Mano Menezes valorizou o desempenho do Corinthians na vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras. O técnico gostou da maneira como o adversário foi mantido no campo de defesa na maior parte do confronto em Itaquera e viu o resultado como importante na confiança da equipe para a sequência do Campeonato Brasileiro.
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domingo, 27 de julho de 2014
Mano valoriza atuação do Corinthians e espera manter "momento especial"
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Diego Costa marca 1º no Chelsea; Bayern vence torneio
Diego Costa marca 1º no Chelsea; Bayern vence torneio
O domingo foi marcado por mais uma série de amistosos na Europa, em meio à pré-temporada das equipes do continente.
Federação Espanhola divulga tabela do Campeonato Espanhol 2014-15
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A Federação Espanhola de Futebol (RFEF, na sigla em espanhol) divulgou nesta quinta-feira a tabela do Campeonato Espanhol 2014-15.
LeBron James vai voltar a usar o número 23 no Cleveland Cavaliers
LeBron James vai voltar a usar o número 23 no Cleveland Cavaliers

Ala usa as redes sociais para avisar aos torcedores sobre o retorno para o número que usava na franquia de Ohio, antes de decidir por ostentar o número 6, no Heat
Categoria: basquete
Ala usa as redes sociais para avisar aos torcedores sobre o retorno para o número que usava na franquia de Ohio, antes de decidir por ostentar o número 6, no Heat
Categoria: basquete
O Corinthians jogou como grande e venceu seu primeiro clássico no Itaquerão. Ganhou do triste e acovardado Palmeiras. Elias desequilibrou. 2 a 0 foi até pouco...
O Corinthians jogou como grande e venceu seu primeiro clássico no Itaquerão. Ganhou do triste e acovardado Palmeiras. Elias desequilibrou. 2 a 0 foi até pouco...

Muito melhor time, o Corinthians se impôs como quis. Venceu com toda a justiça o primeiro clássico contra o Palmeiras na história do Itaquerão. O domínio da equipe de Mano Menezes foi total. Do primeiro ao último minuto. 2 a 0 foi até pouco. Elias foi o grande jogador. Mas o resumo é simples: venceu quem quis jogar futebol, ganhar o jogo. Perdeu o mais fraco, que se acovardou na defesa. O argentino Gareca tem um elenco limitado nas mãos, mas precisa ter mais personalidade, coragem. Não é por acaso que perdeu as três partidas que disputou no Brasileiro. E está congelado com 13 pontos. A situação é bem preocupante, mas Paulo Nobre e Brunoro fingem não ver. O clube vive um ano de centenário lamentável. É a sexta partida sem vitórias no Campeonato Nacional. Enquanto isso, o Corinthians, há oito jogos sem perder, assume o segundo lugar, atrás da equipe mais moderna do futebol brasileiro: o Cruzeiro. A qualidade do elenco de Mano Menezes é muito superior à do grande rival histórico. Mesmo sem Jadson, ele não teve o menor problema em montar uma equipe competitiva, firme, ofensiva. Já Gareca lamentava não poder colocar Diogo. Deixou o indolente no banco. Tratou de montar o mesmo esquema que utilizava com o Velez na Libertadores, quando atuava fora de casa. Tratou de colocar o Palmeiras no 4-5-1. Apenas Henrique ficava enfiado na frente. Mouche ajudava na marcação. O treinador queria de qualquer maneira travar as intermediárias. Segurar, amarrar o jogo. O Corinthians assumiu a iniciativa da partida desde o início. Mano, ao contrário, preparou seu time como se fosse enfrentar um pequeno, não um clássico. Adiantou o seu meio de campo. Ralf, Elias, Petros, Renato Augusto. Os quatro estavam perto de Guerrero e Romero. Fábio Santos e Fagner estavam liberados para apoiar. Era a partida de um time encurralado, sonhando com o 0 a 0, com o outro querendo se impor. Para se ter uma ideia, o Palmeiras não chutou uma bola ao gol no primeiro tempo. Postura inaceitável de um time grande. O Corinthians pouco concluiu. Apenas pelo desespero da marcação palmeirense, não como o rival, satisfeito em jogar atrás. Os primeiros 45 minutos foram disputados no meio de campo palmeirense. A grande falha que Mano precisa resolver é a falta de arremates dos seus jogadores. Há um certo preciosismo, toques a mais desnecessários. Petros precisa ter um pouco mais de ambição. Teve oportunidades para bater, mas preferiu tocar a bola a um companheiro. Romero também ainda está intimidado. Ainda precisa pedir licença a Guerrero.

O segundo tempo começou com Mano fazendo uma mudança importante. Adiantou Elias. Não havia preocupação. O meio de campo palmeirense só queria marcar. O versátil volante desequilibrou a partida. Aos cinco minutos, ele enxergou espaço precioso entre a defesa rival. E deixou Guerrero livre diante do bom Fábio. O toque foi elegante, tirou a bola do goleiro. 1 a 0, aos cinco minutos. Gareca tratou de colocar Leandro e Erik no lugar do inútil Mendieta e do improdutivo Henrique. Mas faltava talento para alguém levar a bola para os atacantes. O Corinthians continuou compacto, firme na frente. Não deixava o Palmeiras reagir. A vitória corintiana nunca correu risco algum. Apenas estava injusta a diferença no placar. Foi quando Elias no finalzinho da partida surgiu novamente. Jogando na frente, ele descobriu Petros livre no lado direito da grande área. Enfim ele decidiu chutar. A bola foi forte na trave direita, caprichosa, bateu no goleiro Fábio e voltou para as redes. Corinthians 2 a 0, aos 46 minutos. Partida decidida. "Nós não criamos. Só ficamos cuidamos da marcação. Assim fica difícil", reconhecia o preocupado Wesley. "Nós estamos no caminho certo. Conseguimos nos impor diante de um adversário tradicional, importante. Estamos sabendo o que queremos no campo", resumia, orgulhoso, Elias. Palmeiras e Corinthians realmente vivem momentos completamente diferentes. Um age e ambiciosa como time grande: deseja a conquista do Brasileiro, a volta à Libertadores em 2015. O outro, desonra o seu glorioso passado: se contentará apenas em não ser rebaixado para a Segunda Divisão, no ano do seu centenário...

