segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Quatro rodadas, muitas decisões...

Quatro rodadas, muitas decisões...



Olá galera. Já tem muita gente pensando nos presentes de Natal, afinal, o ano de 2016 está acabando. No Brasileirão, apesar de faltarem apenas quatro rodadas, há muitas decisões ainda pra acontecer. O melhor presente do campeonato, o título, parece já ter dono, mas há outras disputas em jogo. O Palmeiras se deu muito bem na 34ª rodada. Além de ter vencido o Internacional, que fez jogo duro com o Atlético Mineiro na Copa do Brasil, viu o Flamengo, maior concorrente, empatar com o Botafogo. O Rubro-Negro perdeu a segunda posição para o Santos, que tem poucas chances de incomodar o Verdão. O Galo perdeu o jogo para o Coritiba, e a chance de entrar no G-3, posição que classifica para a fase de grupos da Libertadores. Sorte do Mengo. O Bota, que está bem próximo de confirmar a classificação para a Pré-Libertadores, ficou mais satisfeito que o rival com o zero a zero de sábado. A sexta posição deverá ficar entre Atlético Paranaense, Corinthians, Grêmio ou Fluminense, que demitiu Levir Culpi após nova derrota no campeonato. A última decisão é contra o rebaixamento. América Mineiro e Santa Cruz já estão praticamente confirmados na Série B do ano que vem. Já os outros dois... O Figueirense está em situação desesperadora. Precisará de uma arrancada sensacional pra escapar. Internacional, Vitória, Sport e Coritiba, são as equipes que estão na luta pra não acabar na 17ª colocação. Falta pouco pra vermos quais times farão festa. Um pelo título. Outros pela classificação para a Libertadores, e claro, aqueles que conseguirem fugir do desagradável descenso para a segunda divisão, vão comemorar bastante. beijim Mylena &nbsp &nbsp

Fonte: Esportes R7
Autor: mciribelli

Relação íntima entre Globo e CBF azeda. Motivo: fracasso da audiência. Sadia e Casas Bahia desistem de pagar R$ 566 milhões pelo futebol em 2017. A emissora, busca desesperada, dois novos patrocinadores...

Relação íntima entre Globo e CBF azeda. Motivo: fracasso da audiência. Sadia e Casas Bahia desistem de pagar R$ 566 milhões pelo futebol em 2017. A emissora, busca desesperada, dois novos patrocinadores...




Os executivos globais não têm dúvida. A incompetência da CBF está ligada diretamente à terrível fuga de patrocinadores do futebol. Campeonatos manchados por estranhos erros de arbitragem, violência dentro e fora dos estádios, péssimo nível técnico, corrupção na construção das novas arenas. Fracassos seguidos e frustração da Seleção Brasileira. Com o país mergulhado na recessão, cada centavo investido pelas empresas é fruto de profundas pesquisas. Aliás, elas não precisam ser assim tão profundas. A audiência do futebol na tevê aberta caiu cerca de 22% nos últimos anos. Apesar do monopólio. A falta de interesse da Band em pagar 15% do que a Globo banca pelo Brasileiro, Copa do Brasil serve como referência. O futebol deixou há muito tempo de ser prioridade para a emissora paulista. Em 2014, o fracasso na Copa do Mundo foi a gota d"água. A bilionária Coca-Cola desistiu. O Magazine Luiza entrou no seu lugar. Mas um ano bastou. A empresa não quis mais saber. A Volkswagen também desistiu. Nada de acordo para 2016. Mesmo ciente que haveria Olimpíada e Copa América Centenária, nos Estados Unidos. Não se interessaram, viraram as costas. As pressas, Sadia e Casas Bahia assumiram as vagas. E fizeram companhia para as fiéis Johnson & Johnson, Vivo, Ambev e Itaú. Eles foram anunciados com toda a pompa e circunstância por William Bonner, no Jornal Nacional, no dia 16 de outubro. Mas a incompetência da CBF seguiu pesando. E Sadia e Casas Bahia avisaram desde o início do semestre que não seguiriam bancando o futebol em 2017. A informação foi mantida em sigilo. Executivos globais seguiram buscando no mercado substitutos. Não acharam. Até porque a emissora não quer baixar a pedida. O futebol vale R$ 1,7 bilhão nos cálculos da emissora. Ou seja, R$ 283 milhões para cada empresa. Mas quando se analisa o calendário, a CBF outra vez surge como sabotadora. A Seleção de Marco Polo não teve competência para conseguir uma vaga na Copa das Confederações, no próximo ano, na Rússia. O futebol do planeta todo ficará paralisado para que todos acompanhem o torneio que serve de laboratório para o Mundial de 2018. E o Brasil não estará lá. Seriam cerca de 40 dias que os patrocinadores ganhariam destaque. O que resta são as Eliminatórias, os fracassados Estaduais, a Primeira Liga, a Copa do Brasil, o Brasileiro, a Libertadores, a Sul-Americana. De nada adiantou a Globo garantir que mostrará os torneios até o final. Mesmo se os clubes paulistas e cariocas não estiverem na disputa. Como está fazendo com a semifinal da Copa do Brasil deste ano. Os índices de audiência são desanimadores na principal praça, São Paulo. Mal chegaram a 17 pontos. Na prática, a emissora que tinha definidos seus patrocinadores do futebol no meio do ano, sofre. Estamos em novembro e a Globo só tem quatro cotas compradas. Agências de marketing buscas, desesperadas, duas empresas dispostas a gastar R$ 283 em 2017 com um produto tão mal tratado. E cuja rejeição e falta de credibilidade junto à população cresce ano a ano. Já nasce uma ideia na dona do monopólio do futebol. Fazer como em alguns países da Europa. E deixar o futebol apenas para as tevês a cabo. Está cada vez mais penoso manter as altíssimas margens de lucro com tanto fracasso e caos.

Ótimo exemplo aconteceu ontem. Quando a CBF pisou no Estatuto do Torcedor e adiou a partida entre Ponte Preta e Santos. A medida aconteceu na sexta-feira, por ordem da PM, que temia o confronto entre torcedores ponte pretanos e bugrinos. O Guarani decidia o título da Série C e mostraria a partida ao vivo, no telão do Brinco da Princesa. Estádio grudado ao Moisés Lucarelli, do rival. Os jogos aconteceriam sábado à noite. O jogo foi para a manhã do domingo. O Santos ameaçou não entrar em campo. Mas, pressionado, jogou. Com a inscrição "faltou respeito" nas costas dos jogadores. Esse tipo de ação só assusta, afasta os patrocinadores. A emissora carioca busca no mercado R$ 566 milhões. Johnson & Johnson, Vivo, Ambev e Itaú estão atentos. Se houver desconto, redução a interessados, também vão querer. Não está nada fácil. A relação entre Globo e CBF está mais do que azeda. Para desespero também Marco Polo del Nero...



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Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

domingo, 6 de novembro de 2016

O Palmeiras venceu a guerra contra o Internacional. Abriu seis pontos do Santos, segundo colocado. E mergulhou o rival gaúcho na zona do rebaixamento. A torcida empolgada gritou o coro “é campeão”, “é campeão”. O jejum de 22 anos está para acabar…

O Palmeiras venceu a guerra contra o Internacional. Abriu seis pontos do Santos, segundo colocado. E mergulhou o rival gaúcho na zona do rebaixamento. A torcida empolgada gritou o coro “é campeão”, “é campeão”. O jejum de 22 anos está para acabar…




O Palmeiras venceu uma guerra contra o Internacional. No lance decisivo, usou a força. Sua fatal bola parada. Depois de um escanteio, Cleiton Xavier, marcou o gol fundamental. 1 a 0. Com a vitória, abriu seis pontos do segundo colocado, não mais o Flamengo, mas o Santos. E faltando apenas quatro rodadas para o Campeonato Brasileiro acabar. Não é por acaso que a torcida gritava "é campeão" ao final da partida. O jejum de 22 anos está para acabar. Além do resultado fundamental, o time de Cuca mergulhou o tradicional rival gaúcho na zona do rebaixamento. Cuca e os jogadores comemoraram rezando após a partida. Ficaram de joelhos após o jogo. Agradeceram aos deuses do futebol a vitória na batalha. "O jogo era super decisivo pela pontuação e pelo emocional, com o Santos ganhando, a três pontos e com mais vitórias. Nos obrigamos a vencer, era um jogo atípico, mas nos adaptamos e vencemos essa boa equipe que é o Internacional. A ansiedade aumenta a cada dia, mas vamos "bater campeão", se Deus quiser", comemorava, muito emocionado, o treinador palmeirense. O capitão Dudu chorava muito após o jogo. E, com lágrimas nos olhos, colocou para fora toda sua emoção. Deu um depoimento que resumia a mágoa do grupo. De quem se via desacreditado. E agora está tão perto da sonhada conquista. "É um choro de agradecimento, de força de vontade do nosso time. A gente vem numa desconfiança muito grande, muitos não acreditam, falam que é cavalo paraguaio. Mas a gente está perto, né? Agora temos dois jogos em casa, uma vitória e um empate que vamos ser campeões. "Não é choro de campeão porque não ganhamos nada ainda. Ficamos tristes por falarem que não fazemos bom futebol, mas é um título que o clube não conquista há 22 anos e estamos muito próximos disso. Falo para o torcedor acreditar, lotar essa arena, que vamos ser campeões." Na prática, faltam duas vitórias e um empate nestes últimas quatro rodadas. Mas é possível que apenas ganhar dois jogos sejam suficientes. Os adversários: Atlético Mineiro, fora; Botafogo, em casa; Chapecoense, em casa; e, Vitória, fora. Não dá para disfarçar. A diretoria, Cuca e os jogadores sabem que o título está nas mãos. A emoção na vitória de hoje se justifica. O time entrou muito pressionado. O Santos havia vencido pela manhã a Ponte Preta, em Campinas. Havia passado o Flamengo. E estava a apenas três pontos. Além disso, o Internacional estava com a corda no pescoço. Celso Roth montaria a equipe mais forte fisicamente possível. E mostraria a sua especialidade em amarrar partidas de futebol. Transformar jogos em guerra, onde cada centímetro é disputado com carrinhos, preenchimento de espaço, superpopulação de atletas nas intermediárias. Seu toque de Midas é deixar o jogo mais feio possível, principalmente quando tem um time superior pela frente. Para o fraco Inter de 2016, sair com um empate da arena palmeirense seria uma façanha. Seria uma guerra de músculos e nervos. Não bastasse o Santos e o Internacional, ainda havia a chuva. No início da partida, um temporal atingiu o estádio do Palmeiras. E deixou o péssimo gramado que a WTorre oferece após seus shows, ainda pior. Era outro adversário a ser vencido. &nbsp &nbsp

Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

São Paulo humilha o Corinthians no Morumbi. 4 a 0 foi até pouco. Cueva fez um gol de cavadinha e deu três assistências. Atuação vergonhosa do time de Oswaldo de Oliveira...

São Paulo humilha o Corinthians no Morumbi. 4 a 0 foi até pouco. Cueva fez um gol de cavadinha e deu três assistências. Atuação vergonhosa do time de Oswaldo de Oliveira...




Cueva fez o que quis. E foi o grande personagem na goleada do São Paulo contra o Corinthians. Marcou um gol de cavadinha e deu três assistências. 4 a 0 foi até muito pouco. O time de Ricardo Gomes teve a sua partida mais fácil no Campeonato Brasileiro. A equipe de Oswaldo de Oliveira não teve alma, estratégia, gana. Foi uma participação vexatória e que coloca em risco sua participação na Libertadores da América. O clube mergulha na crise. Já os são paulinos comemoravam empolgados. Chegaram aos 45 pontos e escaparam de vez da ameaça do rebaixamento. "Faltou tudo. Time não jogou bem. Até o primeiro tempo foi equilibrado. São Paulo teve domínio no segundo tempo. Puta que o pariu. Perder assim um clássico chateia muito. Porra, é foda. Vamos ter que melhorar mais para nos recuperar", desabafava e xingava Cássio. O goleiro era o retrato da falta de controle emocional que domina o time na reta final do Brasileiro. "O jogo foi o espelho do que jogamos hoje", resumia, irritadíssimo, Fagner. "Temos de pedir desculpas aos torcedores", admitia Willians. Poderia começar por ele. O volante era o encarregado de marcar o peruano Cueva. E ele deu todo o espaço para o meia destruir o frágil esquema corintiano. "Eu sempre frisei que o São Paulo é uma equipe muito forte. Muitas pessoas desconfiam. Nós, no dia a dia, sabemos disso. Acredito que fizemos bons jogos. Flamengo, Santos... Infelizmente a vitória não veio. Se tivesse um pouco mais de atenção, teríamos brigado por outro objetivo", dizia, animado, até demais, Rodrigo Caio. O clássico misturou dois clubes que fazem uma temporada lamentável, decepcionante. São Paulo e Corinthians não ganharam título algum em 2016. A equipe de Ricardo Gomes, só agora, faltando quatro rodadas para o Brasileiro acabar, pode declarar que escapou do rebaixamento. O Corinthians está deixando escapar a vaga para a Libertadores, mergulhando em uma decadência previsível. Desde a contratação do ultrapassado Oswaldo de Oliveira.

O que decidiu a partida foi o espírito, a competitividade, a determinação, a responsabilidade, a vontade. O respeito pelas cores do clube que defende. Porque os dois times são igualmente medíocres tecnicamente. São duas equipes que despencaram durante toda a temporada. Deram vexame atrás de vexame. Ricardo Gomes é um treinador que luta contra as próprias limitações físicas, depois de dois AVCs. Mas taticamente se mostrou confuso, incoerente, sem convição desde que foi contratado. Deixou o Botafogo na zona do rebaixamento. E foi enorme decepção, inclusive para o seu maior e único defensor, o inseguro Leco. As chances do treinador carioca prosseguir em 2017 são praticamente nulas. A pressão é enorme para que Rogério Ceni assuma a equipe. Oswaldo de Oliveira é tão fraco, mas tão fraco que conseguiu isolar politicamente o presidente Roberto de Andrade. Sua estranha contratação, largou o Sport à beira da zona do rebaixamento, não tem explicação para quem acompanha futebol. O mentor de Roberto de Andrade, Andrés Sanchez, percebeu a insana decisão do presidente. E o abandonou. Levou o diretor, Eduardo Ferreira. Impediu que Fernando Alba assumisse o cargo. O jornalista Flávio Adauto, crítico de Roberto de Andrade, e que nunca trabalhou com futebol, ficou com o cargo. Andrés se juntou a Paulo Garcia, importante membro da oposição. E há até a possibilidade do impeachment de Roberto de Andrade, por ter assinado documentos como presidente, dois dias antes da eleição, o que é um absurdo.

Oswaldo de Oliveira foi a gota d"água que implodiu o ambiente no Parque São Jorge. Ele é um treinador que vinha em uma franca decadência. Só assumiu o cargo no Corinthians porque é amigo pessoal de Roberto de Andrade. Esse é o seu maior trunfo. O que mostra o amadorismo que o clube mergulhou. Como era de se esperar, ele não assumiu a responsabilidade pela goleada que o Corinthians sofreu hoje no Morumbi. "Fizemos um primeiro tempo razoável, poderíamos ter empatado no fim e voltado com mais confiança. Infelizmente não conseguimos e depois não conseguimos controlar o jogo. É logico que temos erros para corrigir, essa equipe que começou o jogo, tirando o goleiro, foi a mesma que começou contra o Flamengo e fez uma partida muito boa. Hoje não conseguiu", dizia, com calma, como se nada demais tivesse acontecido. O Corinthians foi o retrato do seu treinador no clássico. Desinteressado, sem gana, pessimamente organizado, sem ambição. O São Paulo pressionou, não queria apenas ganhar, fugir do rebaixamento, mas usar o seu maior rival para ganhar moral para o resto do Brasileiro. Oswaldo fez o básico montou seu time encolhido, com duas linhas de quatro e cinco. Apenas Guilherme flutuava, sem precisar marcar. Só que as linhas deixavam muito espaço. Os jogadores do São Paulo partiram para a marcação pressão desde o início do jogo. Usando as laterais, as infiltrações. Fagner precipitou o desastre. Cometeu pênalti desnecessário em Kelvin. Cueva pegou a bola e cobrou com personalidade, dando uma cavadinha humilhante em Cássio. São Paulo 1 a 0, aos 14 minutos do primeiro tempo. O Corinthians entrou em parafuso. Willians era o encarregado de marcar Cueva. Só que deu muito espaço ao peruano. Ele destruiu o jogo. No segundo tempo, Cueva deu três assistências para os gols de David Neres, Chaves e Luiz Araújo. 4 a 0 e a torcida do São Paulo gritando olé, fazendo uma festa com a humilhação do rival. Oswaldo de Oliveira ainda teve a coragem de dar a seguinte resposta. "Não achei que houve liberdade a ele (Cueva). Ele é um jogador desenvolto, procuramos marcá-lo, até como aconteceu com o Diego do Flamengo. Não conseguimos de forma efetiva como foi da outra vez", disse, de maneira desinteressada, tranquila. Não tem o perfil de comandante do Corinthians. A ida à Libertadores, apesar do G6, está mais que ameaçada. Roberto de Andrade deixou o estádio sem falar uma palavra. O São Paulo, por outro lado, era só alegria. "Foi a melhor atuação sob o meu comando. Deu tudo certo", resumia Ricardo Gomes. Ele sabia que contou com a valorosa colaboração do inerte Oswaldo de Oliveira. Mas ele não diminuir o seu maior triunfo desde que foi contratado. A festa no Morumbi foi enorme. Não por um título, como é comum na sua história. Mas a fuga definitiva do rebaixamento. O que é muito pouco para um clube tão vitorioso. Corinthians e São Paulo precisam se reciclar. O que ambos fizeram em 2016 foi vexatório. Não respeitaram suas tradições. Deram seus times para treinadores fracos. E que não permitem aos torcedores o direito de sonhar. Pensaram pequeno demais...


