilégio enorme trabalhar em duas Copa do Mundo, duas Eurocopas, uma Olimpíada, campeonatos internacionais, nacionais, estaduais. Participar de centenas de programas da emissora, e ter a oportunidade de aprender o que é estar ""do outro lado"" depois de tantos anos jogando futebol. Hoje entendo o quanto é difícil opinar de acordo com resultados e no calor das emoções. Quero agradecer a cada telespectador que me acompanhou neste período, agradeço os elogios, as críticas, e o carinho que sempre me emocionou. Espero seguir na profissão, onde me sinto feliz, e acredito que posso contribuir positivamente com o esporte que pratiquei e com a sociedade em que estou inserido.

Finalizo, dizendo que, todos sabem o quanto sou emotivo, e, talvez as palavras não sejam suficientes para expressar meu sentimento de gratidão por tudo que vivi. Faltam palavras, sobra sentimento! Obrigado Band! Obrigado telespectadores! Edmundo."

Depois de seis anos e oito meses, Edmundo deixou a Bandeirantes. Esta foi a despedida pública, na sua página no Facebook. O ex-jogador do Palmeiras se dedicou, se aprimorou. Estudou português, frequentou aulas de fonoaudiologia. Conseguiu se impor como um dos melhores comentaristas da emissora paulista. Nos corredores da Band havia a promessa que, após a Olimpíada, uma reformulação nos seus quadros aconteceria. Por problemas financeiros, a emissora acabou com a parceria com a TV Globo para a transmissão do Brasileiro, Copa do Brasil, Champions League e Mundiais da Fifa. Sem jogos ao vivo, a equipe de Esportes diminuirá. Edmundo é a primeira grande perda. Caso raríssimo de ídolo no Rio e São Paulo. Marcou a história do Vasco e do Palmeiras. Ele não ficará fora da tevê. Seu aprimoramento foi acompanhado de perto. E será anunciado como novo reforço da Fox Sports. A negociação começou em junho...




Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

sábado, 3 de setembro de 2016

Cuca conseguiu se controlar por seis meses. Segurou as superstições e religiosidade. Mas revelou ontem, com o time líder do Brasileiro, que vai para a China em 2017. Esqueceu os palavrões de Marcos Rocha. O técnico incendiou o Palmeiras...

Cuca conseguiu se controlar por seis meses. Segurou as superstições e religiosidade. Mas revelou ontem, com o time líder do Brasileiro, que vai para a China em 2017. Esqueceu os palavrões de Marcos Rocha. O técnico incendiou o Palmeiras...




Foram seis meses de tranquilidade. Paulo Nobre, Alexandre Mattos, Mustafá Contursi e toda a ala que comanda o Palmeiras mantinha muita preocupação em relação a Cuca. Todos admitiam que ele é um dos treinadores mais evoluídos taticamente do futebol brasileiro. Talvez o que venha logo atrás de Tite. O treinador estava magoado com a demissão do Shandong Luneng. Mas acumulou R$ 18 milhões por sua passagem pela China. Ganhava R$ 1,5 milhão a cada 30 dias. Teve várias sondagens. E estava disposto a voltar a um lugar que adorou trabalhar. O Fluminense. Mas quando percebeu que a diretoria carioca fazia um leilão às avessas. Quem aceitasse receber menos, entre ele e Levir Culpi, seria o treinador. Cuca abriu mão. E em seguida foi contratado pelo Palmeiras. Voltou ao clube que foi torcedor quando menino e jogador frustrado em 1992, saiu sem ganhar qualquer título. A Parmalat iria começar a investir pesado no ano seguinte. Alexandre Mattos o "vendeu" a Paulo Nobre como o melhor técnico do país. Melhor do que Tite. E pronto para substituir, com vantagem, Marcelo Oliveira, que havia se tornado escravo de um esquema. E não conseguia motivar, cativar os atletas. Nobre foi direto com Cuca. Pagaria R$ 400 mil mensais e mais bônus pela classificação para a Libertadores. Pelo títulos títulos do Paulista, da Copa do Brasil. E um especial, para a prioridade, o Brasileiro. Na Libertadores de 2016, também havia prêmio, mas o próprio Cuca acreditava ser impossível o título. O presidente ofereceu um contrato apenas até dezembro. Nove meses apenas. Era o restante do seu mandato. A partir daí, dependeria de seu sucessor. Como o blog antecipou, ele estava escolhido, será Mauricio Galiotte, primeiro vice e com 99,9% de chances de vencer a eleição. Cuca aceitou. Não se comprometeu com renovação. Queria o direito de escolher o que fosse melhor para ele. Mattos também não pôde dar garantia de nada, porque seu contrato também acabará em dezembro. O único pedido que Nobre fez a Mattos e o executivo reproduziu ao técnico foi controle em relação ao comportamento extracampo de Cuca. Suas superstições, sua religiosidade exagerada. No Palmeiras não haveria lugar para ônibus proibido de dar ré, para não trazer má sorte. Ou o treinador usar camiseta com imagens religiosas e ficar de joelhos acompanhando decisões por pênaltis.