Autor: cosmermoli
Muito melhor time, o Corinthians se impôs como quis. Venceu com toda a justiça o primeiro clássico contra o Palmeiras na história do Itaquerão. O domínio da equipe de Mano Menezes foi total. Do primeiro ao último minuto. 2 a 0 foi até pouco. Elias foi o grande jogador. Mas o resumo é simples: venceu quem quis jogar futebol, ganhar o jogo. Perdeu o mais fraco, que se acovardou na defesa. O argentino Gareca tem um elenco limitado nas mãos, mas precisa ter mais personalidade, coragem. Não é por acaso que perdeu as três partidas que disputou no Brasileiro. E está congelado com 13 pontos. A situação é bem preocupante, mas Paulo Nobre e Brunoro fingem não ver. O clube vive um ano de centenário lamentável. É a sexta partida sem vitórias no Campeonato Nacional. Enquanto isso, o Corinthians, há oito jogos sem perder, assume o segundo lugar, atrás da equipe mais moderna do futebol brasileiro: o Cruzeiro. A qualidade do elenco de Mano Menezes é muito superior à do grande rival histórico. Mesmo sem Jadson, ele não teve o menor problema em montar uma equipe competitiva, firme, ofensiva. Já Gareca lamentava não poder colocar Diogo. Deixou o indolente no banco. Tratou de montar o mesmo esquema que utilizava com o Velez na Libertadores, quando atuava fora de casa. Tratou de colocar o Palmeiras no 4-5-1. Apenas Henrique ficava enfiado na frente. Mouche ajudava na marcação. O treinador queria de qualquer maneira travar as intermediárias. Segurar, amarrar o jogo. O Corinthians assumiu a iniciativa da partida desde o início. Mano, ao contrário, preparou seu time como se fosse enfrentar um pequeno, não um clássico. Adiantou o seu meio de campo. Ralf, Elias, Petros, Renato Augusto. Os quatro estavam perto de Guerrero e Romero. Fábio Santos e Fagner estavam liberados para apoiar. Era a partida de um time encurralado, sonhando com o 0 a 0, com o outro querendo se impor. Para se ter uma ideia, o Palmeiras não chutou uma bola ao gol no primeiro tempo. Postura inaceitável de um time grande. O Corinthians pouco concluiu. Apenas pelo desespero da marcação palmeirense, não como o rival, satisfeito em jogar atrás. Os primeiros 45 minutos foram disputados no meio de campo palmeirense. A grande falha que Mano precisa resolver é a falta de arremates dos seus jogadores. Há um certo preciosismo, toques a mais desnecessários. Petros precisa ter um pouco mais de ambição. Teve oportunidades para bater, mas preferiu tocar a bola a um companheiro. Romero também ainda está intimidado. Ainda precisa pedir licença a Guerrero.
O segundo tempo começou com Mano fazendo uma mudança importante. Adiantou Elias. Não havia preocupação. O meio de campo palmeirense só queria marcar. O versátil volante desequilibrou a partida. Aos cinco minutos, ele enxergou espaço precioso entre a defesa rival. E deixou Guerrero livre diante do bom Fábio. O toque foi elegante, tirou a bola do goleiro. 1 a 0, aos cinco minutos. Gareca tratou de colocar Leandro e Erik no lugar do inútil Mendieta e do improdutivo Henrique. Mas faltava talento para alguém levar a bola para os atacantes. O Corinthians continuou compacto, firme na frente. Não deixava o Palmeiras reagir. A vitória corintiana nunca correu risco algum. Apenas estava injusta a diferença no placar. Foi quando Elias no finalzinho da partida surgiu novamente. Jogando na frente, ele descobriu Petros livre no lado direito da grande área. Enfim ele decidiu chutar. A bola foi forte na trave direita, caprichosa, bateu no goleiro Fábio e voltou para as redes. Corinthians 2 a 0, aos 46 minutos. Partida decidida. "Nós não criamos. Só ficamos cuidamos da marcação. Assim fica difícil", reconhecia o preocupado Wesley. "Nós estamos no caminho certo. Conseguimos nos impor diante de um adversário tradicional, importante. Estamos sabendo o que queremos no campo", resumia, orgulhoso, Elias. Palmeiras e Corinthians realmente vivem momentos completamente diferentes. Um age e ambiciosa como time grande: deseja a conquista do Brasileiro, a volta à Libertadores em 2015. O outro, desonra o seu glorioso passado: se contentará apenas em não ser rebaixado para a Segunda Divisão, no ano do seu centenário...
Autor: cosmermoli
Santo André "estraga festa" e vence São José na estreia do Martins Pereira
Santo André "estraga festa" e vence São José na estreia do Martins Pereira

No primeiro jogo oficial após a reforma do estádio adversário, Ramalhão faz 4 a 2 e garante primeira vitória na Copa Paulista. Águia tem duas derrotas em dois jogos
Categoria: vale do paraíba região
No primeiro jogo oficial após a reforma do estádio adversário, Ramalhão faz 4 a 2 e garante primeira vitória na Copa Paulista. Águia tem duas derrotas em dois jogos
Categoria: vale do paraíba região
Mesmo sem gols, Thiago Ribeiro foi o melhor do 3 a 0 do Santos, diz Vilaron
Mesmo sem gols, Thiago Ribeiro foi o melhor do 3 a 0 do Santos, diz Vilaron

Comentarista destaca o atacante na vitória da Chapecoense na Vila Belmiro. Em seu primeiro jogo depois de lesão, fez duas assistências
Categoria: troca de passes
Comentarista destaca o atacante na vitória da Chapecoense na Vila Belmiro. Em seu primeiro jogo depois de lesão, fez duas assistências
Categoria: troca de passes
Vai reagir?
Vai reagir?

Olá galera. O Campeonato Brasileiro já engrenou, após o encerramento da Copa do Mundo. Na ponta, o Cruzeiro está embalado e ontem goleou o Figueirense por cinco a zero. Nem a chuva que caiu forte em Minas Gerais atrapalhou a Raposa, que está cada vez mais confirmando seu favoritismo. Mas se na parte de cima o Cruzeiro está disparado, lá atrás a disputa está bem grande. Entre os últimos quatro colocados, a distância de pontos é bem pequena. Na lanterna, o Flamengo é que convive com a maior crise, entre os clubes que estão na zona de rebaixamento. Pra tentar reagir no Brasileirão, o Flamengo contratou o experiente Vanderlei Luxemburgo. Ainda faltam muitas rodadas para o fim do campeonato e nada melhor que vencer um clássico pra mudar o astral na Gávea. Caso derrote o Botafogo, a confiança pode retornar. Mas a missão não é nada fácil, o Botafogo vive melhor momento e deverá ter força máxima para o clássico deste domingo. Com os preços mais acessíveis, a procura está boa e já foram vendidos mais de 28 mil ingressos. Que o Maracanã esteja lotado e que no gramado a partida seja emocionante, com muitos gols e belas jogadas. beijim Mylena
Autor: mciribelli
Olá galera. O Campeonato Brasileiro já engrenou, após o encerramento da Copa do Mundo. Na ponta, o Cruzeiro está embalado e ontem goleou o Figueirense por cinco a zero. Nem a chuva que caiu forte em Minas Gerais atrapalhou a Raposa, que está cada vez mais confirmando seu favoritismo. Mas se na parte de cima o Cruzeiro está disparado, lá atrás a disputa está bem grande. Entre os últimos quatro colocados, a distância de pontos é bem pequena. Na lanterna, o Flamengo é que convive com a maior crise, entre os clubes que estão na zona de rebaixamento. Pra tentar reagir no Brasileirão, o Flamengo contratou o experiente Vanderlei Luxemburgo. Ainda faltam muitas rodadas para o fim do campeonato e nada melhor que vencer um clássico pra mudar o astral na Gávea. Caso derrote o Botafogo, a confiança pode retornar. Mas a missão não é nada fácil, o Botafogo vive melhor momento e deverá ter força máxima para o clássico deste domingo. Com os preços mais acessíveis, a procura está boa e já foram vendidos mais de 28 mil ingressos. Que o Maracanã esteja lotado e que no gramado a partida seja emocionante, com muitos gols e belas jogadas. beijim Mylena
Autor: mciribelli
Bernard e Júlio Baptista vão a show da Turma do Pagode em BH
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Jogadores posam para foto com o grupo de pagode nos bastidores da apresentação
Categoria: boleirama
Jogadores posam para foto com o grupo de pagode nos bastidores da apresentação
Categoria: boleirama
Josimar corrige letra errada com assistências e pede para jogar mais
Josimar corrige letra errada com assistências e pede para jogar mais
Josimar teve mais uma atuação sofrível pelo Palmeiras nesta noite até os 17 minutos do segundo tempo, quando deu a primeira de suas duas assistências para os gols de Felipe Menezes. Antes, perdeu bolas fáceis e, mesmo assim, enfeitava a ponto de ter criado um contra-ataque para o Avaí ao tentar um toque de letra no meio-campo. Mesmo assim, o volante usa sua ajuda ofensiva para solicitar mais chances.
Kaká está no São Paulo para calar os gritos que o perseguem há 11 anos. Voltou ao clube que ama. Mas também para fazer um acerto de contas com o passado. Pipoqueiro ele nunca foi...
Kaká está no São Paulo para calar os gritos que o perseguem há 11 anos. Voltou ao clube que ama. Mas também para fazer um acerto de contas com o passado. Pipoqueiro ele nunca foi...

