sábado, 12 de julho de 2014

Para a reflexão de Felipão. Nenhum time que disputou a Copa das Confederações de 2013 sequer chegou às quartas desta Copa. Sinal que nunca foram tão fortes assim...

Para a reflexão de Felipão. Nenhum time que disputou a Copa das Confederações de 2013 sequer chegou às quartas desta Copa. Sinal que nunca foram tão fortes assim...


Teresópolis... Nenhum campeão da Copa das Confederações venceu a Copa do Mundo no ano seguinte. Essa se tornou uma sina, uma verdade absoluta. A festa pela conquista do torneio costuma iludir o campeão. Treinador e jogadores acabam apostando que o caminho já está traçado. Nada deve ser mudado. Aí vem o arrependimento. A Copa do Mundo deste ano é o retrato claro de como o nível dos times que foram derrotados pelo Brasil foi enganoso. Com exceção da Seleção de Felipão, que suou sangue para se classificar nos pênaltis contra o Chile, todas as outras sete fracassaram. Não conseguiram sequer chegar às quartas de final, ficar entre as oito melhores do mundo. Espanha, Itália, Uruguai, México, Nigéria, Japão já foram embora. E o Taiti nem conseguiu vaga para disputar a Copa. Ou seja, Felipão paga o preço por ter confiado que seu time estava pronto. Contra adversários fracos. Agora precisa se reinventar em plena competição, com a pressão de quem bateu no peito e garantiu que será campeão. A vitória sobre a Espanha na final do torneio é sintomática. O time de Vicente Del Bosque foi humilhado pelos 3 a 0 que o Brasil impôs. Com o time montado no 4-2-3-1 e muita disposição, a Seleção acabou com o toque de bola campeão do mundo e bicampeão europeu. Pôs fim à invencibilidade de 29 partias. Felipão, a Comissão Técnica e os jogadores passaram a acreditar. O Brasil era novamente o melhor do mundo. Sem dúvida alguma. Não pararam de verdade para analisar o nível dos espanhóis e dos outros participantes do torneio. Nada disso. "Mostramos ao planeta a nossa força. Fomos crescendo jogo a jogo. Estamos mais do que no caminho para a Copa do Mundo. Pegamos adversários que estão na elite do futebol mundial. Ninguém terá coragem de dizer que o trabalho foi malfeito. Mostramos a verdadeira força do futebol brasileiro", discursou Thiago Silva. A caminhada começou com a vitória sobre o Japão por 3 a 0 em Brasília. No jogo marcado pelas vaias à presidente, a Seleção se impunha de forma impressionante diante dos orientais. Depois viria o México em Fortaleza. 2 a 0 de maneira inapelável. Aí, o que todos consideravam o grande desafio: a Itália. Vitória muito festejada por 4 a 2 na Fonte Nova. "Ninguém vai contestar uma vitória sobre os italianos. Antes acabamos com os campeões olímpicos. A chegada do Felipão colocou o Brasil de volta nos trilhos. Estamos caminhando firmes para ganhar a Copa das Confederações e ficarmos prontos para a Copa", resumia, entusiasmado, Neymar. Vieram as semifinais e em uma partida sofrida, uma guerra, o Brasil venceu. 2 a 1 diante do Uruguai em Belo Horizonte. "Era o teste que faltava. Derrotar o campeão da América e melhor sul-americano na Copa da África. O nosso time está amadurecendo para os grandes desafios que virão em 2014. Quem vai contestar que voltamos a ficar entre os melhores do mundo?", perguntava de maneira desafiadora, Marcelo.
Veio a final e a acachapante vitória por 3 a 0 contra a Espanha, no Maracanã. Felipão abraçava um a um dos seus jogadores. "Não tenho dúvida que o nosso trabalho ainda irá frutificar na Copa do Mundo. Com pouco tempo de treinamento, esse time já se impôs, mostrou sua força. Tenho certeza que muito mais entrosado na Copa, a equipe estará pronta para o desafio de brigar pela Copa do Mundo", avaliava Felipão. Em momento algum se fez uma observação mais profunda dos adversários. A Copa das Confederações foi superestimada. A vontade era tanta de o Brasil ser campeão que muita gente se precipitou nas análises. Mal se supunha os vexames na Copa que aguardavam todos os adversários, sem exceção. A começar pela temida Espanha. O Mundial desmascarou de vez o final de uma geração. O envelhecimento de atletas fundamentais no bicampeonato europeu e na conquista da Copa da África. 5 a 1 para a Holanda serve perfeitamente como resumo do fim do caminho da filosofia de Del Bosque.
A eliminação do Uruguai, apesar de Suárez, reforça a tese. A maneira com que a Colômbia derrotou o time de Oscar Tabarez mostrou que os vizinhos cometeram o mesmo erro dos espanhóis. Não se renovaram. Não buscaram outras alternativas. E foram batidos de forma humilhante, sem ter força de reagir. O futebol nigeriano e mexicano mostrou que seu progresso não foi tanto quanto se propagou. Ambos não tiveram forças para derrotar equipes tradicionais como a Holanda e a França. Caíram nas oitavas sabendo que precisam melhorar muito para tentar entrar na elite do futebol mundial. O Japão veio e deu vexame. Eliminado na primeira fase. O time do italiano Alberto Zaccheroni não disse ao que veio. Perdeu para a Costa do Marfim, empatou com a Grécia e foi goleado para os colombianos. Zaccheroni foi obrigado a se demitir. O mexicano Javier Aguirre assinou contrato para comandar os japoneses nos próximos quatro anos. Com salário anual de R$ 5,4 milhões. De nada adiantou renovar o contrato antecipadamente, antes do Mundial. E Cesare Prandelli pediu demissão da Itália pela campanha na Copa. Vicente del Bosque tem contrato com a Espanha até a Eurocopa de 2016. Mas está muito pressionado para que peça demissão. Ou seja, o Brasil ganhou de forma impressionante a Copa das Confederações. Mas um ano depois, a Copa mostra de verdade o nível de seus adversários. Sem capacidade de chegar sequer às quartas de final. Resultado que serve para profunda reflexão de Felipão e de todos que acompanham o futebol. A grande conquista pode ter sido uma grande ilusão...


creator: cosmermoli
Publicado em: Tue, 01 Jul 2014 05:34:27 -0300
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