O difícil recado foi transmitido por Mattos e absorvido por Cuca. O técnico exigiu apenas que Omar Feitosa, ex-gerente, fosse seu preparador físico. O treinador teve um profissional de confiança para aumentar o fôlego, a força do time. E também profundo acesso aos bastidores políticos do clube. O time caiu nas semifinais do Paulista, não conseguiu passar da fase de grupos da Libertadores, como era previsto, pela péssima herança de Marcelo Oliveira. Cuca faz ótimo trabalho, desde então, o Palmeiras lidera o Brasileiro e deu ótima arrancada na Copa do Brasil, ao golear o Botafogo da Paraíba por 3 a 0. As chances de classificação para as quartas são enormes. O ambiente estava excelente. Até que Cuca ontem deu uma entrevista à rádio Globo AM do Rio de Janeiro. Descontraído, ele falava com Luiz Penido, Francisco Aiello e com Heraldo Leite, com quem tem mais intimidade. Eles já haviam jantado juntos após o programa Bem, Amigos, do Sportv. E neste jantar que varou a madrugada, Cuca deixou escapar que não ficaria esperando pelo Palmeiras em 2017. Estava se organizando para voltar ao milionário futebol chinês. A entrevista de 12 minutos e 54 minutos estava no seu final. Cuca estava até se despedindo, quando Heraldo não se conteve. "Cuca, só mais uma coisinha. Eu disse para você que, nos bastidores do futebol daqui do Rio se fala que no ano que vem, você teria de dirigir o Vasco. Os vascaínos sonham com você. Já foi treinador do Botafogo, do Flamengo, do Fluminense e só não foi do Vasco. Os vascaínos sonham com você, como grande técnico que é. O que que o Jorginho sair. Não é para tirar o Jorginho, não. No ano que vem, por exemplo.

"Mas você me disse, não sei se posso cometer essa inconfidência. Mas você volta para a China?", perguntou Heraldo. A resposta do desconsertado Cuca. "É...O ano que vem é o que a gente pretende." E ainda completou. "O Vasco é um grande clube e está muito bem dirigido pelo Jorginho. Mas a gente pretende um dia dirigir o Vasco também..." Cuca deixou bem claro, sem intermediários, o que já se suspeitava no Palmeiras. Ele agia de maneira diferente de um técnico que estivesse disposto a seguir no Palestra Itália. Sabe que, mesmo vencendo o Brasileiro ou a Copa do Brasil, ou até os dois, o clube não poderia concorrer com os salários chineses. Empresários garantem que clubes chineses estariam dispostos a gastar até mais do que o R$ 1,5 milhão que o Shandong Luneng pagava. Mano Menezes, por exemplo, recebia R$ 2 milhões. A "inconfidência de Heraldo Leite" incendiou o Palmeiras. A notícia logo repercutiu na noite de ontem. Ganhou manchetes de portais, de jornais, de rádios e tevês. Paulo Nobre quis saber de Alexandre Mattos se era verdade. O executivo ligou para Cuca. E ele confirmou negociações avançadas com uma equipe chinesa para 2017. Tudo era para ser mantido em segredo. O Palmeiras segue sendo um clube com bastidores fáceis de incendiar. Conselheiros importantes já estão revoltados. Entendem a opção de Cuca, que já ganhou a Libertadores em 2013, e que pode receber R$ 2 milhões mensais, mas o criticam. Ele nunca deveria ter tornado pública a situação. Não, agora. Na reta final do Brasileiro. Faltam 16 partidas apenas. E sete, na busca do título da Copa do Brasil. Nobre tenta acalmar o Conselho. Desde a noite de ontem e a manhã deste sábado tem recebido cobranças. O dirigente garante que a situação não afetará o elenco.