Wagner Ribeiro sempre soube a importância da imprensa para a valorização dos seus jogadores. Tinha essa noção desde que foi um dos 23 sócios a começarem a investirem R$ 50 mil no XV de Jaú, na Segunda Divisão em 1995. Aos poucos foi ganhando espaço e até que virou o maior deles. Com França no São Paulo, sua vida mudou. Ribeiro passou a ter acesso às categorias de base do Morumbi. E lógico, cresceu os olhos para a jovem estrela que surgia, Kaká. Se aproximou da família do meia, do pai Bosco. O São Paulo vivia momentos instáveis em 2002. O time foi o melhor na fase de classificação do Brasileiro. Entrou para os mata-matas contra o pior colocado. O oitavo era o Santos de Robinho e Diego. A eliminação na época foi um choque. E o jovem Kaká ficou marcado pela torcida como 'pipoqueiro'. Tudo piorou de vez por não enfrentar o Corinthians na final do Paulista de 2003 graças a uma contusão. Veio a eliminação da Copa do Brasil diante do Goiás e a situação ficou insustentável, com a torcida definindo o meia como a razão de sua revolta. Wagner Ribeiro aproximou a direção do Milan e do Chelsea de Bosco e Kaká. A atuação do ex-jogador Leonardo e então dirigente do clube italiano foi fundamental para a escolha do atleta. Ele foi por apenas 8,5 milhões de dólares. Mas o São Paulo recebeu esse dinheiro porque ele não quis esperar até o final do ano, quando terminaria seu contrato. E não renderia um centavo ao clube que o lançou. Ribeiro já estava rompendo com Bosco, perdendo Kaká. Mas um dos seus último atos foi acionar a cúpula do Jornal da Tarde. E agendou uma entrevista de despedida do jogador do Brasil. Fui escolhido para entrevistar Kaká no aeroporto de Cumbica. Lembro bem da conversa. Foi marcante. Nunca tive proximidade com Kaká, até porque cobri muito mais o Corinthians do que o São Paulo. Mas o acompanhei na Copa do Mundo de 2002. Garoto, chamado na vaga que deveria ser de Alex. Ele foi adotado pelos mais velhos, principalmente por Ronaldo. Tinha sede de aprender. Fui para o aeroporto esperando encontrar um jogador empolgado, sonhando em atuar no grande Milan, campeão da Champions League de 2003. Mas para minha surpresa me deparo com um triste garoto se sentindo culpado do que outra coisa. Ainda mais quando toquei no fato de ser chamado de pipoqueiro pela própria torcida. "Eu também estou sofrendo com a fase do São Paulo. Nasci como jogador aqui. Lamento muito não ter podido ajudar o clube. Queria sair campeão. Infelizmente as coisas não deram certo. Mas fiz tudo o que poderia fazer. Dei o meu máximo. Vou para o Milan porque é o momento certo para a minha carreira. Mas triste pelo São Paulo. O torcedor pode esperar que um dia voltarei. E ajudarei a conquistar os títulos que escaparam agora. Vou voltar."

Falou com uma convicção impressionante para quem tinha apenas 20 anos na época. Soube depois que foi opção dele não esperar terminar seu contrato. Queria que o São Paulo recebesse pelo menos os 8,5 milhões de dólares. Quantia baixa demais para um atleta tão promissor. Mas era aquilo ou nada. Kaká e Bosco se livraram de Wagner Ribeiro e seguiram a vida. O meia fez um sucesso enorme no Milan. Foi o melhor do mundo em 2007. Saiu a contragosto para o Real Madrid. Apenas para que o Milan lucrasse os 65 milhões de euros. Outra vez jurou que voltaria ao clube de onde saía. No Real Madrid não pôde repetir o mesmo futebol. Lesões no joelho e no púbis o atormentaram. E lhe roubaram as arrancadas que maravilharam o mundo. Médicos e fisioterapeutas com quem conversei, me confidenciaram. O erro de Kaká foi sempre ir além do seu limite. Religioso fervoroso, ele acreditava que a fé o ajudaria a romper limites. Pode ser que até isso tenha acontecido. Mas fez seu corpo ir além do suportável. Os médicos que o operaram seu joelho em 2010 disseram que foi um crime ele ter jogado a Copa do Mundo da África. A cirurgia já deveria ter acontecido pelo menos um ano antes. Mas Kaká não quis prejudicar o Real Madrid e a Seleção Brasileira de Dunga. Sonhava em ser o protagonista na África. Seu organismo não permitiu.