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Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

sábado, 5 de novembro de 2016

Alexandre Pato escancara o que todos sussurravam. Ronaldo dividia o ambiente nos clubes, na Seleção. Ele era o 'presidente'. O dono das farras. Para desespero dos técnicos, dos dirigentes...

Alexandre Pato escancara o que todos sussurravam. Ronaldo dividia o ambiente nos clubes, na Seleção. Ele era o 'presidente'. O dono das farras. Para desespero dos técnicos, dos dirigentes...




"Quando cheguei ao vestiário me encontrei com muitos jogadores fortes. No vestiário estava sentado entre Maldini e Ronaldo e na minha frente Kaká. Em um dos primeiros dias que lembro, Ronaldo me perguntou se queria unir-me ao seu grupo, mostrando-me uma revista Playboy, ou ao grupo de Kaká, que tinha mais "coisas de igreja no vestiário." A cena aconteceu em 2007. Alexandre Pato descortinou de forma clara, no canal Fox Sports da Itália, algo que o mundo do futebol sempre soube. Ronaldo Fenômeno não carregou o apelido de "presidente" por acaso. Ele foi o rei dos vestiários por onde passou. Organizador de baladas, farras que viravam a noite, com direito a muitas mulheres. Uísque, vodca com energético, cigarros e charutos. Não engordou à toa no final da carreira. Ronaldo foi o terror de suas esposas e de esposas de jogadores, que se desesperavam com as festanças que organizava. Uma das primeiras foi Sthefany Brito. Porque Alexandre Pato escolheu um lado. E não foi o de Kaká. Preferiu seguir a Playboy mostrada pelo Fenômeno. Foi nas farras que varavam a no do "presidente" que o casamento de "conto de fadas" entre a atriz e o jovem jogador acabou. Suportou apenas nove meses e 13 dias. Os treinadores e dirigentes não sabiam como conter Ronaldo. Ele sempre soube disso e aproveitava. Com um talento incrível dentro do campo, compensava as noitadas. O que desesperava as cúpulas diretivas sempre foi a mania que o brasileiro tinha de adorar levar os companheiros para as baladas. Não bastava ir. Ele queria estar cercado de companheiros de time. Na Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, durante a Copa do Mundo de 2002, dava folgas após as partidas. Na Coréia e no Japão, as farras começavam após os jogos e terminavam na manhã do dia seguinte. Cada jogador poderia fazer o que bem desejasse. Ronaldo organizava as farras. Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos e vários outros foram, sem dor na consciência. O time crescia durante a competição. E havia a liberação do rígido Felipão. Inclusive com direito a seguranças para evitar confusões e jornalistas. As festas eram em mansões fechadas ou casas noturnas reservadas para as farras. Onde só entravam convidados. E muitas convidadas.

Um jogador sempre se negava a ir. O novato Kaká. Como o Brasil venceu a Copa do Mundo, as farras não tiveram maior consequência. Nem foram investigadas a fundo, divulgadas. Foram absorvidas como algo natural para os brasileiros. Porque também aconteceram escapadas em 1958, 1962, 1970 e 1994. Mas chegou 2006. Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Adriano juntos. Os três tinham a farra na veia. O Fenômeno e Adriano desembarcaram em Weggis na Suíça, em estado físico lamentável. Estavam gordos. Ronaldo acumulava farras e problemas físicos. Adriano acumulava bebedeiras, falta de treinamento e profunda depressão pela morte do pai, sua grande referência na vida. Uma das primeiras exigências de Ronaldo a Parreira foi a manutenção do esquema das folgas após as partidas. O treinador sabia da péssima condição do "presidente" e de Adriano. Mas estava isolado. Zagallo, o seu coordenador, estava com a saúde abalada. Acabou permitindo. Os atletas tinham a obrigação de voltar até as cinco da manhã para a concentração. Kaká, mais vivido e poderoso, por ter sido o melhor do mundo em 2005, não concordou. Mas não criou problemas. Seu protesto foi outra vez não participar das farras. Ele e Ronaldo já estavam cada um de um lado.

O resultado foi desmoralizante. Logo na primeira festança, na Suíça, um jornal local conseguiu fotos da farra em uma boate. Com Ronaldo como DJ, escolhendo as músicas. Roberto Carlos e Emerson com várias mulheres. As imagens ganharam o mundo. Mesmo assim, as farras continuaram durante o Mundial da Alemanha. O "Quadrado Mágico" jogando cada vez pior. Poucas pessoas entendiam o motivo, já que ele havia se aprimorado. Em vez de Robinho havia Ronaldo Fenômeno. Os outros três atletas eram os mesmos: Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Adriano. A grande arma na conquista da Copa das Confederações de 2005, no torneio laboratório no território germânico, se mostrava ineficiente. Era inconcebível, mas Parreira aceitava passivamente o projeto de conquista do hexacampeonato mundial ruir. O favorito Brasil cambaleava em campo. Ronaldo e Adriano seguiam cada vez mais gordos e sem fôlego. Ronaldinho Gaúcho obcecado por mais e mais farras nas folgas. Kaká revoltado, calado. O fracasso foi inevitável.

O máximo que Parreira fez foi enviar um relatório ao então presidente Ricardo Teixeira. Nele estava detalhado o comportamento do time. E a participação de Ronaldo nas festanças. Desde então, Ronaldo Fenômeno foi banido da Seleção Brasileira. Não seria mais chamado. Independente se estivesse jogando bem. Ponto final. Dunga teve de ser firme em 2009, quando ele deu seu último espasmo como grande jogador, no Corinthians. Suportou, a pedido de Ricardo Teixeira, a pressão popular pela convocação do "presidente". Ronaldo não se abalou. Estava muito feliz no Corinthians. Seu nome midiático foi responsável pelo dinheiro que deu início à modernização do clube. Foi o grande acerto de Andrés Sanchez. O Fenômeno trouxe patrocinadores fortes. Maior intimidade com a Globo. E Lula logo tornaria possível a realização do sonho do estádio corintiano, o Itaquerão. Diante de tantas coisas importantes acontecendo com o clube, Andrés não iria se opor às farras de Ronaldo Fenômeno. Nem se levasse alguns companheiros de time. Só que a primeira delas se tornou enorme vexame. O jogador tornou conhecida internacionalmente a Pop"s Drinks. Casa noturna frequentada por prostitutas. Ele não só farreou com as mulheres, como quis levar algumas para seu quarto. Houve um escândalo no hotel. O ex-jogador, e agora técnico do Juventude, Antônio Carlos, era diretor de futebol do Corinthians em 2009. Ele nasceu e cresceu em Presidente Prudente. Andrés Sanchez o demitiu por ter indicado o local. O "presidente" seguiu no Corinthians até o vexame contra o Tolima, a eliminação da pré-Libertadores, no início de 2011. Já tinha trazido para o clube, seu velho companheiro de festas, Roberto Carlos. Os dois saíram muito pelas noites paulistanas. Ronaldo já havia perdido o controle. Comia, bebia e fumava muito. Mas tinha muito prestígio com os patrocinadores. Não havia como tirá-lo do time. Tite sofreu.

Até que, depois do vexame diante do Tolima, no acanhado estádio de Ibagué, na Colômbia, Ronaldo teve de abandonar a carreira. Ele e Roberto Carlos foram ameaçados de morte pelas organizadas corintianas. Para evitar polêmicas desnecessárias, o milionário "presidente" resolveu encerrar a carreira. O lateral não ficaria no Parque São Jorge sem Ronaldo e sendo ameaçado. Saiu pela porta dos fundos. Rescindiu, voltou para a Turquia. E evita falar na pressão que recebeu dos torcedores para ir embora do Parque São Jorge.
Sempre houve um código de honra entre os jogadores. Ninguém escancarava o poder do Fenômeno. Não para a imprensa. Tudo era hipócrita. Jornalistas sempre ouviram várias histórias. Só que ninguém confirmava oficialmente. Até mesmo em off, todos procuravam preservá-lo. Até agora, quando já encerrou a carreira há cinco anos.
Alexandre Pato escorregou na entrevista de ontem. Mas só deixou claro o que muitos sabiam.

Ronaldo foi um jogador fabuloso.

Dos melhores de todos os tempos.

Só que dividia qualquer grupo.

O seu sempre foi o da esbórnia, da farra, da orgia.

Quem chegasse tinha de escolher.

Ainda mais, jogando com o bom moço Kaká.

Pato e muitos outros ficaram com "o presidente".

E arcaram com tudo de bom e de ruim pela escolha...



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Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

STJD não faz justiça. Dá punições leves demais para Corinthians e Flamengo pela selvageria no Maracanã. A sentença só estimula vândalos e criminosos infiltrados nas organizadas...

STJD não faz justiça. Dá punições leves demais para Corinthians e Flamengo pela selvageria no Maracanã. A sentença só estimula vândalos e criminosos infiltrados nas organizadas...