Mas não foi o que aconteceu com o próprio Cuca no Atlético Mineiro. Pouco antes de o clube disputar o Mundial no Marrocos, vazou a informação de seu acerto com o Shandong Luneng. O então presidente Alexandre Kalil havia implorado para o treinador não confirmar, por medo que abalasse o time. Acabasse o comprometimento de alguns atletas. Em vão. Cuca deixou claro que não seguiria em Belo Horizonte. A partir daí, o empenho dos jogadores no treinamento deixou de ser o mesmo. A vergonhosa derrota para o marroquino Raja Casablanca por 3 a 1 é inesquecível. Com direito ao lateral Marcos Rocha encarar Cuca que o substituiu. Balançou a cabeça. E disse com fácil leitura labial. "Burro para cara... Cuca é o cara...! Vá tomar no ...!" Falou e nem quis sentar ao seu lado no banco de reservas. O jogador nunca havia se comportado assim com Cuca. Além da decepção de o time nem sequer disputar o título mundial com o Bayern de Munique, a desmoralização. Ficou evidente que Cuca perdeu o comando do time ao anunciar precocemente seu acerto com a China. Muitos jogadores palmeirenses acreditavam que seria Cuca quem definiria seus futuros profissionais. Se seguiriam ou não no clube em 2017. Mas como ele está acertado com a China, não será ele quem dará a palavra final. A dúvida é se aplicação, a obediência será a mesma. Cuca deu uma escorregada perigosíssima. Ele havia controlado suas superstições e religiosidade. Mas revelar a China como seu futuro em 2017 é algo pesado demais. O treinador, Nobre e Mattos tentam remediar. Estudam desmentir, dizer que nada está certo. Só que jogador é muito esperto. Atento aos noticiários. No elenco palmeirense há os que adoram o técnico. Como também aqueles que não têm afinidade com ele.

A reação é imprevisível.

Cuca sentiu na pele em 2013.

O treinador pode haver sabotado um trabalho ótimo no Palmeiras.

Ele deveria ter aprendido com os palavrões de Marcos Rocha...




imagens da Internet

Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O segredo de tanta confiança de Gabriel Jesus na Seleção. Os telefonemas de Guardiola. O treinador do City repetiu o que fez com Neymar. E garantiu que o jovem atacante será um dos melhores do mundo. O garoto acreditou...

O segredo de tanta confiança de Gabriel Jesus na Seleção. Os telefonemas de Guardiola. O treinador do City repetiu o que fez com Neymar. E garantiu que o jovem atacante será um dos melhores do mundo. O garoto acreditou...




Na transação mais conturbada no futebol brasileiro, a ida de Neymar do Santos para o Barcelona, ainda há vários pontos nebulosos. Os 10 milhões de euros que o pai do jogador recebeu de sinal meses antes da final do Mundial Interclubes, no Japão, em 2011. Decisão que reunia, por constrangedora coincidência, o time da Catalunha contra a equipe do Litoral. "Neymar pai", recebeu o que a direção do Barcelona chamou de "sinal" para uma futura transação. Mas havia outros dois detalhes. O primeiro. Era um desejo pessoal do atacante, que ele acalentava desde os 13 anos. Ele foi levado por Wagner Ribeiro para o Real Madrid. Passou 19 dias no clube, mas não teve a atenção que sonhava. Jurou que um dia voltaria à Espanha. E jogaria no rival do time que não prestou tanta atenção ao seu futebol. Só que houve um terceiro componente que o deixou compromissado com o coração e mente com o Barcelona. Várias conversas por telefone com Pep Guardiola. O treinador explicou todo o cenário do clube da Catalunha e se comprometeu a de desenvolver seu talento, via um potencial extraordinário e que queria a ajudá-lo a transformá-lo em um dos melhores do mundo. O treinador voltou a reforçar essa tese pessoalmente. Depois da vitória do Barcelona por 4 a 0 contra o Santos, em Yokohama. Eu vi os dois abraçados durante a premiação do Mundial. Guardiola falando por cerca de dez minutos no ouvido do santista. Ingênuo, pensei que consolava o santista. Só soube do teor da conversa dois anos depois. Em 2013. "Faz três anos que falei por telefone com o Neymar quando eu treinava o Barcelona. O presidente Sandro Rosell me pediu para que tentasse convencer Neymar para vir jogar conosco. Eu disse para o Neymar, vinte vezes, que o que ele teria de fazer era ir para o Barcelona. Que seria melhor para sua carreira. Para o seu futuro como grande jogador." O treinador, após vencer o Mundial, reforçou sua sedução. Disse que, com ele, e com o elenco do time catalão, se tornaria um dos melhores do mundo. E que o esperaria com muita ansiedade. Só que o destino não quis. Guardiola não chegou a trabalhar com Neymar. O treinador se desgastou com a direção do clube da Catalunha. E foi para o Bayern, em 2013. No mesmo ano que o brasileiro desembarcava no Barcelona. Pep estava certo, o atacante seguiu os preceitos do técnico, que imperam até hoje na Catalunha. E Neymar se tornou um dos melhores jogadores do planeta, aos 24 anos.

