quinta-feira, 5 de março de 2015

Everton Ribeiro e Ricardo Goulart fora da Seleção. O preço por optar pelo dinheiro árabe e chinês. Além da concorrência fortíssima de Philippe Coutinho e Roberto Firmino. Focado nas Eliminatórias, Dunga não quer a Olimpíada...

Everton Ribeiro e Ricardo Goulart fora da Seleção. O preço por optar pelo dinheiro árabe e chinês. Além da concorrência fortíssima de Philippe Coutinho e Roberto Firmino. Focado nas Eliminatórias, Dunga não quer a Olimpíada...




Goleiros:Jefferson (Botafogo), Marcelo Grohe (Grêmio) e Diego Alves (Valencia); laterais, Fabinho (Monaco), Danilo (Porto), Filipe Luís (Chelsea) e Marcelo (Real Madrid); zagueiros, David Luiz (Paris Saint-Germain), Thiago Silva (Paris Saint-Germain), Marquinhos (Paris Saint Germain) e Miranda (Atlético de Madrid); volantes, Elias (Corinthians), Luiz Gustavo (Wolfsburg), Fernandinho (Manchester City) e Souza (São Paulo); meias, Oscar (Chelsea), Willian (Chelsea), Philippe Coutinho (Liverpool) e Roberto Firmino (Hoffenheim); atacantes, Neymar (Barcelona), Diego Tardelli (Shandong Luneng), Douglas Costa (Shakhtar Donestsk) e Robinho (Santos). Estes os convocados de Dunga. Não só para enfrentar a França e o Chile. Mas a esmagadora base da Seleção que disputará a Copa América do Chile. A fase de testes está no fim. O treinador não teve restrição alguma. Pôde chamar que considera os melhores. Um dado muito significativo foi a perda de espaço de Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. Os jogadores que o Cruzeiro vendeu para os Emirados Árabes e para a China. O treinador os deixou de lado. A desculpa do treinador foi que eles não estão bem fisicamente, já que estão em pré-temporada. Só que Diego Tardelli também. E entrou para a história como o primeiro atleta atuando no futebol chinês convocado pelo Brasil. A verdade é que Dunga está encantado com a fase sensacional de Philippe Coutinho. O meia está jogando muito bem. Sendo figura de destaque no difícil Campeonato Inglês. Ao lado dos obrigatórios Oscar e Willian do Chelsea, Philippe Coutinho se jogar metade do que faz no Liverpool irá para a Copa América. Roberto Firmino se impôs no futebol alemão, tão admirado por Dunga. Jogando muito bem, o atleta de 23 anos está sendo perseguido pelo Arsenal. A direção do clube inglês colocou seu nome como prioridade. Douglas Costa está sendo assediado pelo Chelsea de Mourinho. Os ucranianos tentam segurá-lo de qualquer maneira. Robinho é um jogador que Dunga tem carinho acima do normal. Mesmo que, aos 34 anos, não chegará à Copa da Rússia. O atacante se diverte no Campeonato Paulista, contra fraquíssimos times. Mas o treinador o chama tanto pela falta de concorrência quanto por gratidão. O treinador nunca esqueceu as brigas com dirigentes europeus do jogador, no seu auge, para atender os chamados para a Seleção que disputaria a Copa de 2010.

Agora, caminhando para o final da carreira, sem mercado nos grandes clubes europeus, o treinador o recompensa. Até pela falta de atacantes confiáveis nascidos no Brasil. Dunga não pode nem ouvir falar em artilheiros que atuem parados, fixos na área, como Fred, Jô, Leandro Damião. O que muitos consideram um atleta como referência, ele vê o time com dez atletas. Sem a pressão interna das conquistas do Cruzeiro, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart ficam órfãos. Eles nunca foram titulares absolutos, intocáveis de Dunga. Ao contrário de Tardelli. Agora atuando em campeonatos de baixo nível técnico, será bem difícil ambos serem lembrados para a Copa América. Os dois foram avisados por seus empresários. Mas aceitaram correr o risco. Preferiram o dinheiro a seguir no Cruzeiro até pelo menos o final da Libertadores. O efeito colateral pode ser o esquecimento da Seleção.

Contra a França e Chile, o técnico irá insistir no que estava fazendo em 2014. E que fez o Brasil vencer os seis amistosos que disputou, depois do vexame na Copa do 2014. Foram 14 gols a favor e um contra. O esquema da Copa das Confederações, o 4-2-3-1 e que fez do Brasil uma presa fácil no Mundial, foi esquecido. Dunga está fazendo do Brasil uma equipe mais sólida, vibrante, intensa. Apela para o que a Europa já usa faz tempo. Para a distribuição tática competitiva: 4-1-4-1. Variando para o 4-3-3 quando o Brasil tem a posse de bola. O treinador está obcecado em acabar com a dependência de Neymar. O jogador do Barcelona é o maior talento do país, isso é indiscutível. Mas o técnico não quer cair na mesma armadilha de Felipão. Ele era tão submisso a Neymar que nunca preparou o Brasil a atuar sem o atacante. Todos se recordam o que isso custou contra a Alemanha e Holanda. Dunga aproveitou esse início de ano para ter uma séria conversa com Marco Polo del Nero e José Maria Marin. Está muito feliz com o nível dos amistosos. Quer os mais fortes porque acredita que, não só o nível da Copa América, mas principalmente o das Eliminatórias da Copa, será bem mais alto que jamais foi.

Argentinos, uruguaios são adversários tradicionais. Mas o crescimento dos chilenos, colombianos e equatorianos incomoda. Além da reestruturação dos paraguaios. Fora isso, há a pressão, o descrédito, o rancor da imprensa e da população brasileira com o vexame na Copa do Mundo do ano passado. Por tudo isso, Dunga pediu formalmente a Marco Polo e Marin. Não quer comandar a Seleção Olímpica do país. Não deseja repetir o que fez em Pequim, quando conseguiu apenas o bronze. Na inesquecível entrega de medalhas, quando Ronaldinho Gaúcho fez questão de atender o celular em plena premiação. Aquilo incomodou mais o técnico do que a derrota para a Argentina de Messi, nas semifinais. Muito menos o treinador mostra a ganância de Mano Menezes, que tirou o time montado e campeão mundial das mãos de Ney Franco e mesmo assim, perdeu a medalha de ouro para o México. E o emprego. Gallo que continue no cargo. Os presidentes da CBF aceitaram suas ponderações. Dunga quer manter o foco na reconstrução da Seleção Brasileira para a Copa de 2018. Aproveitando o que há de melhor nesta nova geração. Quer os atletas disputando torneios competitivos. Emirados Árabes e China não são referência. Diego Tardelli é exceção. Everton Ribeiro e Ricardo Goulart que assumam suas opções por salários milionários. E saibam que jogar na Seleção Brasileira ficou muito mais difícil do que era no Cruzeiro...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli
Publicado em: 05 Mar 2015 12:22:55

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