O STJD finge que pune. Os clubes fingem que cumprem. E o vandalismo continua imperando. Mesmo com as cenas de selvageria e covardia, da agressão das organizadas corintianas à polícia do Rio de Janeiro, o tribunal deu uma sentença leve aos dois clube. Primeiro é preciso deixar bem claro. É preciso parar com a hipocrisia. Se os clubes são penalizados pelos atos dos seus torcedores, o julgamento de hoje foi descabido. Pela gravidade do que aconteceu antes de Flamengo e Corinthians, no Maracanã, o exemplo que passa para os vândalos infiltrados nas outras organizadas é que não há motivo para preocupação. Os clubes não são efetivamente punidos. Ainda mais, por coincidência é claro, quando o Brasileiro entra na sua reta final. Apesar da covarde agressão dos corintianos aos policiais, a sentença para o clube do Parque São Jorge. Cinco partidas sem suas organizadas no setor Norte do Itaquerão. E cinco jogos sem torcedores quando for visitante, como já acontece nos clássicos paulistas que não são na Zona Leste. Os 31 corintianos presos pelos chutes, socos, pisões nos policiais ficarão seis meses proibidos de entrar em qualquer partida de futebol. Ao Flamengo, mandante e responsável pela organização da segurança do Maracanã, coube R$ 20 mil de multa e 20% a menos de ingressos para sua partida em uma partida. A punição deverá ser aplicada contra o Coritiba, no Maracanã, domingo, dia 20. As diretorias dos dois clubes respiram aliviadas. Elas esperavam punições muito mais duras. Algo que realmente servisse para os vândalos, os torcedores perceberem o quanto podem prejudicar seus clubes. A previsão tanto no Parque São Jorge como na Gávea era perda de mando. A sentença do STJD só aumenta o véu da impunidade neste país. A falta total de respeito com as autoridades. Policiais foram espancados. Famílias ficaram desesperadas no Maracanã por causa dos vândalos. Um clube não consegue ser competente para organizar a segurança dos torcedores no estádio. As organizadas do Corinthians não ficam mais no Setor Norte. Que terrível, não é? Elas simplesmente passam a ocupar o setor Norte. Quanto à proibição de torcida visitante, pura hipocrisia. Membros das organizadas corintianas já passaram por isso. E foram aos jogos que quiseram. Só não entraram com suas camisetas. Quanto à pena dada ao Flamengo é constrangedora. O clube arrecadou R$ 356 milhões em 2015. Em 2016, seu balanço será maior. A multa de R$ 20 mil chega a ser vergonhosa. Assim como 20% a menos de ingressos contra o Coritiba. Os vândalos só ficarão seis meses longe dos estádio. É inaceitável. O que os auditores querem para banir por um, dois, três anos esses espancadores de soldados? Que eles os matem? Ou seja, o que o STJD fez foi anunciar que não haverá punição verdadeira. Está dando apenas uma satisfação à sociedade. Só que basta analisar um pouco a sentença para se revoltar com a justiça esportiva brasileira. E há mais. Se os clubes acreditarem terem sido punidos em demasia, poderão recorrer. Revoltante! Se alguém não entende como os vândalos fazem o que querem... Analise com calma o que aconteceu nesta manhã no STJD...


imagens na Internet &nbsp &nbsp

Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Um duelo à parte

Um duelo à parte



Olá galera. Flamengo e Botafogo farão o primeiro clássico no Maracanã, após o fechamento do estádio para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Além da capacidade já estar bastante reduzida em relação ao passado, também teremos uma das torcidas ocupando somente o espaço do visitante. A maioria esmagadora será de Rubro-Negros. Eles irão apoiar o time em busca da difícil missão, mas ainda possível, de conquistar o título do Brasileirão. Os botafoguenses, que estão bem próximos da Libertadores, têm apenas sete mil ingressos disponíveis. Se na arquibancada a disputa será desigual, em campo a partida promete muito equilíbrio. Um dos duelos mais esperados será o de Diego e Camilo. Os dois são os principais jogadores de suas equipes e podem decidir a partida em uma jogada. Claro que ambos contam com bons companheiros pra ajudar. Do lado do Flamengo, o treinador Zé Ricardo confia na boa fase de Guerrero pra fazer os gols que o time precisa. O Botafogo, comandado por Jair Ventura, deve jogar no contra-ataque e pra isso tem o veloz Neilton. Vamos torcer para que o confronto entre Flamengo e Botafogo seja marcado por muitos gols e lindas jogadas. Que o torcedor saia satisfeito com um bom espetáculo apresentado em campo. E que a única ausência seja da violência, dentro e fora do Maracanã. beijim Mylena &nbsp &nbsp

Fonte: Esportes R7
Autor: mciribelli

Gabriel Jesus é o favorito. Deve ser escolhido como o melhor do Brasileiro de 2016. Briga com o veterano Robinho, Lucas Lima, Guerrero, Luan, Camilo... As opções nunca foram tão escassas no país "do futebol'...

Gabriel Jesus é o favorito. Deve ser escolhido como o melhor do Brasileiro de 2016. Briga com o veterano Robinho, Lucas Lima, Guerrero, Luan, Camilo... As opções nunca foram tão escassas no país "do futebol'...




2005. Carlitos Tevez. 2006. Rogério Ceni. 2007. Rogério Ceni. 2008. Hernanes. 2009. Diego Souza. 2010. Conca. 2011. Neymar. 2012. Fred. 2013. Éverton Ribeiro. 2014. Éverton Ribeiro. 2015. Renato Augusto. 2016? Desde 2005, a CBF resolveu copiar a premiação da Fifa e instituiu o prêmio do melhor jogador do Campeonato Brasileiro. Uma maneira de valorizar o talento individual da sua maior competição. Na grande maioria dos casos, o vencedor também foi campeão. Tevez venceu com o Corinthians. Rogério Ceni, com o São Paulo, assim como Hernanes. Conca, com o Fluminense, assim como Fred. Éverton Ribeiro, duas vezes com o Cruzeiro. E Renato Augusto, com o Corinthians. As duas únicas exceções foram Diego Souza, no Palmeiras e Neymar, no Santos. Enquanto a Seleção Brasileira renasce nas mãos de Tite, o futebol dos clubes regride. Não neste Brasileiro de 2016 um jogador excepcional. Muito acima dos demais. Ninguém que valeria a pena pagar ingresso apenas para vê-lo em campo. Alguém que passe a certeza que atuará bem, não importa o adversário. Trará prazer para as retinas. Gabriel Jesus é o grande favorito a ganhar o prêmio este ano. Mas depois de 32 rodadas, mostra a irregularidade compreensível dos jovens. Apesar do seu grande potencial, teve uma queda drástica de produção desde que voltou da Olimpíada. Pressionado, por já ter sido vendido ao Manchester City e prometido fazer o Palmeiras acabar com o jejum de 22 anos e sem jogadores com talento ofensivo no meio de campo para servi-lo, o rendimento caiu drasticamente. Um gol e sete cartões amarelos. Seus 19 anos são autoexplicativos. Robinho, do Atlético Mineiro, tem se mostrado muito eficiente. Tem 25 gols no ano. O número impressiona. Mas ele marcou nada menos do que nove durante o fraquíssimo estadual mineiro. Suas atuações inconstantes não animaram seu grande protetor Dunga a torná-lo presença constante na Seleção. Tite não o chamou uma vez sequer. Aos 32 anos, perdeu o arranque. Sua habilidade vem à tona de quando em quando. Ao contrário de Gabriel Jesus, ele conta com meio-campistas com grande potencial ofensivo. Fora ter ao seu lado Fred ou Lucas Pratto. Qualquer um dos dois atrai a atenção dos zagueiro. Além disso, quantos jogos Robinho desequilibrou no Brasileiro de 2016? No solidário Flamengo de Zé Ricardo, há os defensores de Paolo Guerrero. O peruano agora, nesta reta final, está sendo apontado como o grande destaque do time. São divulgados os oito gols que fez no Brasileiro como se fossem uma façanha. Não são. Ele chegou no ano passado a peso de ouro. Passou por vários períodos de jejum. Até mesmo neste Brasileiro.

Foi vaiado, xingado. Leandro Damião não chegou à toa. O jovem Felipe Vizeu tem seus defensores na Gávea. Individualmente, o Brasileiro de Guerrero só começou a ficar bom, a merecer atenção quando o Flamengo se encaixou. Foram inúmeros jogos que o atacante decepcionou. Regularidade, constância não existiram. Lucas Limas continua com todo o repertório de um craque. Só que psicologicamente se deixou abalar. Os grandes clubes que esperava não vieram. Nada de Barcelona, Real Madrid, Bayern e, principalmente, o PSG. Desta vez, nem os times médios, como o Porto, retornaram. E quando se viu esquecido pelo mercado, se encolheu. Perdeu espaço na Seleção. E acumula várias partidas em que foi omisso pelo Santos. Rodrigo Caio teve ótimo desempenho no São Paulo. Mas acabou sabotado pelo time fraco, sem gana e com esquema tático confuso de Ricardo Gomes. Serve para a Seleção. Para clubes estrangeiros, o clube já conta com o dinheiro de sua venda nesta próxima janela. Mas não há condições de brigar como melhor do Brasileiro. Luan também segue com potencial incrível, mas foi prejudicado pela instabilidade do Grêmio. É um dos grandes talentos deste país, mas não conseguiu se mostrar mais pela decepcionante campanha da equipe. A Copa do Brasil é uma coisa. O Brasileiro, outra. Bem diferente.