A vida é uma repetição para todos. Até para o melhor treinador do mundo. Depois de seis anos, se encantou outra vez com um jovem atacante brasileiro. Guardiola havia acabado de assinar contrato com o Manchester City. O bilionário Mansour bin Zayed bin Sultan bin Zayed bin Khalifa Al Nahyan, irmão de Khalifa bin Zayed al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes, é dono do time inglês. Mansour contratou a peso de ouro Guardiola, R$ 108 milhões por três temporadas na Inglaterra. E liberou 200 milhões de euros para contratações. Cerca de R$ 728 milhões. A meta é a conquista da Champions League pelo menos na temporada 2017/2018. Esta pode ser "acerto de time". No ano que vem, haverá um "reforço de caixa", mas a base da equipe foi montada agora. Entre os escolhidos de Guardiola estava um atacante versátil, ágil, criativo. Não tão habilidoso quanto Neymar. Mas explosivo, artilheiro. Diferenciado. Mais vertical. No estilo, lembra os primeiros passos de Ronaldo, Fenômeno. Traz na essência, os dribles secos, velozes do futebol de salão. Não quer o espetáculo. Mas a artilharia.
As diretorias do Barcelona, do Real Madrid, da Inter de Milão receberam os mesmos relatórios e vídeos do garoto, que encantaram Guardiola. A disputa seria ferrenha. Como o ainda desacreditado Manchester City concorreria com esses clubes tão tradicionais, vitoriosos? O clube agiu em duas frentes. E repetiu exatamente a mesma estratégia que o Barcelona fez com Neymar. O diretor de futebol do City, Txiki Begiristain, foi jogador e trabalhou na direção do clube catalão por sete anos. Sabe muito bem o método que o clube utiliza quando se interessa por um atleta. E tratou de deixar certa a parte do empresário Cristiano Simões de Gabriel Jesus. E o salário do jogador. A mãe do atacante, Vera Lúcia, ex-empregada doméstica e que criou o jogador sozinha, abandonada pelo marido, foi além. De acordo com conselheiros palmeirenses, recebeu um "sinal" antecipado do time inglês. Membros da diretoria de Paulo Nobre ficaram irritados quando souberam da situação. Desejavam fazer um leilão milionário com o Barcelona, Real Madrid e Inter. Mas Nobre jurou. O Palmeiras não seria tratado como o Santos foi com a saída de Neymar. Mas seus nervos seriam testados de vez ao saber o que Guardiola fez. O treinador telefonou não só uma, mas várias vezes para Gabriel Jesus. As conversas começaram em maio. O teor das conversas eram secretas. Mas abalou de tal forma o atacante que ele não quis ouvir qualquer outra proposta. Iria jogar no Manchester City de qualquer maneira. Pouco importava se recebesse mais dinheiro de uma equipe mais tradicional. O que ele ouviu de Guardiola? O segredo: o espanhol lhe deu sua palavra que o trabalhará para ser um dos melhores atacantes do mundo. Tem total confiança no seu potencial. Ouvir essa promessa provocou uma revolução no jovem jogador.

Mas havia ainda o golpe final. Apesar de Ronaldo Fenômeno ser embaixador eterno do Real Madrid, o ex-jogador e agora empresário sabia que o atacante palmeirense não queria a Espanha. Então, em conversas reservadas com o garoto, deixou muito claro como seria "maravilhoso" para seu futebol atuar com Guardiola. O primeiro encontro entre os dois foi articulado pelo repórter da Globo, Thiago Asmar, no Instituto Fenômeno, em junho. Mas depois, a dupla seguiu conversando. Gabriel Jesus ficou ainda mais convicto de que seu lugar era mesmo no City. E muito provavelmente, o atacante trabalhará com Ronaldo, seu ídolo de infância.

Nobre foi firme e só cedeu ao City quando ficou acertado que receberá 20 milhões de euros livres de impostos. Cerca de R$ 72 milhões. E ainda só liberará o atleta em janeiro de 2017. Antes, o dirigente sonha em vê-lo como principal peça na conquista do Brasileiro, depois de 22 anos. Os empresários tiveram de abrir mão de parte do que receberiam para Nobre ficar feliz. E Guardiola foi obrigado a esperar mais seis meses. O Palmeiras foi bem diferente do Santos em relação a Neymar. Todo esse cenário explica a confiança que domina o jogador que desequilibrou a partida de ontem, contra o Equador. Sofreu pênalti e ainda marcou dois gols, um deles de calcanhar, na estreia de Tite na Seleção Brasileira. Nada é por acaso. Gabriel Jesus tem ao seu lado Neymar. Ouve, deslumbrado, todo o bem que ter ido para a Europa fez para o futebol do companheiro. Os dois se aproximaram. Viraram amigos durante a Olimpíada. Sem ciúmes. Gabriel Jesus foi esperto. E se coloca como Neymar fez com Messi na Catalunha. Tem convicção que a estrela é o jogador do Barcelona. E aceita, com prazer, ser coadjuvante. Mas percebe o "efeito Europa". Sabe o porquê, no ano passado, Neymar ter sido escolhido como o terceiro melhor do mundo. E o vê se aprimorando. Está acontecendo exatamente o que havia previsto Guardiola.

Por isso o palmeirense está empolgado. Sabe que precisa controlar a afobação, a ansiedade. Escapar das provocações. Se proteger nas divididas traiçoeiras. Endireitar a postura do corpo na hora dos dribles, dos arremates.