Mas não houve uma semana sequer nestes 11 anos que Kaká não tivesse notícias do São Paulo. Rogério Ceni e o médico Marco Aurélio Cunha foram os seus grandes informantes. Sempre que vinha ao Brasil em férias, ele fazia questão de encontrá-los e conversar sobre a volta. Foi Kaká quem insistiu com Luiz Fabiano que ele deveria voltar ao Morumbi e não ceder à proposta do Corinthians. Insistiu para o atacante voltar, que logo atuariam juntos. Neste meio tempo, André Sanchez também pensou em contratar o meia. Pura perda de tempo. As conversas foram abortadas no início. Assim como ele não deu chance ao Flamengo. Iria cumprir seu juramento. As lesões diminuíram sua mobilidade. Virou um jogador inconstante, de repentes. Mas sua inteligência e visão de jogo podem prolongar a carreira. Em centros menos competitivos como o brasileiro e o norte-americano. Vendido ao Orlando City, Kaká fez questão de intermediar o seu retorno ao Morumbi por empréstimo até o final do ano. Serão apenas quatro meses, antes de ir ganhar dinheiro na liga norte-americana. Mas aos 32 anos, Kaká está empolgado. Sabe que cumpriu a maior promessa que fez na carreira. Iria voltar para sua casa. De onde saiu para ganhar o mundo. Tentar recompensar tanto apoio quando era garoto. No mínimo colocar o São Paulo na Libertadores de 2015. Essa é a sua meta mais aparente. Só que há a que ainda está atravessada na sua garganta. "Não sou pipoqueiro ou amarelão. Sempre dei o máximo de mim em campo. Ainda mais pelo que clube que amo. Um dia eu vou voltar para o São Paulo. E os torcedores vão perceber o quanto erraram comigo." Promessa feita em 2003. No Serra Dourada, ele entrará em campo para calar os injustos gritos que o perseguem há 11 anos. Justo contra um dos clubes que criaram essa fama, o Goiás. A eliminação da Copa do Brasil em 2003 foi inesquecível para ele. Será uma questão de honra para Ricardo Izecson dos Santos Leite. Fará de tudo para mudar sua imagem para os são paulinos. Para quem se decepcionou com ele no Morumbi. Pipoqueiro ele nunca foi. Seus joelhos e o púbis servem como testemunhas. Por isso ele não aceitará nunca que duvidem da sua entrega, do seu amor pelo São Paulo...

Autor: cosmermoli
Wagner Ribeiro sempre soube a importância da imprensa para a valorização dos seus jogadores. Tinha essa noção desde que foi um dos 23 sócios a começarem a investirem R$ 50 mil no XV de Jaú, na Segunda Divisão em 1995. Aos poucos foi ganhando espaço e até que virou o maior deles. Com França no São Paulo, sua vida mudou. Ribeiro passou a ter acesso às categorias de base do Morumbi. E lógico, cresceu os olhos para a jovem estrela que surgia, Kaká. Se aproximou da família do meia, do pai Bosco. O São Paulo vivia momentos instáveis em 2002. O time foi o melhor na fase de classificação do Brasileiro. Entrou para os mata-matas contra o pior colocado. O oitavo era o Santos de Robinho e Diego. A eliminação na época foi um choque. E o jovem Kaká ficou marcado pela torcida como 'pipoqueiro'. Tudo piorou de vez por não enfrentar o Corinthians na final do Paulista de 2003 graças a uma contusão. Veio a eliminação da Copa do Brasil diante do Goiás e a situação ficou insustentável, com a torcida definindo o meia como a razão de sua revolta. Wagner Ribeiro aproximou a direção do Milan e do Chelsea de Bosco e Kaká. A atuação do ex-jogador Leonardo e então dirigente do clube italiano foi fundamental para a escolha do atleta. Ele foi por apenas 8,5 milhões de dólares. Mas o São Paulo recebeu esse dinheiro porque ele não quis esperar até o final do ano, quando terminaria seu contrato. E não renderia um centavo ao clube que o lançou. Ribeiro já estava rompendo com Bosco, perdendo Kaká. Mas um dos seus último atos foi acionar a cúpula do Jornal da Tarde. E agendou uma entrevista de despedida do jogador do Brasil. Fui escolhido para entrevistar Kaká no aeroporto de Cumbica. Lembro bem da conversa. Foi marcante. Nunca tive proximidade com Kaká, até porque cobri muito mais o Corinthians do que o São Paulo. Mas o acompanhei na Copa do Mundo de 2002. Garoto, chamado na vaga que deveria ser de Alex. Ele foi adotado pelos mais velhos, principalmente por Ronaldo. Tinha sede de aprender. Fui para o aeroporto esperando encontrar um jogador empolgado, sonhando em atuar no grande Milan, campeão da Champions League de 2003. Mas para minha surpresa me deparo com um triste garoto se sentindo culpado do que outra coisa. Ainda mais quando toquei no fato de ser chamado de pipoqueiro pela própria torcida. "Eu também estou sofrendo com a fase do São Paulo. Nasci como jogador aqui. Lamento muito não ter podido ajudar o clube. Queria sair campeão. Infelizmente as coisas não deram certo. Mas fiz tudo o que poderia fazer. Dei o meu máximo. Vou para o Milan porque é o momento certo para a minha carreira. Mas triste pelo São Paulo. O torcedor pode esperar que um dia voltarei. E ajudarei a conquistar os títulos que escaparam agora. Vou voltar."
Falou com uma convicção impressionante para quem tinha apenas 20 anos na época. Soube depois que foi opção dele não esperar terminar seu contrato. Queria que o São Paulo recebesse pelo menos os 8,5 milhões de dólares. Quantia baixa demais para um atleta tão promissor. Mas era aquilo ou nada. Kaká e Bosco se livraram de Wagner Ribeiro e seguiram a vida. O meia fez um sucesso enorme no Milan. Foi o melhor do mundo em 2007. Saiu a contragosto para o Real Madrid. Apenas para que o Milan lucrasse os 65 milhões de euros. Outra vez jurou que voltaria ao clube de onde saía. No Real Madrid não pôde repetir o mesmo futebol. Lesões no joelho e no púbis o atormentaram. E lhe roubaram as arrancadas que maravilharam o mundo. Médicos e fisioterapeutas com quem conversei, me confidenciaram. O erro de Kaká foi sempre ir além do seu limite. Religioso fervoroso, ele acreditava que a fé o ajudaria a romper limites. Pode ser que até isso tenha acontecido. Mas fez seu corpo ir além do suportável. Os médicos que o operaram seu joelho em 2010 disseram que foi um crime ele ter jogado a Copa do Mundo da África. A cirurgia já deveria ter acontecido pelo menos um ano antes. Mas Kaká não quis prejudicar o Real Madrid e a Seleção Brasileira de Dunga. Sonhava em ser o protagonista na África. Seu organismo não permitiu.
Mas não houve uma semana sequer nestes 11 anos que Kaká não tivesse notícias do São Paulo. Rogério Ceni e o médico Marco Aurélio Cunha foram os seus grandes informantes. Sempre que vinha ao Brasil em férias, ele fazia questão de encontrá-los e conversar sobre a volta. Foi Kaká quem insistiu com Luiz Fabiano que ele deveria voltar ao Morumbi e não ceder à proposta do Corinthians. Insistiu para o atacante voltar, que logo atuariam juntos. Neste meio tempo, André Sanchez também pensou em contratar o meia. Pura perda de tempo. As conversas foram abortadas no início. Assim como ele não deu chance ao Flamengo. Iria cumprir seu juramento. As lesões diminuíram sua mobilidade. Virou um jogador inconstante, de repentes. Mas sua inteligência e visão de jogo podem prolongar a carreira. Em centros menos competitivos como o brasileiro e o norte-americano. Vendido ao Orlando City, Kaká fez questão de intermediar o seu retorno ao Morumbi por empréstimo até o final do ano. Serão apenas quatro meses, antes de ir ganhar dinheiro na liga norte-americana. Mas aos 32 anos, Kaká está empolgado. Sabe que cumpriu a maior promessa que fez na carreira. Iria voltar para sua casa. De onde saiu para ganhar o mundo. Tentar recompensar tanto apoio quando era garoto. No mínimo colocar o São Paulo na Libertadores de 2015. Essa é a sua meta mais aparente. Só que há a que ainda está atravessada na sua garganta. "Não sou pipoqueiro ou amarelão. Sempre dei o máximo de mim em campo. Ainda mais pelo que clube que amo. Um dia eu vou voltar para o São Paulo. E os torcedores vão perceber o quanto erraram comigo." Promessa feita em 2003. No Serra Dourada, ele entrará em campo para calar os injustos gritos que o perseguem há 11 anos. Justo contra um dos clubes que criaram essa fama, o Goiás. A eliminação da Copa do Brasil em 2003 foi inesquecível para ele. Será uma questão de honra para Ricardo Izecson dos Santos Leite. Fará de tudo para mudar sua imagem para os são paulinos. Para quem se decepcionou com ele no Morumbi. Pipoqueiro ele nunca foi. Seus joelhos e o púbis servem como testemunhas. Por isso ele não aceitará nunca que duvidem da sua entrega, do seu amor pelo São Paulo...
Autor: cosmermoli
Veja os resultados deste sábado nas Séries A, B, C e D, e três estaduais
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Categoria: futebol
Líder do Brasileirão, Cruzeiro aplica goleada de 5 a 0 sobre o Figueirense; Santos e Vitória também triunfam, e Vasco empata na Segundona
Categoria: futebol
‘Fogo amigo’ é maior preocupação de Lúcio Flávio no Paraná
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O Paraná Clube teve uma semana cheia para trabalhar e esquecer o empate com um amargo sabor de derrota diante da Portuguesa, na rodada passada da Série B do Campeonato Brasileiro. O foco agora já é a partida contra o ABC-RN, sábado, na Vila Capanema. Porém, o que mais preocupa os paranistas não é o adversário, mas sim o que podemos chamar de ‘fogo amigo’.
Castilho lamenta atuação do Guarujá contra Barretos: "Jogo não encaixou"
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Para técnico da ADG, equipe tem tido dificuldades pela falta de experiência contra rivais mais tarimbados. Tubarão está na lanterna do grupo 10, sem nenhum ponto
Categoria: guarujá
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Ponte Preta confirma Ricardinho como o novo treinador
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A partir desta quinta-feira, a Ponte Preta vai ter um novo técnico para o restante da temporada.
Autor de dois gols, Felipe Menezes avisa que pode fazer mais no Verdão
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Felipe Menezes já saiu do banco para dar assistência no gol do Palmeiras contra o Cruzeiro e, nesta quarta-feira, balançou as redes duas vezes na vitória sobre o Avaí, pela Copa do Brasil. O meia, porém, não se empolga com seu momento e avisa: pode fazer muito mais se tiver sequência.
San Lorenzo goleia e fica perto da final da Libertadores
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Depois do recesso para a disputa da Copa do Mundo no Brasil, as semifinais da Copa Libertadores começaram nesta semana, sem a presença de clubes brasileiros pela primeira vez desde 1991, e San Lorenzo e Nacional, do Paraguai, saíram na frente.
Natan se esquiva quando chamado a ser a referência técnica do Santa Cruz
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Técnico Sérgio Guedes enxerga uma liderança natural do jogador, que tem histórico vasto de contusões; meia, no entanto, vê outros atletas nessa condição no Tricolor
Categoria: santa cruz
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sábado, 26 de julho de 2014
Ceará segura a Chapecoense em Fortaleza e terá o Inter pela frente
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Jogando com o regulamento em mãos, no Estádio Presidente Vargas, o Ceará empatou com a Chapecoense, pelo placar de 1 a 1, e avançou à terceira fase da Copa do Brasil. O meia Eduardo abriu a contagem em favor do Alvinegro, mas viu o dianteiro Leandro, no final da etapa inicial, deixar o marcador na igualdade. Como venceram na Arena Condá, com o marcador de 2 a 1, os comandados de Sérgio Soares comemoraram ao apito final.
Bruno Matheus disputa GP Winter de Triatlo, em Santa Catarina
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Atleta santista participa de competição neste domingo, no município de Balneário Camboriú. Triatleta prevê natação em águas frias e ciclismo com subida íngreme
Categoria: santos e região
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Felipe Menezes faz dois, encerra jejum e injeta confiança para Derby
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Pensando no Derby de domingo, o Palmeiras entrou em campo sem oito jogadores que foram titulares contra o Cruzeiro.