Gustavo Scarpa é outro com a tatuagem da instabilidade. Capaz de poucas grandes partidas e várias em que desaparece em campo. A idade, 22 anos, e os companheiros do Fluminense servem de desculpa. Mas, neste Brasileiro, um jogador com talento. Ponto. Camilo, depois de rodar o mundo, finalmente tem se mostrado onipresente no Botafogo. A revelação como treinador neste país, Jair Ventura, o fez a principal engrenagem no surpreendente time carioca. Muito inteligente taticamente, o meia se desdobra. É o jogador do time em 2016. Mas individualmente não é o melhor do país. As péssimas gestões dos dirigentes deste país tornam impossível concorrer com o mercado europeu e com o chinês. Os grandes valores, a base da Seleção está fora do Brasil. Jogadores que são vistos durante o ano apenas pela tevê. Os melhores estão longe e há muito tempo.

Por isso, a eleição do melhor do Brasileiro está cada vez mais amarrada à conquista do título. É um critério preguiçoso, mas compreensível. Se o Palmeiras confirmar o título, o menino de 19 anos, Gabriel Jesus, leva o troféu e pronto. Ninguém pensa mais no assunto. Ajude o prestigioso juri formado por jornalistas, técnicos, jogadores e ex-atletas. Qual é o melhor jogador do Brasileiro de 2016? Explique qual o motivo que justifica sua escolha. Depois, pare para pensar. E vai se assustar como as opções se tornaram escassas. Principalmente neste o país, que se assume como o "do futebol"...



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Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Sem Boca!

Sem Boca!



Olá galera. Com as últimas rodadas do Brasileirão em disputa, a maior briga deverá ser pelas posições que dão vaga para a Libertadores. Ainda não sabemos quais times se classificarão ao lado de Palmeiras, Flamengo, Santos e Atlético Mineiro. O que já podemos sacramentar é que não teremos o tradicional Boca Juniors. Só o Independiente, que tem sete títulos, venceu mais a Libertadores que o Boca. Os Xeneizes foram campeões nos anos de 1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007. A Copa da Argentina era a última chance de classificação para a competição de clubes mais importante do continente. Nem mesmo a presença da fera Carlitos Tevez foi suficiente para que o Boca Juniors avançasse no torneio. Os representantes argentinos serão Lanús, San Lorenzo, Estudiantes La Plata, Godoy Cruz e o Atlético Tucumán. Outro que pode ficar de fora é o River Plate. Como somente o campeão da Copa da Argentina vai para a Liberta, estão na briga, além do River Plate, maior rival do Boca, o Rosario Central, o Belgrano e o Gimnasia y Esgrima, que enfrenta o já classificado, San Lorenzo. É verdade que os times hermanos costumam ser fortes em qualquer campeonato. Mas não há como negar que a ausência do poderoso Boca Juniors, seja motivo de comemoração para os adversários. beijim Mylena &nbsp &nbsp

Fonte: Esportes R7
Autor: mciribelli

André Negão, ex-bicheiro. Sobreviveu a sete tiros. Braço direito de Andrés Sanchez. Seu sonho de se tornar presidente do Corinthians, o "Obama do Parque São Jorge" nunca foi tão real. Oposição articula impeachment de Roberto de Andrade...

André Negão, ex-bicheiro. Sobreviveu a sete tiros. Braço direito de Andrés Sanchez. Seu sonho de se tornar presidente do Corinthians, o "Obama do Parque São Jorge" nunca foi tão real. Oposição articula impeachment de Roberto de Andrade...




André Negão, ex-bicheiro. Passou 20 dias na UTI após tomar sete tiros. Foi chefe de delegação da Seleção Brasileira sub-20. Em Barcelona, na 12ª Copa Internacional do Mediterrâneo. Ganhou o cargo de Andrés Sanchez seu parceiro há décadas. Andrés era o diretor de seleções, nomeado por Ricardo Teixeira. Foi chefe de gabinete do deputado federal do PT, Andrés. Ficou 18 meses recebendo R$ 12,5 mil. Saiu para se candidatar a vereador em São Paulo. Não se elegeu. Conseguiu 20.481 votos pelo PDT. Não obteve foro privilegiado. Prestou depoimento na Polícia Federal.

Acusação? Esclarecer R$ 500 mil que teria recebido da Odebrecht. Esse dinheiro seria propina. Seu nome consta nas investigações da Lava-Jato. Acabou detido por porte ilegal de duas pistolas.
Este pode ser o currículo do novo presidente do Corinthians. Negão pode se tornar o "Obama do Parque São Jorge", como sonha. E justificar as camisetas "ALO presidente" que mandou confeccionar. ALO são as primeiras letras do seu nome, André Luiz de Oliveira.

A guerra pelo poder no Parque São Jorge é mais forte do que parecia. O grupo político comandado por Andrés Sanchez não quer apenas isolar o atual presidente rebelde Roberto de Andrade. Mas deseja tirá-lo do cargo. Conselheiros já se articulam, estudam a chance de impeachment. Há uma desculpa legal que poderá tirar Roberto de Andrade do cargo. A revelação foi feita pela revista Época. "O candidato Roberto, identificado como presidente, assinou a lista de presença da assembleia geral de cotistas que tomou uma série de decisões sobre o estádio. Uma delas tratou de um aditivo ao contrato de construção da arena com a Odebrecht. Andrade concordou em dar maior prazo para a conclusão das obras. O aditivo também garantia que a construtora não devia mais nenhum valor à Arena Corinthians. Apesar da autorização em assembleia, o aditivo não foi assinado posteriormente. Outra deliberação ratificou a assinatura de contrato para exploração do estacionamento com a empresa Omnigroup. Em outra foi dada autorização para que a BRL Trust, empresa que comanda o fundo de investimento imobiliário que administra a Arena Corinthians, alterasse, por meio de aditivos, contratos relativos ao financiamento da construção com a Caixa. A reunião deliberou sobre pontos estratégicos para o futuro do estádio. A assinatura de Roberto de Andrade Souza, acompanhada da palavra "presidente" e do escudo do Corinthians, consta na ata da assembleia em questão. A ata da assembleia foi registrada em cartório em São Paulo, no 2º Oficial de Registro de Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica, e foi obtida por ÉPOCA. O documento foi assinado por representantes dos outros cotistas, Odebrecht e Arena Itaquera.

A atitude pode ser configurada como falsidade ideológica, quando alguém insere uma declaração falsa em documento público ou privado, segundo advogados consultados pela reportagem. A pena prevista para esse crime pelo Código Penal é de multa e um a três anos de reclusão para documentos particulares, como é o caso da ata em questão." A revelação colocou fogo no Parque São Jorge. Tudo piorou quando no dia 24 de outubor, o delegado Roberto Tadeu Sampaio Lopes, titular do 52º DP determinou a abertura de inquérito para investigar a ata da Arena Corinthians. Quer determinar se houve a fraude por parte de Roberto de Andrade, presidente do clube. O pedido foi feito pelo ex-secretário nacional da Justiça, Romeu Tuma Júnior, inimigo político de Roberto. Andrade alega que a assembleia levou dias para ser lavrada. E a data corresponde ao início e não ao seu final, quando já era presidente. Mas o que vale legalmente é a data que consta em qualquer documento público. Roberto de Andrade não tinha certeza se seria presidente do Corinthians, dois dias antes da eleição. Ele só venceu com 57% contra 43% de Roque Citadini.

A oposição e o grupo liderado por Andrés Sanchez nunca esteve tão ligada. O deputado federal e ex-mentor de Roberto de Andrade se uniu a Paulo Garcia, um dos maiores nomes históricos da oposição. Juntos estes grupos têm condições e articulam o pedido de impeachment do atual presidente. Vale a pena deixar ainda mais claro o quadro. Roberto de Andrade chegou ao cargo graças ao seu mentor, Andrés Sanchez. Assim como o ex-Mario Gobbi, ele se rebelou. Não aceitou mais as imposições de Andrés. O deixou com o Itaquerão e decidiu comandar o futebol sozinho. Sua primeira medida foi escolher Oswaldo de Oliveira como treinador, sem pedir bênção a Andrés. E nem avisar o diretor de futebol, Eduardo Ferreira, ligado umbilicalmente ao deputado federal do PT. Ferreira pediu demissão. O vice presidente André Negão, também colocado por Andrés, ameaçou entregar o cargo. Mas Sanchez não deixou. Embora seja um cargo simbólico, em caso de qualquer problema com Roberto de Andrade, Negão vira o novo presidente corintiano. Roberto de Andrade tenta se defender como pode. Até colocou Flávio Adauto, como diretor de futebol. Adauto era um dos maiores críticos ao trabalho do presidente. Suas queixas eram públicas. Mas Roberto fez de conta que não sabia e ofereceu o cargo. Precisa desesperadamente de apoio. Adauto foi diretor de comunicação do ex-presidente Alberto Dualib. Não tem experiência alguma com futebol. Mas tem ligações políticas importantes no clube. Andrade queria Fernando Alba comandando o futebol. Ele chegou a aceitar. Mas o grupo comandado por Andrés o fez desistir. E mostrou a Roberto de Andrade o quanto é sangrenta a batalha com seu ex-mentor.


Tudo promete piorar para o atual presidente se o seu protegido, Oswaldo de Oliveira, não conseguir classificar o clube para a Libertadores em 2017. As organizadas já tomaram partido. Estão do lado de Andrés Sanchez. Se o Corinthians fracassar nestas últimas cinco partidas do Brasileiro, elas prometem pressionar Roberto de Andrade.

Enquanto isso, a Odebrecht garante que houve mesmo vazamento de água no Itaquerão. Seria de 20 milhões de litros de água. Ele teria provocado o deslizamento de terra na parte externa do estádio e um buraco no estacionamento. A construtora garante que tudo está sanado. E que não há risco de deslizamento de terra na Radial Leste. Promete que pedaços do teto deixarão de cair e buracos vão parar de surgir.


As últimas notícias enterram de vez a esperança de o clube buscar uma empresa para pagar R$ 400 milhões pelos naming rights. Até pelo menos as notícias sobre vazamentos e desabamentos de pedaços do teto sejam esquecidos. Já são seis anos de atraso na busca dos naming rights. O estádio já é conhecido nacionalmente como Itaquerão.

A dívida da arena chega a R$ 1,6 bilhão para o clube.

As parcelas não estão sendo pagas desde abril.

O que parece ruim pode ser caótico.

Com um processo de impeachment no Parque São Jorge.

Em 2007, Alberto Dualib por causa da MSI teve de renunciar.

Para não ser sofrer o impeachment.

Conselheiros juram.

Nunca viram André Negão tão animado.

Ele sabe quem o está apoiando nesta briga pela presidência.

O sonho de ser o "Obama do Parque São Jorge" nunca foi tão real...



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Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Grêmio e Atlético Mineiro confirmaram a vantagem. E, com toda justiça, decidirão a Copa do Brasil de 2016. Foram dois empates emocionantes. Cruzeiro e Internacional 'caíram de pé'...

Grêmio e Atlético Mineiro confirmaram a vantagem. E, com toda justiça, decidirão a Copa do Brasil de 2016. Foram dois empates emocionantes. Cruzeiro e Internacional 'caíram de pé'...




Dois empates emocionantes, tensos. E que levaram para a final os dois clubes que mereceram. Grêmio e Atlético Mineiro farão a decisão da Copa do Brasil de 2016. Cruzeiro e Internacional tentaram, deram a alma, chegaram ao limite. Mas não conseguiram reverter a desvantagem das derrotas da primeira partida nas semifinais. Festa na metade azul do Rio Grande do Sul. E na branca e preta de Minas Gerais... O Cruzeiro de Mano Menezes lutou, mas não conseguiu superar a fortíssima marcação articulada por Renato Gaúcho. Douglas foi o melhor em campo, jogou como um maestro. Foi impossível escapar do 0 a 0. No primeiro jogo, o Grêmio havia vencido por 2 a 0. Já o Atlético Mineiro teve forças para superar uma falha infantil de Victor, que "deu" o segundo gol do Internacional. Anderson não desperdiçou. Lucas Pratto mostrou o quanto é um atacante diferenciado, empatou o jogo e garantiu o time mineiro na decisão com o 2 a 2. O clube busca o segundo título da Copa do Brasil de sua história. Os resultados foram fundamentais para gremistas e atleticanos. O Grêmio não é campeão de torneios importantes há 15 anos. Disputarão uma vaga na Libertadores de 2017. Mas as semifinais da Copa do Brasil serviram também para levantar o moral de Internacional e Cruzeiro, ainda ameaçados pelo fantasma do rebaixamento no Brasileiro. Os confrontos serviram para dar autoconfiança, esperança que os dois tradicionais clubes podem escapar da Segunda Divisão. Pagaram caro pelo primeiro jogo. O Grêmio fez valer sua tradição copeira. Disputará a final da Copa do Brasil pela oitava vez. Ganhou quatro disputas. O Atlético Mineiro venceu a competição apenas uma vez. O sorteio para a definição do mando do primeiro jogo, que se mostrou fundamental nesta semifinal, será nesta quinta-feira. Conseguir a vitória fora de casa foi importantíssimo para os finalistas.


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Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

"Não quis ir para a Globo para não perder a alma." "O futebol brasileiro está igual à política. Não tem líderes, ídolos de verdade. Neymar não é." "Éramos ingênuos. Não sabíamos que estávamos sendo usados pela ditadura militar." "Obriguei o Galvão Bueno a tirar a gravata. Acabei com o padrão Boni." Exclusiva com Silvio Luiz...

"Não quis ir para a Globo para não perder a alma." "O futebol brasileiro está igual à política. Não tem líderes, ídolos de verdade. Neymar não é." "Éramos ingênuos. Não sabíamos que estávamos sendo usados pela ditadura militar." "Obriguei o Galvão Bueno a tirar a gravata. Acabei com o padrão Boni." Exclusiva com Silvio Luiz...




Legado. Palavra vulgarizada, mas de grande significado. Os ensinamentos de uma vida, de uma carreira. A honra de ter mudado conceitos, padrões, apresentado o novo. É o que faz Sylvio Luiz Perez Machado de Souza. Com a experiência de quem trabalhou na TV Paulista, na Rádio Bandeirantes, TV Excelsior, TV Record por duas vezes, SBT, na Bandeirantes, por duas vezes, na Bandsports e atualmente está na RedeTV! e na rádio Transamérica. Aos 82 anos, Silvio Luiz tem muito orgulho da vida, da família, da carreira. Mais lúcido do que nunca, tem um olhar firme, crítico sobre o Brasil, o futebol, sobre o jornalismo. E sobre a narração esportiva. Não lamenta, encara de frente a realidade. Ele é denso, quando deseja, fala muito sério. Suas palavras são ensinamentos. De quem viveu e vive o futebol. O depoimento foi exclusivo ao blog. "O Carlos Alberto Torres foi capitão da Seleção na Copa de 70. Tinha 26 anos. Pelé, Gerson, Tostão, Jairzinho tinham de se dobrar diante do seu poder de liderança. Era exemplo para os companheiros. Merecia respeito, credibilidade. Sua morte foi uma enorme perda, que o Brasil só reconheceu agora que perdeu. "Hoje, os homens da CBF têm a coragem de dar a faixa de capitão para o Neymar. Ele não tem um pingo de liderança. Não consegue nem entender a importância de ser capitão do Brasil. Os jogadores da Seleção o respeitam porque sabem o quanto ele representa para os patrocinadores, como a Nike. É covardia compará-lo a Carlos Alberto Torres. "Neymar é um excelente jogador. Mas precisa ser orientado. Ele deveria ser o grande ídolo do futebol brasileiro. Não é. Não se posiciona, não tem noção do que representa. Eu lamento porque tem um monte de gente que diz que cuida da sua carreira. Infelizmente no futebol brasileiro, como na política, estamos sem líderes. E isso nos afeta profundamente. Não temos a quem seguir, a quem admirar. "Jogador de futebol não é mais só jogador. A maioria age como celebridade. Os melhores são cercados de vinte, trinta assessores. E se transformam em homens narcisistas, mais mimados do que meninos. Não têm personalidade para se posicionar. Não querem se comprometer com nada. A não ser fazer a melhor tatuagem, biquinho na hora do selfie, fazer campanha nas redes sociais para ganhar mais dinheiro com patrocinadores. "Podem ser bilionários. Mas vão passar pela vida em branco. São egocêntricos e poderiam fazer muito pela sociedade. Bastaria se posicionar nas entrevistas contra o racismo, contra a corrupção, contra a injustiça social no Brasil. Iriam servir de exemplo. Mas não falam nada com nada, de propósito. Para não ter problemas. "Só querem saber da próxima festa, do próximo carro, do próximo jatinho que vão comprar. Acham que fazem um favor enorme em jogar pela Seleção. Por isso que não são ídolos de verdade. A população percebe o vazio que eles têm na alma.

"O relacionamento entre jornalistas e jogadores atualmente é o pior possível. Está claro que os jogadores não querem ser incomodados ter de se posicionar. Os repórteres não têm saída e aceitam as superficiais coletivas. Ou então precisam vender sua alma para conseguir exclusivas onde não podem perguntar de verdade. Tudo é falso. Superficial. De propósito. "Quando eu era repórter de campo, no início da carreira, tudo era diferente. Cansei, de no aquecimento do Santos, servir de bobinho para o Pelé, Edu, Zito, Carlos Alberto. No intervalo, descia para o vestiário e ia chupar laranja dos jogadores. Quando o técnico dava a preleção, eu me afastava tamanho era a nossa relação de respeito. Poderia ouvir, se quisesse. Mas me afastava. Não precisava ser covarde para ter informações. "Essa proximidade fazia bem para os dois lados. Eu sempre tive a liberdade de criticar quando o jogador estava mal, cobrá-lo inclusive na entrevista. Ele entendia. Não é porque eu era jornalista e ele um atleta que deveríamos nos odiar. Hoje, não. Ou está cada um de um lado. Ou só os puxa-sacos conseguem entrevistas. Mas vazias, que não levam a nada. "O que acontece no futebol é o reflexo da sociedade brasileira. Seguindo o exemplo dos nossos governantes. Todos querem levar vantagem em tudo. Ganhar jogos, campeonatos seja da maneira que for. Se as conquistas vierem em lances ilegais, tudo bem. A ética não conta. O desrespeito, a impunidade imperam. Os grandes são favorecidos como na vida são os ricos. Os pequenos são pisados. São tratados com o mesmo desprezo dos pobres doentes largados nos corredores do SUS. Entra governo, sai governo e é a mesma coisa. A injustiça contra os pobres continua cruel.

"A sociedade é violenta porque não há respeito. Nem pela vida humana. Se mata por nada. Temos medo de sair para a rua porque não há policiamento. A impunidade domina. As torcidas organizadas deveriam acabar. Estão infestadas de criminosos, bandidos. Todos sabem, mas ninguém age. Político não quer ficar mal com torcida nenhuma. Tem medo de perder eleição. E os bandidos fazem a festa. "Essa história de narrador dizer o time que torce é algo que vai contra a sua própria credibilidade. Se ele assume ser palmeirense, todos vão pensar que ele vai puxar sardinha para o Palmeiras no jogo. Estes anos de carreira me fizeram mudar. A minha torcida, de coração, é para os amigos que tenho nos diversos clubes. A minha grande alegria foi ver o Corinthians campeão em 1977. Pelo Oswaldo Brandão, que era meu grande amigo. E nunca fui corintiano. O Galvão Bueno só revelou agora que é flamenguista porque não narra mais Campeonato Brasileiro. Aí é fácil..." "Pode reparar, a Globo transmite cada vez mais dos seus estúdios. Os narradores e comentaristas evitam ir aos estádios por causa dos torcedores violentos. Dos bandidos que se infiltram nas organizadas. Eu só tive problema uma vez. Ao ir narrar no Parque Antártica. Sabia que os torcedores prometeram bater em mim porque tinha criticado o time. Fui e saí de camburão. Uma situação deprimente. A nossa sociedade não aceita mais opinião contrária. Veja o ódio nas redes sociais. Opine sobre qualquer assunto. Quem for contra, só falta te matar. É essa falta de respeito que eu não me conformo. "Nós, na década de 70, no auge da Ditadura Militar, éramos muito ingênuos. Os narradores de futebol se deixavam levar pela emoção que o futebol provoca. Não tínhamos informação sobre as atrocidades dos militares. Só muito depois tomamos essa consciência. A alegria do esporte foi usada para disfarçar tudo de ruim que acontecia. Hoje isso não acontece porque perdemos a ingenuidade.

"Quando soube o que acontecia já era tarde. A minha maneira de ironizar os militares foi dar o resultado do jogo do Bicho nas transmissões dos jogos. Meus companheiros ficavam desesperados e achavam que eu era louco. Mas era querer mostrar que eles não mandavam em tudo. Só que mandavam. Quando me levaram para uma delegacia e me interrogaram sobre o jogo do Bicho, entendi o que poderia acontecer. E parei. "Fiquei extremamente decepcionado quando descobri quem era de verdade o senhor João Havelange. Tinha mesmo o maior orgulho dele ser brasileiro e ter revolucionado o futebol mundial. Revolucionou a Fifa. Enxergou a força dos patrocinadores, da televisão. E achei que ele teve uma vida limpa. Mas quando vi e comprovei as várias denúncias de envolvimento de ISL, tráfico de armas e tantos absurdos, me choquei. Percebi o quanto eu e minha geração fomos enganados por este homem. "A Globo pode até ter tido apoio dos militares. Mas ela só se apoderou do futebol de verdade, em 1982. Quando transmitiu com exclusividade a Copa de 1982. As outras tevês não pagaram a taxa de transmissão que a Fifa exigiu. E a Globo deitou e rolou, com aquele time fantástico do Telê Santana. Foi para esta Copa que fui convidado para trabalhar. Mas quando perguntei se seria eu ou o Luciano do Valle quem transmitiria a final, percebi que seria o Luciano. E que estava sendo contratado para ser mais um. Na verdade, a Globo queria ferrar a Record. Não fui. A Record transmitiu a Copa pela rádio. E tivemos uma audiência enorme com a campanha: "veja o jogo na Globo e ouça a Record". Nossa audiência foi sensacional.

"Nunca chorei em nenhuma partida. Por mais dolorida que fosse a derrota. Por respeito aos telespectadores e ao meu emprego. Não posso me deixar dominar pela emoção. Em 1982, quando o Brasil perdeu para a Itália, olho para o meu lado e vejo o Flávio Prado chorando. Ele é uma das pessoas com quem mais gostei de trabalhar na vida. Companheiro de verdade. Mas fiquei louco. Perguntei "por que você está chorando?" E falei: "faça o seu trabalho. As pessoas estão esperando para ouvir os motivos que fizeram o Brasil perder. A sua opinião". Ele engoliu o choro e fez uma análise profunda, correta do que aconteceu em Sarriá. Ele entendeu na hora. Precisamos ter o nosso distanciamento. Muitas vezes não é fácil. Mas é nossa obrigação. "Eu tirei a gravata, o gesso do Galvão Bueno e das transmissões esportivas da Globo. Trabalhando na concorrência, acabei com o padrão que o Boni impunha. Humanizei o futebol. Ele queria que as narrações fossem amarradas, como na Inglaterra. Mostrei que o brasileiro vê o futebol com descontração. Não é um aniversário da rainha da Inglaterra, no palácio de Buckingham. "Não aceitei ir para a Globo e não tenho o menor arrependimento. Por anos, a Globo contratava as pessoas que faziam sucesso em outros canais e tirava a alma. Só para encaixar no padrão imposto pelo Boni. Sempre tive a minha personalidade e não iria me sujeitar. Fui muito sincero quando o Nilton Travesso me convidou. Disse não e não me arrependo. Se tivesse ido naquela época, iriam matar o meu estilo. "Se já me ofereceram dinheiro para falar bem de algum jogador, algum técnico ou quem quer que seja? Não. Esse tipo de gente sabe muito bem quem procurar. Eu falaria no ar se alguém tentasse me corromper. Iria virar caso de polícia. Se eu conheço alguém que aceitou dinheiro? Torço de coração que não. Prefiro acreditar que os elogios e críticas que ouvi de pessoas que sentaram ao meu lado sempre foram sinceros. "Ser descontraído na transmissão esportiva não é sinônimo de gritaria. Eu não acredito no que acompanho por aí. Transmitir emoção não é berrar no ouvido do pobre telespectador. É pura falta de rumo, de orientação. Mas uma das falhas dessa nova geração é não escutar conselho de ninguém. Acredita que já nasceu pronta.
"Não me iludo. Sei que não estamos na Inglaterra ou na Itália, onde a experiência, a maturidade são respeitadas. Lá são países evoluídos. Aqui, não. A pessoa é rotulada de velha, improdutiva, aos 40 anos. Conheço inúmeros jornalistas importantes, muito bons, desempregados. E sem chance de recolocação. O pecado que cometeram é ter envelhecido. Eu sou uma exceção. E não tenho orgulho disso. Queria que o padrão de emprego fosse a competência e não só a beleza, a juventude.

"Narrei nove Copas do Mundo. Adoraria narrar a décima, na Rússia, na Rede TV! Onde me sinto bem, sou respeitado e tenho muito respeito pelos meus companheiros. Se acontecer, ótimo. Se não, Deus já me deu muito. Também sou muito orgulhoso do trabalho que faço na rádio Transamérica. Com a equipe que tenho ao meu lado. Trabalho na rádio e na tevê com o mesmo tesão de um garoto. Só posso agradecer a esses mais de 62 anos de carreira. É um privilégio fazer o que amo.

"Onde estava nos 7 a 1? Comendo churrasco com a minha família. O que tenho a falar do que senti? Que a carne estava dura...Brincadeira. Só constatei o nosso atraso. O campo refletiu o problema que temos na gestão do futebol no Brasil. É tudo amador. O reflexo maior chegou onde deveria. Na Seleção Brasileira, em uma Copa do Mundo aqui dentro. O pior é que não adiantou nada. O que mudou?


"Tenho respeito enorme pelo meu trabalho. Me preparo para as transmissões. Estudo times, jogadores, esquemas. Chego três horas antes sempre. Cuido da minha voz, me atualizo. Fui um dos primeiros a ter twitter, facebook, página na Internet. Acompanho a modernidade. Nunca me acomodei acreditando que já sei tudo. Isso é respeito ao seu empregador. A quem te contrata. Sempre fui assim. E vou morrer assim.

"Aposentadoria? Não me interessa. Se eu parar, eu morro. Se não me quiserem mais no futebol, viro taxista, feirante, o que for. É o trabalho que me mantém vivo. Não vou ficar sentado em frente à televisão esperando a morte chegar. Eu, não. A minha amada Márcia, uma das melhores cantoras deste Brasil, modéstia à parte, não gosta de viajar. Para não enlouquecê-la é melhor eu sair para trabalhar.

"O que eu deixo de legado? O orgulho e o amor que tenho pela minha família, em primeiro lugar. Na área profissional, a certeza de sempre ter trabalhado com muita ética, dedicação, respeito à profissão e ao ser humano. Nas minhas brincadeiras, nunca humilhei ninguém, graças a Deus. Nunca fiz e nunca farei bullying com ninguém para fazer graça. Dei e dou o meu melhor a cada dia. E tenho o enorme prazer de ser reconhecido em vida. Tive essa sorte, ao contrário de muitos. Quando estiver morto dispenso as homenagens."



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Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Vanderlei Luxemburgo e sua melhor imitação. Zé Elias mostra porque tantas portas estão fechadas para o treinador. Nem ele conseguiu não rir de sua triste caricatura...

Vanderlei Luxemburgo e sua melhor imitação. Zé Elias mostra porque tantas portas estão fechadas para o treinador. Nem ele conseguiu não rir de sua triste caricatura...




A campanha continua firme. Vanderlei Luxemburgo acredita piamente que todos já se esqueceram de suas nove demissões seguidas. Do fracasso que foi na Segunda Divisão Chinesa. E segue tentando convencer que ele trouxe a modernidade ao futebol deste país. O fato de estar sem conquistar um mísero estadual há cinco anos, não conta. Título importante, então, a coisa é séria. O Brasileiro de 2004 no Santos, há 12 anos., Mas ele segue se elogiando sem parar. Onde puder. Até que caiu em uma grande armadilha. Pior do que foi a ida ao Bem, Amigos de Galvão Bueno. Resolveu ir para o Resenha, da Espn/Brasil. Ao lado de Alex, Djalminha, Alex e Zé Elias. E o ex-volante do Corinthians fez uma imitação histórica. Digna de Tom Cavalcanti, de Márvio Lúcio. De forma caricatural mostrou os métodos do treinador. Visto pelos jogadores. Os que conviveram com ele na intimidade. Zé Elias misturou palavrões e egocentrismo descontrolado. Conseguiu o riso frouxo. Até do próprio imitado. Pior quando resolveu contar as histórias verdadeiras. As que testemunhou.

Foi constrangedor. É bom Vanderlei Luxemburgo e seus amigos ficarem sabendo. Dirigentes de times grandes tiveram acesso ao programa. E se mostraram chocados. O treinador queria propaganda, conseguiu o contrário. Muitos entenderam o motivo da decadência como técnico. O porquê de inúmeras portas fechadas ao técnico. Como as do Palmeiras, Santos, Flamengo, Corinthians, Grêmio... Atlético Mineiro, Cruzeiro, São Paulo, Fluminense... O mercado que já era estreito ficou menor. A superexposição de Luxemburgo o está sabotando de vez. Ou melhor mostrando a todos no treinador que se transformou. A situação segue cada vez mais triste. Pior de quando foi cobrado publicamente pelo cassino americano. Processado por Edmundo, depois de não pagar um empréstimo. Quando seu instituto, que deveria ensinar futebol, faliu. Quando a Polícia Federal descobriu ter mais três anos do que alegava. E passou a carreira toda como jogador sendo "gato". Mas Luxemburgo não desiste. Age como se lidasse com idiotas com amnésia. Mas os dirigentes dos grandes clubes não se esqueceram.

Sabem os problemas que acompanham o treinador.

Qualquer dúvida, há imitação de Zé Elias.

Nela, qualquer dúvida é dissipada.

É rir para não chorar...



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Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli

Vazamento de dez milhões de litros de água. Ameaça de deslizamento de terra. Rachaduras. Pedaços do teto caindo. Assim está o Itaquerão, estádio de R$ 1,6 bilhão que o Corinthians não consegue pagar...

Vazamento de dez milhões de litros de água. Ameaça de deslizamento de terra. Rachaduras. Pedaços do teto caindo. Assim está o Itaquerão, estádio de R$ 1,6 bilhão que o Corinthians não consegue pagar...




Dez milhões de litros de água vazaram pelo estacionamento do Itaquerão. O vazamento desse volume descomunal de água pode provocar um deslizamento de terra na área externa do estádio. Uma auditoria interna mostra que essa terra pode chegar a atingir a Radial Leste, uma das principais vias de São Paulo. O que seria um caos. A revelação foi feita pela Folha de São Paulo. De acordo com o jornal, o caso foi revelado em junho deste ano. A preocupação estava com o excessivo consumo de água em 2015. Lembrando que a arena foi inaugurada, às pressas, para a Copa de 2014. Os testes foram apressados devido ao atraso absurdo nas obras. Em fevereiro, há nove meses, já houve um suspeito deslocamento de terra na área do estacionamento Leste da arena. Essa terra chegou até a calçada que fica na Radial Leste. O estudo mostrou que havia relação entre o vazamento de água e o deslocamento de terra. O local comporta nada menos do que 350 carros. A Odebrecht e o Corinthians tiveram acesso ao relatório dos técnicos. O clube e a construtora também sabem das rachaduras nas paredes do estádio, na arquibancada Norte. Em fevereiro caiu um pedaço do teto na entrada principal do estádio. Pesava cerca de meia tonelada, no setor Oeste, no caminho para a ala VIP da arena. Lâminas de porcelana, de três milímetro, com três metros por um de cumprimento já caíram no setor Norte da arquibancada. E até no gramado. Em setembro de 2015, a Odebrecht terminou o Centro de Convenções e deu por encerradas as obras no Itaquerão. A direção do Corinthians já havia percebido problemas no estádio. E não aceitou oficialmente a arena como pronta. Há uma disputa na justiça sobre o caso. A revelação do vazamento de dez milhões de litros de água e a possibilidade de a terra chegar até a Radial Leste devem fazer as autoridades tomar providências. As rachaduras e pedaços do teto caindo foram desprezadas, mas a informação divulgada hoje é importante demais.

O Corinthians tem uma média de 30.835 torcedores no Itaquerão em 2016. Vendeu nada menos do que 1.017.573 de ingressos neste ano. Não é possível que as pessoas que vão à arena continuem expostas em um estádio com vazamento, rachaduras e pedaços de teto caindo. A possibilidade de interdição é real. Pode parecer contraditório, mas a notícia chega em ótimo momento para o Corinthians. O clube tem uma briga selvagem com a Odebrecht. E vale muito dinheiro esse questionamento. A construtora afirma ter gasto R$ 985 milhões na arena. De acordo com a previsão do pagamento em parcelas, esse valor chegará a R$ 1,6 bilhão. O Corinthians acertou o prazo para quitar a dívida em 12 anos. Só que o clube não está pagando as parcelas mensais de R$ 5 milhões desde março. Questiona na justiça exatamente a conclusão do estádio. Tem pago apenas os juros. A situação é ainda mais complicada. A meta absurdamente otimista de pagamento do estádio previa, para a imprensa, R$ 330 milhões por ano, em 2014. Por parte do Corinthians. Mas depois veio a realidade. E a meta estabelecida foi de R$ 112 milhões a cada 12 meses. Detalhe, com reajuste pelo IPCA. Todo esse dinheiro viria da arrecadação dos jogos na arena. Mais dinheiro vindo das lanchonetes e aluguéis do estádio. Em 2015, o clube arrecadou "apenas" R$ 90 milhões. Isso porque o estádio era novidade, o time conseguiu ser hexacampeão brasileiro. Com o IPCA, o valor deveria ter chegado a R$ 119 milhões. A situação em 2016 é constrangedora para a previsão da direção corintiana. Até hoje, dia primeiro de novembro, R$ 56,3 milhões! A inflação prevê o pagamento deste ano de nada menos do que R$ 124 milhões.

Pelo acordo, o Corinthians é obrigado a pagar a arena com o que arrecada em patrocínio, transmissão de televisão, sócios-torcedores. A diretoria entrou na justiça para travar o pagamento total das parcelas. Usa a desculpa das obras que não foram concluídas para evitar o caos financeiro. Está provado que o pagamento apenas com o arrecadado nas bilheterias foi uma utopia infantil. E o clube tem nas mãos uma dívida que já chega a R$ 1,6 bilhão, se for paga no prazo. Se não for pago, o estádio passaria a ser controlado pela Caixa Econômica que foi fiadora do empréstimo feito pelo BNDES. E poderia tomar posse, em caso de inadimplência, do terreno do Itaquerão e parte do Parque São Jorge, que foram dados como garantia pelo clube. O pagamento total deveria ser feito até em 2028. O que parece ser absolutamente impossível. Ou seja, por paradoxal que possa parecer, a notícia do vazamento, das rachaduras, da queda de pedaços do teto ajuda o Corinthians. Se o estádio for interditado, melhor ainda.

Como não o clube não concordou oficialmente com o recebimento do estádio pronto, a Odebrecht assumiria todas reformas necessárias. O que geraria tempo e poderia ser base jurídica para um novo acordo para o pagamento do Itaquerão. Por trás do previsível escândalo de hoje, há o alívio. Uma luz aos dirigentes corintianos. Eles querem se livrar do pior acordo da história do clube. Estádio que nasceu graças a Lula. Investigado pela Lava-Jato. E a Odebrecht criou essa possibilidade. Graças ao mais atrasado estádio de todas as Copas. Construído às pressas, de maneira lastimável. E que custou a vida de três operários...



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Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli