quinta-feira, 5 de março de 2015

Tite reconhece. O Corinthians teve sorte. O empate seria o resultado mais justo contra o San Lorenzo. Dispara na liderança do Grupo da Morte. Pior para São Paulo e o atual campeão da Libertadores....

Tite reconhece. O Corinthians teve sorte. O empate seria o resultado mais justo contra o San Lorenzo. Dispara na liderança do Grupo da Morte. Pior para São Paulo e o atual campeão da Libertadores....




A sinceridade é velha companheira de Tite. O treinador deseja desesperadamente voltar a ser cotado para a Seleção Brasileira. Sofreu demais com o ano afastado do futebol. Depois de excelentes jogos do Corinthians na Libertadores contra o Once Caldas e São Paulo, o time conseguiu a vitória mais importante do ano. Venceu o San Lorenzo ontem em plena Buenos Aires por 1 a 0. Derrotar o atual campeão da Libertadores, time do Papa, no seu estádio foi uma façanha. Deixou o clube isolado na classificação, com duas vitórias em dois jogos. Liderança isolada no grupo da Morte. Seis pontos e agora duas partidas seguidas contra o lanterna Danubio. A oportunidade de alcançar 12 pontos e quando reencontrar o San Lorenzo e o São Paulo, já pode estar classificado para os mata-matas. Ou seja, foi o jogo-chave do grupo. Muitos treinadores iriam aproveitar os microfones para exaltar seu feito. Dizer, sem contestação, que a campanha corintiana é excepcional. Que o jogo foi difícil, mas o Corinthians se impôs. Que o gol de Elias saiu de suas observações, de seu treinamento. Fazer propaganda de sua inteligência, de sua capacidade. Mas ele mostrou como é diferente de treinadores como Vanderlei Luxemburgo e Mano Menezes, por exemplo. "Pelo desempenho das duas equipes, o resultado mais justo seria o empate. Pegando desempenho, o empate seria o resultado mais justo. Só que o futebol premia eficiência, transformar oportunidades em gols. Mas, em desempenho, não. Para mim, o empate seria mais condizente com o que foi o jogo." Ou seja, Tite seguiu o caminho contrário da autopromoção. Foi verdadeiro. O Corinthians tomou um sufoco do San Lorenzo. E parecia que o "time do Papa" era o brasileiro, tamanha as chances desperdiçadas pelos argentinos. Edu Dracena e Gil padeceram com a falta de entrosamento. E proporcionaram oportunidades claríssimas aos argentinos. Além de torcer para a bola bater na trave ou ir para fora por centímetros, Cássio foi obrigado a uma defesa fantástica. Cauteruccio, Blanco, Romagnoli e Mauro Matos desperdiçaram chances incríveis. Tiveram nos seus pés e cabeças oportunidades cara a cara com Cássio. O secreto medo de Tite se tornou realidade. Fagner e Uendel defenderam muito mal. Proporcionaram ao San Lorenzo inúmeros cruzamentos da linha de fundo. Edgardo Bauza montou muito bem sua equipe. Marcou forte o Corinthians na intermediária brasileira. Não deu chance para o toque de bola, o San Lorenzo foi mais intenso. E desmantelou as pretensões ofensivas corintianas com suas triangulações pelas laterais. Foi um sufoco durante boa parte do jogo. O Corinthians se ressentiu de seus desfalques. A começar pelo problemático Sheik. Sem ele, Tite tratou de apostar no colombiano Mendoza. Ele correu muito, mas descobriu aquilo que os brasileiros já sabem há muito tempo. O quanto são enganadores os estaduais. Uma coisa é fazer o que quiser com a bola diante do Linense. Outra é enfrentar os defensores do campeão da Libertadores. Não conseguiu nada de efetivo. A entrada de Petros fechou o meio de campo.

Desta vez a ausência de Guerrero foi muito sentida. Danilo compôs o meio de campo, se deslocou, procurou abrir espaço para quem vinha de trás. Mas não conseguiu ser importante como pivô. O poder de marcação do operado Fábio Santos fez falta com Uendel na sua posição Renato Augusto tomou uma forte pancada e teve de ser substituído por Cristian. Felipe, com dor no ouvido, ficou de fora. Edu Dracena entrou e esteve muito mal. Jadson teve uma recaída. Foi omisso. Cuidou apenas de marcar, tirar o espaço dos volantes argentinos. Muito pouco para o Corinthians, que precisa tanto dos seus lançamentos, chutes a gol, enfiadas de bola. Tite melhorou o sistema defensivo no segundo tempo. O Corinthians ficou mais compacto. O esquema passou do 4-1-4-1 para o 4-2-3-1. Elias foi liberado para atacar. Com a entrada de Cristian passou a ter mais espaço, mais confiança. O treinador corintiano faz exatamente o contrário de Mano Menezes. Com ele, o volante tem liberdade. Pode buscar o gol. Não é um homem postado diante dos zagueiros, como fazia no ano passado. E foi graças a essa postura que veio o gol do Corinthians. Aquele que, segundo o próprio Tite, deixou o placar injusto. Em um contragolpe em velocidade, Elias desceu com a bola dominada, correndo, driblando. Ao invadir a área, ele tentou o passe para Petros, que o acompanhava pela direita. Só que o volante errou o toque, a bola tocou no zagueiro Cetto e ficou à disposição do corintiano fuzilar o goleiro Torrico. O gol aos 20 minutos do segundo tempo mudou todo o lado psicológico da partida. Os argentinos ficaram afobados, nervosos, tensos. O Corinthians recuou de vez e tratou de segurar a bola. Deixar o tempo passar. A pressão do time da casa continuou. Mas a equipe paulista se defendeu valentemente. E conseguiu sair do vazio estádio Nuevo Gasómetro com uma vitória espetacular, em termos de classificação. Não de atuação. São seis pontos em duas partidas. Liderança absoluta no grupo 2. E mais: repassou para São Paulo e San Lorenzo a terrível tarefa de se matarem, duelando em dois jogos seguidos. "O resultado justo seria o empate. Mas não vou reclamar", ironizava Tite, feliz demais com a importantíssima vitória na Argentina...





Fonte: Esportes R7
Autor: cosmermoli
Publicado em: 05 Mar 2015 02:48:19

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