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Marquinhos continua na mira doBarça e é visto como "reforço ideal"
Marquinhos continua na mira doBarça e é visto como "reforço ideal"

Segundo o jornal "Mundo Deportivo", zagueiro brasileiro já manifestou vontade de se transferir, mas PSG trava negócio. Clube catalão cogita proposta por empréstimo
Categoria: futebol internacional
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Categoria: futebol internacional
Felipe Menezes marca dois e Palmeiras bate o Avaí
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O Palmeiras conheceu, nesta quarta-feira, a sua primeira vitória sob o comando do argentino Ricardo Gareca.
Hamilton dá bote e repete domínio no 3º treino livre na Hungria. Massa é 11º
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Mercedes mostra a cara no fim e mais uma vez faz a dobradinha. Brasileiro vê Bottas em 5º e termina a atividade abaixo do companheiro da Williams
Categoria: fórmula 1
Mercedes mostra a cara no fim e mais uma vez faz a dobradinha. Brasileiro vê Bottas em 5º e termina a atividade abaixo do companheiro da Williams
Categoria: fórmula 1
Oposição denuncia suposto esquema de fraude eleitoral no Santos
Oposição denuncia suposto esquema de fraude eleitoral no Santos
As eleições no Santos Futebol de Clube estão marcadas para dezembro, mas as divergências já começaram entre situação e oposição. Nesta quarta-feira, através de Orlando Rollo, conselheiro do clube e ex-vice da Federação Paulista de Futebol (FPF), foi apresentada uma denúncia de um possível esquema de fraude entre os eleitores.
A raiva do pentacampeão Felipão por ter acreditado em Marin. Em Marco Polo. Em Parreira. No título da Copa das Confederações. No 4-2-3-1. Em Tirone. No Palmeiras. Em Aldo Rebelo. Em Fred. Murtosaaaaaaaaa!!!!!
A raiva do pentacampeão Felipão por ter acreditado em Marin. Em Marco Polo. Em Parreira. No título da Copa das Confederações. No 4-2-3-1. Em Tirone. No Palmeiras. Em Aldo Rebelo. Em Fred. Murtosaaaaaaaaa!!!!!

Luiz Felipe Scolari reclina o encosto da poltrona no avião da Varig. Não se importa com a baderna dos jogadores cantando, comemorando o pentacampeonato. À sua frente, Ricardo Teixeira descansa os pés em uma caixa metálica. Dentro dela, a taça de campeão do mundo. "Essa arrogância nunca vai passar. Tomara que esse cara nunca chegue a presidir a Fifa. Para o bem do futebol", pensa. O técnico olha para o lado e vê Ivete Sangalo cantando com Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos. Edílson dança. Vampeta está abraçado a uma garrafa de uísque. As aeromoças, eufóricas. Até os 'babacas' dos jornalistas estão contentes. Felipão nunca sentiu tanto orgulho. Começa a projetar o futuro. Chegou a hora de alçar vôos internacionais. Os contatos com Jorge Mendes, maior empresário da Europa, estão amarrados. O desejo é treinar a Itália, terra dos avós. Mas Portugal também é uma ótima. Ainda mais que vai sediar a Eurocopa. A hora é de sair por cima. Para nunca mais voltar. Primeiro se livrar do prepotente Teixeira que o expôs à raiva da população carioca que exigia Romário. O fez sair da sede da CBF sem um segurança sequer para enfrentar os torcedores. "Até peteleco eu tomei. Agora ele quer me pagar o dobro dos R$ 300 mil que ganho. Não fico nem por um milhão. Já falei para a Olga, Seleção nunca mais. Vou deixar saudade." O sono começa a chegar. As três taças de champanhe começam a fazer efeito. A última imagem que suas retinas registram é Murtosa cantando o refrão "E vai rolar a festa", pela centésima vez. Desafina e samba no corredor do avião. Aí não dá. O melhor é mesmo fechar os olhos. E dorme completamente. Ao abrir os olhos, ele não está mais no avião que volta do Japão para o Brasil. Está em pé com o agasalho da Seleção, dentro de um estádio novo, remodelado, que custa a reconhecer. É o Mineirão. Atrás dele, sentados estão Murtosa e Parreira. Parreira? Vê um grupo de jovens jogadores desesperados no banco. E um time com a camisa amarela abatido, desnorteado. Vê torcedores chorando. Do outro lado, percebe o treinador rival fazendo gestos de calma. Pedindo para seu time tocar a bola, parar de fazer gols contra o Brasil. Afinal, que equipe é essa com a camisa estilizada do Flamengo? Com jogadores de parecem decatletas? Pera aí, o distintivo revela. É a Alemanha. "Nossa, quanto será que está o jogo? Três, quatro a um? Será que estamos perdendo feio?" Murtosa elogia. "Ainda bem que eles pararam. 7 a 1 já está bom. Como esses alemães são dignos", elogia. Como assim? "Eu sou o técnico da pior goleada da história do futebol brasileiro? Um time meu perdendo de 7 a 1 e eu aqui, calmo? Onde estava com a cabeça que não joguei o Murtosa em cima do bandeira, parei a partida quando estava 2 a 0? Joguei Estou com onze em campo. Ninguém foi expulso? Nem deu um pontapé, todos deixam os alemães tocarem a bola como se estivessem em um coletivo. Se aquele técnico alemão de cabelo de chapinha olhar para mim com dó novamente, dou uma porrada nele. E isso é Copa do Mundo dentro do Brasil. Não é possível! Vou acabar com toda a minha moral que consegui no Japão com o penta. Como vim parar nesta roubada?"

Dentro do sonho, a memória retorna com uma velocidade incrível. Como em um filme em rotação acelerada. Se percebe rico, milionário. Dono de metade de Canoas. Prédios e mais prédios em Goiás. Dinheiro bem investido. O filho Leonardo casado com uma portuguesa, morando em Lisboa. Fabrício já está na faculdade de Administração. Já tenho 65 anos. E ainda não larguei essa história de futebol. Pior, fiz o que havia jurado que não fazer: voltar a dirigir a Seleção brasileira. Como é que o Murtosa e a Olga me deixaram fazer isso? Felipão não acredita na sequência de acontecimentos. A mobilização que provocou em Portugal. O vice para a Grécia na Eurocopa. O bom quarto lugar em 2006. O fracasso no Chelsea. "Maldita panelinha do Drogba." Uz...o quê? Uzbequistão que o Rivaldo arrumou. Bom dinheiro e mesma coisa que trabalhar em Marte. "Nada pode ser pior do que isso", aposta. "Não...Palmeiras, não...Com o Arnaldo Tirone ainda. Por que não tentei logo o suicídio de uma vez?" E ganhei a Copa do Brasil com Betinho, Valdivia... Mas paguei por priorizar uma competição com esse time fraquíssimo. Estava no caminho do rebaixamento, quando o Tirone me demitiu. O Pituca, não é possível. Ainda bem que é só um pesadelo."

Depois se vê muito amigo do ministro Aldo Rebelo. O que frequenta as festas na Mancha Verde. Sabe que Teixeira foi exilado. Marin está no comando da CBF. E logo se livra de Mano Menezes. Oferece a chance de comandar o Brasil na Copa do Mundo de 2014. Se enxerga com o ego ferido, por ter empurrado o Palmeiras à Segunda Divisão. Seria a oportunidade de dar uma reviravolta na carreira. "Ah...por isso que voltei para a Seleção. Mas estava errado. Não deveria ter aceitado de jeito nenhum. O salário é estupendo. R$ 900 mil. Mas não eu não precisava. Já estava rico. O xarope do Murtosa e a Olga me pagam. Deveriam ter me internado, não me deixado aceitar. Pior, eu estava acreditando em cada palavra do Marin. Gente...Endoideci de vez..." Felipão vê a Copa das Confederações vitoriosa. Sente a paixão dominar o seu corpo. Só tem pensa, respira até na hora do churrasco, espalha os pedaços de carne no 4-2-3-1. O esquema tático perfeito, que os deuses gregos mandaram do Olimpo para a Terra. Se sentiu como o único treinador da face da Terra a ter esse privilégio. Mesmo passando um ano, ninguém conseguiria descobrir um antídoto. "Se bem que achei a Espanha meio estranha. A Itália também me passou uma impressão de decadência. Assim como o Uruguai pareceu envelhecido. Ah, mas deve ser impressão. Nós brasileiros somos demais. Nascemos para ganhar. O mundo tem de ficar de joelhos. Como não tremer diante da nossa camisa. Vamos vingar Barbosa e o time de 1950." Antes da Copa tem o que fazer. "Dezenas de propagandas. Só perco para o Neymar. Nunca vi tanto assédio. Todos querem me mostrar anunciando seus produtos. Vou aceita, ué? Que mal tem. Inclusive há algumas publicidades já garantidas se vier o título. Assim garanto o futuro dos meus tataranetos. Porque os meus filhos, netos e bisnetos já têm o pezão de meia. Mas não posso esquecer os tataranetos." Felipão acreditou mesmo ter nas mãos um grupo predestinado. Empurrado pelas vozes de milhares de torcedores cantando o hino. "Só eu tenho o Neymar. E nada de mal vai acontecer com ele. É preciso ter fé. Não vou perder tempo com plano B. Imagine se a Argentina tinha plano B para o Maradona em 1986...A França para o Zidane em 98. Eu para o Ronaldo em 2002. Os craques têm proteção divina. Não há porque perder tempo. Deixar o time inseguro. Vamos com ele do início ao fim da Copa. Imagine se os árbitros não vão proteger o craque do time anfitrião."

"Nossa, que sufoco contra o Chile. Esse argentino careca, o Sampaoli, arrebentou com meu time taticamente. Bola no travessão no último minuto da prorrogação. Meus jogadores não param de chorar na decisão por pênaltis. Tenho de levantar meu capitão do chão, desesperado. Nada pode ser pior do que isso. Nossa...O Neymar quebrou a vértebra contra a Colômbia. Não joga mais a Copa. Me tirem daqui. Olga? Murtosaaaaaaaa?!" "É mesmo a Alemanha pela frente. Não tenho plano B. Nunca treinei sem o Neymar. Há mais de 800 jornalistas observando tudo o que eu faço nessa granja Comary. Vou usar quatro times diferentes. E entro com um para surpreender. Não interesse se usar a equipe com o Bernard apenas por dez minutos. Dá para ganhar dos alemães que atuam juntos há oito anos. O Bernard tem o número 20, o do Amarildo na Copa de 62, quando substituiu o Pelé. Futebol não tem lógica. Vamos no carisma. O Paulo Paixão está jogando um pouquinho de sal grosso no gramado, só para garantir. Agora sim, ninguém nos segura." "7 a 1. Agora entendo tudo. Percebo como vim parar dentro do maior vexame da história do futebol brasileiro. Mas graças a Deus, o Marin e o Marco Polo me garantiram depois que o Neymar se machucou. Fosse qual fossem os resultados das semifinais, finais ou até a disputa do terceiro lugar, vou continuar na Seleção. O Aldo Rebelo me falou para confiar cegamente no Marin e no Marco Polo. "Tenho certeza que mais uma vez darei a volta por cima. Sou o treinador pentacampeão do mundo. Ninguém ganhou a Copa depois de mim. Mas para falar bem a verdade, acho que não quero correr esse risco. Afinal, com esse 7 a 1 também expus o governo Dilma. 2014 é ano de eleição. Não sei, estou com um pressentimento que o Marin, o Marco Polo e o Aldo Rebelo podem não me apoiar como eu acredito. Prefiro confiar, não tenho saída. Se me largarem na mão, o que será da minha carreira? Meu sonho de dirigir uma grande seleção na Copa de 2018? Não vão fazer isso comigo."

Mas de repente seus olhos se abrem. Ele vê Vampeta sentado no seu colo. Os outros jogadores e Murtosa estão rindo. Felipão abre um sorriso enorme. Feliz, abraça o volante embriagado e lhe tasca um beijo na bochecha. Todos sorriem, aplaudem. Daí o treinador se levanta. Caminha na direção de Murtosa. O agarra pelo pescoço e o tira do chão com ódio. O chacoalha. "Você, Baixinho, vai me prometer que nunca me deixará acreditar no Drogba, no Tirone, no Parreira. No 4-2-3-1. No Fred. No Aldo Rebelo, no Marco Polo, no Marin. Principalmente neste tal de Marin. Nunca, ouviu bem? Nunca..." Felipão o coloca no chão e vira as costas. Murtosa está chocado, não entende nada. Mas levanta os ombros, olha para os jogadores assustados. "O Gringo tomou muita champanhe. Deixa para. Vamos lá, gente. Todo mundo cantando comigo. Acorda aí, Edílson. 'E vai rolar a festa...'"
Autor: cosmermoli
Luiz Felipe Scolari reclina o encosto da poltrona no avião da Varig. Não se importa com a baderna dos jogadores cantando, comemorando o pentacampeonato. À sua frente, Ricardo Teixeira descansa os pés em uma caixa metálica. Dentro dela, a taça de campeão do mundo. "Essa arrogância nunca vai passar. Tomara que esse cara nunca chegue a presidir a Fifa. Para o bem do futebol", pensa. O técnico olha para o lado e vê Ivete Sangalo cantando com Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos. Edílson dança. Vampeta está abraçado a uma garrafa de uísque. As aeromoças, eufóricas. Até os 'babacas' dos jornalistas estão contentes. Felipão nunca sentiu tanto orgulho. Começa a projetar o futuro. Chegou a hora de alçar vôos internacionais. Os contatos com Jorge Mendes, maior empresário da Europa, estão amarrados. O desejo é treinar a Itália, terra dos avós. Mas Portugal também é uma ótima. Ainda mais que vai sediar a Eurocopa. A hora é de sair por cima. Para nunca mais voltar. Primeiro se livrar do prepotente Teixeira que o expôs à raiva da população carioca que exigia Romário. O fez sair da sede da CBF sem um segurança sequer para enfrentar os torcedores. "Até peteleco eu tomei. Agora ele quer me pagar o dobro dos R$ 300 mil que ganho. Não fico nem por um milhão. Já falei para a Olga, Seleção nunca mais. Vou deixar saudade." O sono começa a chegar. As três taças de champanhe começam a fazer efeito. A última imagem que suas retinas registram é Murtosa cantando o refrão "E vai rolar a festa", pela centésima vez. Desafina e samba no corredor do avião. Aí não dá. O melhor é mesmo fechar os olhos. E dorme completamente. Ao abrir os olhos, ele não está mais no avião que volta do Japão para o Brasil. Está em pé com o agasalho da Seleção, dentro de um estádio novo, remodelado, que custa a reconhecer. É o Mineirão. Atrás dele, sentados estão Murtosa e Parreira. Parreira? Vê um grupo de jovens jogadores desesperados no banco. E um time com a camisa amarela abatido, desnorteado. Vê torcedores chorando. Do outro lado, percebe o treinador rival fazendo gestos de calma. Pedindo para seu time tocar a bola, parar de fazer gols contra o Brasil. Afinal, que equipe é essa com a camisa estilizada do Flamengo? Com jogadores de parecem decatletas? Pera aí, o distintivo revela. É a Alemanha. "Nossa, quanto será que está o jogo? Três, quatro a um? Será que estamos perdendo feio?" Murtosa elogia. "Ainda bem que eles pararam. 7 a 1 já está bom. Como esses alemães são dignos", elogia. Como assim? "Eu sou o técnico da pior goleada da história do futebol brasileiro? Um time meu perdendo de 7 a 1 e eu aqui, calmo? Onde estava com a cabeça que não joguei o Murtosa em cima do bandeira, parei a partida quando estava 2 a 0? Joguei Estou com onze em campo. Ninguém foi expulso? Nem deu um pontapé, todos deixam os alemães tocarem a bola como se estivessem em um coletivo. Se aquele técnico alemão de cabelo de chapinha olhar para mim com dó novamente, dou uma porrada nele. E isso é Copa do Mundo dentro do Brasil. Não é possível! Vou acabar com toda a minha moral que consegui no Japão com o penta. Como vim parar nesta roubada?"
Dentro do sonho, a memória retorna com uma velocidade incrível. Como em um filme em rotação acelerada. Se percebe rico, milionário. Dono de metade de Canoas. Prédios e mais prédios em Goiás. Dinheiro bem investido. O filho Leonardo casado com uma portuguesa, morando em Lisboa. Fabrício já está na faculdade de Administração. Já tenho 65 anos. E ainda não larguei essa história de futebol. Pior, fiz o que havia jurado que não fazer: voltar a dirigir a Seleção brasileira. Como é que o Murtosa e a Olga me deixaram fazer isso? Felipão não acredita na sequência de acontecimentos. A mobilização que provocou em Portugal. O vice para a Grécia na Eurocopa. O bom quarto lugar em 2006. O fracasso no Chelsea. "Maldita panelinha do Drogba." Uz...o quê? Uzbequistão que o Rivaldo arrumou. Bom dinheiro e mesma coisa que trabalhar em Marte. "Nada pode ser pior do que isso", aposta. "Não...Palmeiras, não...Com o Arnaldo Tirone ainda. Por que não tentei logo o suicídio de uma vez?" E ganhei a Copa do Brasil com Betinho, Valdivia... Mas paguei por priorizar uma competição com esse time fraquíssimo. Estava no caminho do rebaixamento, quando o Tirone me demitiu. O Pituca, não é possível. Ainda bem que é só um pesadelo."
Depois se vê muito amigo do ministro Aldo Rebelo. O que frequenta as festas na Mancha Verde. Sabe que Teixeira foi exilado. Marin está no comando da CBF. E logo se livra de Mano Menezes. Oferece a chance de comandar o Brasil na Copa do Mundo de 2014. Se enxerga com o ego ferido, por ter empurrado o Palmeiras à Segunda Divisão. Seria a oportunidade de dar uma reviravolta na carreira. "Ah...por isso que voltei para a Seleção. Mas estava errado. Não deveria ter aceitado de jeito nenhum. O salário é estupendo. R$ 900 mil. Mas não eu não precisava. Já estava rico. O xarope do Murtosa e a Olga me pagam. Deveriam ter me internado, não me deixado aceitar. Pior, eu estava acreditando em cada palavra do Marin. Gente...Endoideci de vez..." Felipão vê a Copa das Confederações vitoriosa. Sente a paixão dominar o seu corpo. Só tem pensa, respira até na hora do churrasco, espalha os pedaços de carne no 4-2-3-1. O esquema tático perfeito, que os deuses gregos mandaram do Olimpo para a Terra. Se sentiu como o único treinador da face da Terra a ter esse privilégio. Mesmo passando um ano, ninguém conseguiria descobrir um antídoto. "Se bem que achei a Espanha meio estranha. A Itália também me passou uma impressão de decadência. Assim como o Uruguai pareceu envelhecido. Ah, mas deve ser impressão. Nós brasileiros somos demais. Nascemos para ganhar. O mundo tem de ficar de joelhos. Como não tremer diante da nossa camisa. Vamos vingar Barbosa e o time de 1950." Antes da Copa tem o que fazer. "Dezenas de propagandas. Só perco para o Neymar. Nunca vi tanto assédio. Todos querem me mostrar anunciando seus produtos. Vou aceita, ué? Que mal tem. Inclusive há algumas publicidades já garantidas se vier o título. Assim garanto o futuro dos meus tataranetos. Porque os meus filhos, netos e bisnetos já têm o pezão de meia. Mas não posso esquecer os tataranetos." Felipão acreditou mesmo ter nas mãos um grupo predestinado. Empurrado pelas vozes de milhares de torcedores cantando o hino. "Só eu tenho o Neymar. E nada de mal vai acontecer com ele. É preciso ter fé. Não vou perder tempo com plano B. Imagine se a Argentina tinha plano B para o Maradona em 1986...A França para o Zidane em 98. Eu para o Ronaldo em 2002. Os craques têm proteção divina. Não há porque perder tempo. Deixar o time inseguro. Vamos com ele do início ao fim da Copa. Imagine se os árbitros não vão proteger o craque do time anfitrião."
"Nossa, que sufoco contra o Chile. Esse argentino careca, o Sampaoli, arrebentou com meu time taticamente. Bola no travessão no último minuto da prorrogação. Meus jogadores não param de chorar na decisão por pênaltis. Tenho de levantar meu capitão do chão, desesperado. Nada pode ser pior do que isso. Nossa...O Neymar quebrou a vértebra contra a Colômbia. Não joga mais a Copa. Me tirem daqui. Olga? Murtosaaaaaaaa?!" "É mesmo a Alemanha pela frente. Não tenho plano B. Nunca treinei sem o Neymar. Há mais de 800 jornalistas observando tudo o que eu faço nessa granja Comary. Vou usar quatro times diferentes. E entro com um para surpreender. Não interesse se usar a equipe com o Bernard apenas por dez minutos. Dá para ganhar dos alemães que atuam juntos há oito anos. O Bernard tem o número 20, o do Amarildo na Copa de 62, quando substituiu o Pelé. Futebol não tem lógica. Vamos no carisma. O Paulo Paixão está jogando um pouquinho de sal grosso no gramado, só para garantir. Agora sim, ninguém nos segura." "7 a 1. Agora entendo tudo. Percebo como vim parar dentro do maior vexame da história do futebol brasileiro. Mas graças a Deus, o Marin e o Marco Polo me garantiram depois que o Neymar se machucou. Fosse qual fossem os resultados das semifinais, finais ou até a disputa do terceiro lugar, vou continuar na Seleção. O Aldo Rebelo me falou para confiar cegamente no Marin e no Marco Polo. "Tenho certeza que mais uma vez darei a volta por cima. Sou o treinador pentacampeão do mundo. Ninguém ganhou a Copa depois de mim. Mas para falar bem a verdade, acho que não quero correr esse risco. Afinal, com esse 7 a 1 também expus o governo Dilma. 2014 é ano de eleição. Não sei, estou com um pressentimento que o Marin, o Marco Polo e o Aldo Rebelo podem não me apoiar como eu acredito. Prefiro confiar, não tenho saída. Se me largarem na mão, o que será da minha carreira? Meu sonho de dirigir uma grande seleção na Copa de 2018? Não vão fazer isso comigo."
Mas de repente seus olhos se abrem. Ele vê Vampeta sentado no seu colo. Os outros jogadores e Murtosa estão rindo. Felipão abre um sorriso enorme. Feliz, abraça o volante embriagado e lhe tasca um beijo na bochecha. Todos sorriem, aplaudem. Daí o treinador se levanta. Caminha na direção de Murtosa. O agarra pelo pescoço e o tira do chão com ódio. O chacoalha. "Você, Baixinho, vai me prometer que nunca me deixará acreditar no Drogba, no Tirone, no Parreira. No 4-2-3-1. No Fred. No Aldo Rebelo, no Marco Polo, no Marin. Principalmente neste tal de Marin. Nunca, ouviu bem? Nunca..." Felipão o coloca no chão e vira as costas. Murtosa está chocado, não entende nada. Mas levanta os ombros, olha para os jogadores assustados. "O Gringo tomou muita champanhe. Deixa para. Vamos lá, gente. Todo mundo cantando comigo. Acorda aí, Edílson. 'E vai rolar a festa...'"
Autor: cosmermoli
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