Aprimorar as cabeçadas.

Treinar a visão periférica.

Perceber a movimentação do ataque e da defesa adversária.

O que os treinadores brasileiros fizeram até aqui foi ótimo.

Tite percebeu todo seu potencial, sua gana.

O atrevimento.

O brilho nos olhos.

Gabriel Jesus quer se tornar um dos melhores do mundo.

Sabe que tem apenas 19 anos.

E a chance de trabalhar com o melhor técnico de todos.

Por pelo menos dois anos e meio.

Este é o segredo de tanta confiança.

A Seleção Brasileira tem um camisa 9 muito diferente.

Que tem a bênção de Josep Guardiola i Sala.

O mesmo homem que mudou a vida de Neymar.

Está mudando a de Gabriel Fernando de Jesus...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Início muito animador

Início muito animador



Olá galera. Depois de muito tempo, a Seleção Brasileira conseguiu a tão desejada medalha de ouro nas Olimpíadas. Tite assumiu a equipe principal e teve um início muito animador. O novo treinador chamou sete jogadores que participaram da campanha na Rio 2016. Com uma grande atuação, o Brasil venceu o Equador fora de casa. O momento não era dos melhores, na sexta colocação das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, a Seleção tinha um rival indigesto pela frente. O Equador era o primeiro colocado e mandou a partida na altitude de Quito, o que é sempre um complicador a mais. O primeiro tempo foi equilibrado, sem muitas chances criadas. Tite mostrou que é competente e viu que William estava abaixo do que costuma render. Tirou ele e colocou Phillipe Coutinho, que incendiou o time. Gabriel Jesus foi outro grande destaque do confronto. Sofreu pênalti que Neymar converteu, abrindo o marcador. Fez o segundo em arremate de dentro da pequena área, e marcou o terceiro, em belo chute de fora da área. Na próxima semana será a vez de encarar a Colômbia, em Manaus. Depois de um longo tempo de resultados e atuações abaixo do que a Seleção Brasileira é capaz de produzir, parece que o ouro olímpico foi apenas o reencontro com o bom futebol. Tite começou bem e tem tudo pra conduzir o Brasil para voltar a ser protagonista. beijim Mylena

Fonte: Esportes R7
Autor: mciribelli

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

STJD amplia punição para Palmeiras e Flamengo pela selvagem briga em Brasília. E pode atrapalhar na disputa pelo título brasileiro. Os clubes pagam pelos vândalos que infestam suas organizadas...

STJD amplia punição para Palmeiras e Flamengo pela selvagem briga em Brasília. E pode atrapalhar na disputa pelo título brasileiro. Os clubes pagam pelos vândalos que infestam suas organizadas...




Nada mais justo. Palmeiras e Flamengo apelaram. Foram ao STJD tentando fugir da punição pela selvagem briga entre as suas organizadas, no dia 5 de junho, em Brasília. O conflito obrigou a polícia a usar gás de pimenta. A fumaça se espalhou pelo estádio. Paralisou o jogo por 12 minutos. O saldo. Dezenas de torcedores feridos. Três em estado grave. Um deles teve sequelas terríveis. Não mexe braços e pernas. A pena que os clubes deveriam cumprir. O Flamengo, mandante do jogo, recebeu multa de R$ 51 mil e perda de um mando de campo. Já o Palmeiras foi condenado a pagar multa R$ 80 mil e ainda sofreu a perda de um mando de campo com portões fechados. Os dois clubes recorreram da decisão e os recursos serão finalmente julgados. Depois de mais de duas horas de julgamento, acaba de ser confirmado o veredicto. E ele foi muito pior. (As imagens são muito fortes...)
Flamengo: três jogos sem direito a torcida visitante; três jogos sem torcida organizada e 20% do estádio fechado como mandante; 10 jogos sem qualquer representação de torcidas organizadas (faixas, camisas, bandeiras etc); multa de R$ 30 mil. Palmeiras: cinco jogos sem direito a torcida visitante; cinco jogos sem vender ingressos para o setor Gol Norte, habitualmente onde ficam as torcidas organizadas; 10 jogos sem qualquer representação de torcidas organizadas (faixas, camisas, bandeiras etc); multa de R$ 60 mil. O motivo do agravamento da punição? Basta ver as novas imagens do conflito. O futebol brasileiro tenta fugir, renegar. Mas os clubes são responsáveis por suas organizadas. É assim no mundo todo civilizado. Onde as leis punem também os vândalos. Como aqui, não há este interesse, os clubes pagam sozinhos. O Brasil segue esperando uma desgraça para mudar. E, infelizmente, tudo indica. Um dia, ela vai chegar. Alguém ainda duvida? (As imagens são muito fortes...)




Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Até mesmo Cristóvão se cansou das falhas de Cássio. Walter tem chances de ser titular do Corinthians. Algo que Tite já arquitetava...

Até mesmo Cristóvão se cansou das falhas de Cássio. Walter tem chances de ser titular do Corinthians. Algo que Tite já arquitetava...




Não convenceu a ninguém no Corinthians as explicações de Cássio. Não houve falta alguma no gol do Fluminense, ontem no Rio de Janeiro. A péssima saída, o tapa para o meio da área e o gol de Marquinhos foi apenas mais uma de suas falhas. Tite já havia o protegido o quanto pôde. Nos treinamentos, desde o ano passado, Walter tem se mostrado muito mais seguro. Principalmente nas bolas cruzadas. Cássio tinha o respaldo ainda de 2012, do título da Libertadores, do Mundial. A diretoria também deve um grande favor a ele, em janeiro, quando pediu que não acertasse com o Besiktas. A proposta era ótima. Só que o clube exigiu pagamento em uma vez só, em vez de parcelamento. O Corinthians quis e conseguiu segurá-lo. Tite já havia perdido a paciência e o colocado na reserva, em maio. O goleiro havia para o enterro de sua vó, no Rio Grande do Sul. "Não sendo irônico, mas eu espero que não faleça mais ninguém. Eu fiquei bem chateado com essa história, para ser sincero. Até então, eu ia jogar contra o Grêmio, e de repente eu volto e não jogo mais. Foram duas pancadas, uma atrás da outra. Eu sou ser humano e tenho sentimentos. Vida que segue, não dá para ficar choramingando. Vou trabalhar forte para recuperar meu lugar", desabafou Cássio. Tite havia decidido que Walter teria muito mais chances no clube, quando ganhou o lugar de Dunga na Seleção. Ao assumir o Corinthians, Cristóvão avisou que Cássio seria o titular.

Os próprios companheiros de time estranharam a definição. Por uma questão de grande amizade entre eles, Walter tem evitado entrevistas. Mostrar que está sendo injustiçado. Cássio está sentindo a pressão. Tanto que ontem depois de ter falhado mais uma vez, tentou inventar uma falta de Gum. O zagueiro do Fluminense não o teria deixado levantar depois do fraco tapa que deu na bola. E disse que o juiz Elmo Alves Resende Cunha poderia não ter marcado por um motivo. Para compensar jogos nos quais o goleiro deveria ter sido expulso. Uma enorme bobagem que o goleiro se arrependeu de ter falado. Pareceu mera desculpa. Tentativa de desviar o foco. A verdade é uma só. O crédito de Cássio acabou. Ele está por um fio para perder sua posição. Cristóvão já demonstra dúvida. E contra o Cruzeiro, segunda, em Itaquera, pode haver surpresa. E Walter ser titular. O problema é avaliar a reação Cássio. Ele está cada dia mais tenso, nervoso, irritadiço. Talvez precise mesmo de um descanso. Para o bem do Corinthians. Não há cabimento ter uma vaga cativa pelo que fez há quatro anos...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

A aliança entre Tite e Neymar. O pacto que o futebol brasileiro precisava. O melhor treinador tinha de se unir ao melhor jogador. Para buscar o resgate do respeito pela Seleção Brasileira...

A aliança entre Tite e Neymar. O pacto que o futebol brasileiro precisava. O melhor treinador tinha de se unir ao melhor jogador. Para buscar o resgate do respeito pela Seleção Brasileira...




Noite de 20 de agosto de 2016. Após a vitória diante da Alemanha e a conquista da inédita medalha de ouro olímpica, Neymar deu sua volta olímpica. Acompanhado de seguranças, discutiu, xingou torcedores que haviam cobrado empenho durante o jogo. Ao terminar a comemoração, chegou perto dos repórteres de tevê. Escolheu a câmera da Globo. E disparou. "Vocês vão ter de me engolir." Noite de 17 de outubro de 2010. Tite é a segunda opção do Corinthians para substituir Adilson Batista. A prioridade, Parreira, diz não. Queria descansar do trabalho com a África do Sul, na Copa de 2010. Tite larga o Al-Wahda, mesmo classificado para disputar o Mundial. Encontra o maior ídolo com quem jamais trabalhou. Ronaldo. Gordo, com dores insuportáveis nos dois joelhos, fumando, bebendo. farreando. O treinador conseguiu fazer o time chegar em terceiro no Brasileiro. E disputar a Pré-Libertadores, contra o pequeno Tolima de Ibagué, Colômbia. Ronaldo volta das férias mais gordo, com mais dores, mais baladeiro que nunca. Havia perdido o encanto do futebol. Queria parar, mas Andrés Sanchez insistia que ele tinha de continuar por causa dos contratos publicitários. Tite sabia disso. E sacrificou o time em função do atacante, que mal conseguia andar. O Corinthians passou pelo vexame da eliminação em Ibagué. Ronaldo e Roberto Carlos, ameaçados de morte pelas organizadas, nunca mais jogaram pelo clube. Saíram pela porta dos fundos do Parque São Jorge. O técnico só não foi mandado embora porque o Corinthians tinha R$ 2 milhões de multa para pagar a ele. "Disse para a minha diretoria, o clube não tem esse dinheiro. Quem quiser dar, mando o Tite embora agora. Ninguém colocou a mão no bolso. E o Tite ficou", revelou Andrés Sanchez.

Tite jurou que não se submeteria a ídolos. Cumpriu. Foi duro com Adriano e Pato. Teve grande responsabilidade nas saídas dos dois jogadores do Parque São Jorge. Noite de 19 de agosto de 2012. Santos e Corinthians jogam na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. Neymar, já com cartão amarelo, pisa em Guilherme Andrade, em frente ao banco corintiano. Tite se revolta com o árbitro Emerson Augusto de Carvalho e, principalmente, com o jogador santista. "O Guilherme foi pisado por ele. No jogo da Libertadores, o Emerson deu um carrinho imprudente e foi expulso. O Neymar caiu e rolou. Quando o Emerson foi expulso, ele levantou e estava bom. Perder ou ganhar é do jogo. Simular uma situação para levar vantagem não é. "Quem tem que falar do Neymar é o presidente, o técnico e os colegas do Santos. Eu tenho uma opinião muito clara. Se tivesse escuta no meu apartamento, vocês saberiam. Neymar é mau exemplo para o garoto que está crescendo, para o meu filho." A mágoa dos dois lados durou anos. Exatamente quatro anos e um mês depois, Tite e Neymar começam hoje, em Quito, uma nova etapa. Importante para os dois. Fundamental para o futebol brasileiro. O melhor jogador desta geração começa a trabalhar com o melhor treinador nascido neste país. Por isso todo rancor tinha de ser esquecido.

As personalidades, a maneira de enxergar a vida, a postura. São completamente diferentes. A diversidade vai além dos 31 anos que separam o atacante de 24 anos e o treinador de 55. A formação, educação, interesses, filosofia de vida são contrários. Mas precisam um do outro. Neymar é discreto. Mas os três anos que trabalha no Barcelona já foram suficientes para fazê-lo entender o quanto foi mal orientado na Seleção. Primeiro pelo inseguro, confuso Mano Menezes. Depois, pelos ultrapassados Felipão e Parreira. Em seguida, Dunga e sua falta de convicção. Por trás de todo egocentrismo, ele é muito inteligente. Sabe que, apesar de seu talento excepcional, se não houver um treinador com um plano tático moderno, capaz de arrancar o melhor de todo o time e não apenas dele, continuará a colecionar fracassos com a Seleção principal. Neymar não admitirá nunca em voz alta, mas sabe que a Copa das Confederações de 2013 foi mera ilusão. Cúmplice do fracasso na desejada Copa de 2014. Tanto Neymar amadureceu sua visão de jogo, que tratou de influenciar ao máximo no trabalho do novato Rogério Micale, na formação do time que conseguiu a medalha de ouro olímpico. O treinador deu espaço. E o jogador do Barcelona mostrou como gostaria de jogar. E também deu sua visão sobre a movimentação dos companheiros. Ela foi acatada por Micale. Discretamente, Tite endireitou o time, depois de um encontro com os olímpicos em Salvador. Tite sabe que tem nas mãos o maior craque de sua carreira. Ronaldo gordo, fumante, festeiro, com os dois joelhos constantemente inchados, não tinha condições de jogar mais profissionalmente. O treinador tem plena consciência do quanto depende dele para ter sucesso com o Brasil. Não só classificar o time, como lutar pelo hexa na Rússia. Tite lida com a grande dificuldade que Mano, Felipão e Dunga. Ser refém de Neymar não foi bom negócio para o trio, demitido sem dó pela CBF, depois de acumularem fracassos.

Tite tratou de forma reservada, de ter uma longa conversa com Neymar, em Quito. Deixaram o passado ficou para trás. Técnico e jogador perceberam que precisam se ajudar. Trabalhar juntos se quiserem fazer história, resgatar o respeito à camisa pentacampeã do mundo. Foi concebida uma aliança. Sem a braçadeira da capitania para atrapalhar, chamar desnecessária atenção. Coube muito bem no eficiente e imperceptível Miranda. Chega de chiliques, bravatas, provocações a jogadores e jornalistas. O foco é fazer o Brasil voltar a ganhar jogos. Se impor como grande seleção no mundo. Desde 2012, Tite pensava como montar o Brasil. Como aproveitar melhor o potencial de Neymar. E ele usará já hoje, contra os 2.850 metros de altitude de Quito e diante da ótima seleção de Gustavo Quinteros, sua formação mais confiável, moderna. Diante do 4-2-3-1 dos equatorianos, o bem corintiano 4-1-4-1. Com a bola nos pés, principalmente roubada na intermediária, o time atacará como Neymar gosta, sabe e tem certeza de dar muito certo. Graças a ele, Marcelo e Willian serão titulares. São mais agudos, habilidosos e rápidos do que Filipe Luís (preferido de Tite) e Philippe Coutinho. Perfeitos para abrirem espaço para o principal jogador brasileiro. Gabriel Jesus também tem a tendência de cair e se revezar pela esquerda, ao contrário de Gabriel Barbosa. A movimentação do palmeirense é melhor para Neymar. As investidas de surpresa de Paulinho e Renato Augusto foram azeitadas no Parque São Jorge. E encaixam na ofensividade sem medo desejada pelo jogador do Barcelona. Nestes apenas três dias de treinamento, Tite aproveitou as características dos jogadores e a maneira com que estão acostumados a atuar. Mostrou a importância da recomposição e das proximidades das linhas. Assim como o sacrifício físico. Para tudo der certo, o Brasil precisa esquecer o ar rarefeito e exercer a marcação alta, não permitir a saída de bola dos equatorianos. Ter coragem, não se encolher buscando apenas contragolpes.

Tite e Neymar sabem que o Brasil precisa se recuperar nestas Eliminatórias. Já tem neurônios suficientes para entender que o mais capacitado treinador está diante do mais talentoso jogador. E ambos precisam de um time competitivo, confiante, moderno. Que saiba o significado da expressão responsabilidade tática. Mas não abdique de seu talento, do improviso, de sua capacidade de driblar com a bola nos pés. Depois de seis anos de convocações, finalmente o melhor jogador do país tem com quem dividir a responsabilidade na Seleção Brasileira. Era algo que o atormentava. Até que chegou o personagem mais óbvio. E capacitado. Tite...




Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Vai embora Dilma da caxirola, da Copa, da Olimpíada, do perdão de R$ 2,3 bilhões de perdão para irresponsáveis, corruptos. Assume Temer e sua touca. Nada mudará. O esporte seguirá como mero ópio nas mãos dos políticos...

Vai embora Dilma da caxirola, da Copa, da Olimpíada, do perdão de R$ 2,3 bilhões de perdão para irresponsáveis, corruptos. Assume Temer e sua touca. Nada mudará. O esporte seguirá como mero ópio nas mãos dos políticos...




E o Brasil teve sua presidente deposta. O Senado sacramentou o impeachment de Dilma Rousseff. 61 votos contra 20. O processo já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados. A contribuição de Dilma mais relevante ao esporte. O prêmio aos irresponsáveis, corruptos, incompetentes dirigentes de clubes de futebol do Brasil. Nunca na história deste pobre país se viu tamanha farra com o dinheiro público. Conduzida pela bancada da Bola, deputados, senadores, ministros, de todos os partidos, convenceram Dilma. Além de parcelar a dívida de R$ 4 bilhões que os clubes deviam ao governo, ela fez mais. Dar incríveis descontos que para quem aderir à sua medida provisória. Além de 20 anos de parcelamento, a revelação. Se os clubes tiverem a decência de pagarem em dia, a dívida caiu para R$ 1,7 bilhão. R$ 2,3 bilhões de desconto. Indecente. Vá um cidadão parar de pagar seus impostos. Pedir a redução de mais de 50%. E dividir a dívida em 20 anos. Será preso. Ou considerado um louco. No governo Dilma, a Fifa fez a Copa mais cara de todos os tempos. Com faturamento de R$ 4 bilhões limpos para Blatter & Cia. Arenas superfaturadas e elefantes brancos se misturaram. Dinheiro público jogado no lixo.

Ou melhor, no bolso de aproveitadores. A Olimpíada de R$ 37 bilhões. R$ 15 bilhões de dinheiro público. Do lado esportivo não há a menor dúvida. Dilma não deixará a menor saudade. Como também não deixou Lula. Nem Fernando Henrique... Enquanto não houver uma política esportiva verdadeira, será sempre da mesma maneira. Principalmente o futebol. Usado como ópio, para iludir, distrair a população. As eleições presidenciais neste país, desde quando os militares voltaram para as casernas, sempre acontecem de quatro em quatro anos. Nos anos em que a Copa do Mundo de futebol é disputada. Não é por acaso. Políticos sempre usaram e abusaram do futebol. E nunca trouxeram benefício. É por causa deles que existem a CBF e as Federações. Eles estimulam o atraso, o coronelismo. O resultado está na falência dos grandes clubes. Nos vexames internacionais da Seleção Brasileira. FHC, Collor, Dilma, Temer, Aécio, Lula... Todos só sugaram o potencial eleitoral do esporte. Por isso, não há motivo para festa hoje. Nem tristeza. Para o futebol hoje, dia 31/08/2016, há uma certeza. Com a saída de Dilma e a chegada de Temer.

Nada vai mudar...






Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli